

Continuando com a brincadeira de ouvir músicas por ano.


01. Manuais são mais do que coisas de um passado distante;
O encerramento do Carlitos me fez ter vontade de registrar o que ando pensando quase todas as vezes que olho o Theo. A próxima geração, essa geração do Theo - vou ser prepotente e chamá-la de "A Era do Theo" - deixou de ver muitas coisas.
Na mais básica e honesta conversa de botequim, aquela que acontece entre dois estranhos, acabei descobrindo que o Carlitos, tradicional bar da boêmia carioca fechou. Ficava localizado em frente ao Teatro Rival, na rua Álvaro Alvim, no para os íntimos: "Beco da Cirrose".
No começo ele acalmava ouvindo a mãe cantar "O Sapo Cururu", mas essa onda muito infantil já passou. O som da época agora é outro.
Mesmo os quadrinhos mais comerciais, em alguns momentos tratam de questões políticas ou sociais. Fogem um pouco do fantasioso mundo dos superpoderosos e projetam uma crítica ou uma opinião.
1. Fica todo bobo com os novos movimentos do filhão;
Sobre esse livro você precisa saber algo muito importante, leia ouvindo Blues. Caso você não tenha nenhum Charlie Patton (recomendado por Crumb), coloque para tocar um B.B.King, Buddy Guy ou Etta James. Eu não fiz e mesmo assim li como se pudesse ouvir as músicas em minha mente.
Crumb navega pela história da música norte americana, trazendo as lendas, mitos e o espírito da década de 20 até a música atual (nesse caso em forma de protesto). Através de seus quadros ele consegue passar com perfeição o clima de boêmia, expressão, sentimento e dor do Blues.
Além disso, o álbum da Conrad (capa dura), traz algumas capas de discos e cartazes de shows ilustrados por Crumb (alguns da sua banda), simplesmente geniais.
Bom, agora vou colocar um som e reler as melhores partes.
Gostei da brincadeira. Ouvir as músicas pelo ano está começando a se tornar um hábito. 1986 foi escolhido por ter sido o ano em que fui no meu primeiro show. A turnê do Cabeça Dinossauro dos Titãs, álbum com os clássicos "Porrada" e "Polícia".
Fico muito feliz da obra de Milo Manara estar sendo publicada com mais frequencia no Brasil. Terminei de ler (tardiamente) Bórgia: Sangue para o Papa. História que conta a trajetoria da família Bórgia até o poder.A arte sem pudores de Manara é genial, ele dedica um carinho e atenção fora do comum visto nos quadrinhos norte-americados, sem praticamente um mérito quase que exclusivo de suas obras e de colegas europeus.
Enquanto ao roteiro de Alejandro Jodorowsky, acho que uma história como dessa família merecia mais páginas, muito mais páginas. Provavelmente para cumprir o limite da publicação Jodorowsky resume demais as conquistas, tramoias e crimes dos Bórgias.
Além desse trabalho, a Conrad está publicou e continua publicando outras obras do artista como Clic e El Gaucho. Quem aprecia quadrinhos, precisa ter alguns trabalhos desse desenhista na prateleira.
Se você também detesta, deve se indignar tanto quanto eu ao ver que o canal Telecine tem dentro de sua programação um horário reservado para o "Cyber Movie". Onde a legenda é escrita "axin".Isso me irrita tanto, que quando vejo que um filme está legendado dessa maneira, eu troco de canal, mesmo sendo o meu filme preferido. Me ofende. Não entendo quem pode ter sido o responsável por esse "golpe" de marketing. E como isso pode atrair o público. Quer fazer algo "cyber"? Abra espaço para comentarios durante o filme (moderado para evitar que algum espírito de porco conte o final). Através de SMS, sala de bate-papo, e-mail. Ou seja, todos os formatos multimídias. Mas não ofenda o telespectador.
Não acredito! Se passaram quatro anos desde quando fiz o primeiro post nesse blog. Eu não curtia esse lance de blog, achava até divertido ler de alguns amigos, mas não curtia a idéia de manter esse diário atualizado.
Em anos, esse foi o primeiro Oscar que assisti sem ter visto nenhum dos filmes que estavam concorrendo. Então assisti meio desanimado, "zapiando" bastante, e esperando que algo bastante divertido acontecesse.
300 de Esparta é outra história escrita por Frank Miller (autor de Sin City) que está sendo adaptada para o cinema nos mesmos moldes.
Minha não! Dele! Robert Crumb. Estou lendo muitos quadrinhos e assuntos relacionados. Isso é um tanto quanto óbvio, já que tenho escrito bastante sobre esse tema. Mas, embora eu conhecesse muito de nome e fama esse artista, nunca havia lido realmente um material completo dele. Já folheie, mas nunca li. Até agora.
Tudo começou com uma brincadeira, fui ver o que diversos artistas estavam fazendo em 1967. O ano foi uma escolha meio que aleatória, só por causa do primeiro álbum do David Bowie. Acabei descobrindo que nesse ano, além dele outros tanto lançaram seus primeiros álbuns.
Pra mim esse cara aí do lado sempre foi um grande chato. E a medida que os anos foram passando, foi se tornando ainda mais chato. Depois que saiu dos Titãs, sua carreira solo aos poucos foi me angustiando mais. Então veio os Tribalistas, a combinação de um grande talento com um mala e um desequilibrado (eu sei que o grande talento é a Marisa Monte).
E agora no lançamento do CD "Qualquer", vejo uma matéria sobre ele na Revista do jornal O Globo. Ele é a capa. E dentro uma babação sobre o artista que apenas transparece a sua genialidade, tem depoimentos até mesmo de reais gênios como Pedro Luís e Paulinho da Viola.
Então, para homenagear esse que ainda considero um chato de galocha, um trocadilho com a chamada de capa ao tom de Arnaldo Antunes.
És tu o Gênio Primitivo
És tu tão primitivo quanto involuído
Em estado bruto te encontramos e
tu te manténs.
És tu aquele que segue tua estrada intimista
Intimista e instropectiva, entre tu, o palco e poucos
És tu que de alguma forma surpreendente
Surpreende ao alegrar o carnaval dos desesperados
És tu, Arnado. Somente Arnaldo Primitivo.
Em tempo, és tu... chato pra cacete.
A capa da Revista é "O Gênio Primitivo (isso pode significar o elo perdido?). Arnaldo Antunes, ídolo de artisitas como Paulinho da Viola, faz turnê intimista (isso pode significar vazia?) e ao mesmo tempo anima os carnavais de Recife e Salvador (o que isso pode significar?)." Agora eu pergunto, o editor da revista é muito espiríto de porco em publicar uma chamada dessas cheias de duplo sentido? Ou alguém realmente consegue imaginar Arnaldo Antunes animando um carnaval?
Tá bom! Eu sei que esse post não é novo. Talvez muitas pessoas já tenham sabido disso antes, mas eu não. A revista Wired em maio de 2005 publicou um infográfico mostrando como o lançamento do Episódio IV, e da primeira trilogia, mudou o mundo.
Sobre quadrinhos.
01. Dirige como se estivesse carregando algo altamente explosivo no carro;02. Entrega sua casa, sua mulher, seus pais e até sua sogra ao filho;
03. Fico observando cada pequeno movimento, muitas vezes sorri feito um bobo, outras tanta chora e em algumas delas se assusta achando que tem algo de errado;
04. Acha que o filho é o bebê mais calmo do mundo, afinal ele dorme tanto e quase não chora. Sorri feito um bobo;
05. Segue todas as instruções como se estivesse com um manual na mão, algumas vezes realmente saca do bolso algumas anotações;
06. Enquanto ela dorme, enche as garrafas d'água;
07. Se desespera quando ele começa a chorar;
08. Enrola o bebê e ele não para de chorar;
09. Troca a fralda e ele não para de chorar;
10. Enrola de novo e ele continua a chorar;
11. Entrega pra mãe amamentá-lo e ele não consegue por estar chorando;
12. Liga para a pediatra às 4h30 da manhã e ela atende com voz de quem já esperava por isso;
13. Ele dorme, o pai não. Fica observando dormindo, com o mesmo sorriso de bobo dado antes;
14. Olha pra mãe também acordada e sorri como um bobo;
15. Antes do novo dia começar, faz uma última checagem se realmente está tudo bem, observa os movimentos dos braços e pernas e se não estiver se movendo coloca o dedo próximo ao nariz para sentir a respiração e sorri feito um bobo aliviado;
16. É a melhor sensação de bobo do mundo;
Chegamos à Manderlay
A trilha sonora do dia
O grande momento...Talvez o que eu mais goste no trabalho de Neil Gaiman é como ele lida com o óbvio. Por vezes o ignora, outra tantas o explora de forma primoroza.
As histórias de Morte, assim como a personagem em si, é um exemplo de ignorar e explorar o óbvio. Reler essas históras hoje, nesse início de ano, época em que estamos vivendo um retorno da valorização da qualidade de vida (lembre-se do filtro solar, mensagens de final de ano falando sobre viver melhor, campanhas ensinando que o melhor plano de saúde é viver e o segundo...) torna o tema óbvio o mesmo quanto a protagonista insólita. Para valorizar ainda mais o autor, é importante lembrar que essas histórias não foram escritas nos últimos dois anos.
Ainda que eu prefira as histórias do irmão mais novo de Morte, não pude deixar de mergulhar nessa leitura com tanto prazer. Aproveitei cada prazer desse grande momento da vida e me diverti com a personagem nem um pouco corriqueira.
Pra quem nunca leu, ou mesmo pra quem já leu e tem em casa, vale a pena ter esse trabalho fenomenal dessas encadernações feitas pela Conrad.
7 dias de 2007 Todos os dias, desde que esse ano começou, eu penso em um post e acabo me enrolando e não escrevendo nada. Quando acordei hoje e pensei nesse título foi como um estalo: "Agora tem que rolar..."
2007 começou com o pé direito, já com uma grande mudança, pois o último dia útil de 2006 foi o meu último dia na agência que trabalhava, Copacabana Brasil, pedi demissão para poder trabalhar em casa de forma autônoma.
E como estou feliz com essa mudança, estou curtindo o meu trabalho, curtindo o meu tempo de estudar, o meu tempo com a Lelê e com o Theo e o meu tempo comigo mesmo.
Nesses setes dias muitas coisas aconteceram, fui bastante produtivo, assisti a filmes que há muito tempo queria rever, estou lendo livros e HQs simultaneamente, tomei uma cerveja com um amigo que estava com saudades de encontrar e um vinho com outro que tinha tanta saudades quanto e há muito tempo não jogávamos conversa fora.
Sobre os livros e hqs, estou lendo os meus presentes: Biblioteca dos Quadrinhos, Almanaque dos Quadrinhos; Morte, de Neil Gaiman - (edição encadernada da Conrad) e Minha Vida, de Robert Crumb. Depois, ao terminar de ler cada um, vou comentá-los.
Você está preparado?
Poderes
São trabalhos como esse acima que me fazem lembrar porque escolhi essa profissão. Um amigo me pediu para fazer dois paineis para ele decorar sua casa, um baseado em Mutts (uma tirinha de um gato e um cão muito engraçada) e outro em personagens de história em quadrinhos (esse acima).
Mesmo tendo virado duas noites seguidas, esse trabalho foi bastante divertido, me fez contar com a ajuda de outros dois grandes amigos, passar uma tarde como adolescente - sentado no chão com um dos meus melhores amigos cercados por pilhas e mais pilhas de HQs - e retomar o prazer de ler e colecionar quadrinhos. É claro que o painel também fez com que eu mude a minha forma de ler, agora fico observando as "cenas" e buscando na memória com qual outra eu poderia compor ou complementar o painel. Posso dizer que na imaginação já completei mais dois diferentes (temáticos inclusive). Quem sabe eu não faça algum aqui pra casa? Ou para o quarto do Theo como já pensei.
Quanto mais tempo, mais coisas.
Liberdade para sempre!
Tudo bem, em algum lugar ou momento eu devo ter desafiado alguém que não deveria. Alguém além do plano físico e após o desafio eu ainda devia ter esnobado. Fui, no mínimo, meramente inocente quando pensei que não poderia me envolver em projetos ou situações mais estressantes do que os anteriores.

Cinco anos atrás, em um sábado, seis casais estiveram em um altar para testemunhar uma cerimônia. Foi um rito de união entre duas pessoas que se amam e pretendem construir algo juntos. Sendo parte disso, preciso agradecer não somente a essas doze pessoas por terem estado lá e ter se mantido do nosso lado durante todos esses anos e, claro, agradecer a Deus, ao destino ou algo que tenha trazido a pessoa mais maravilhosa que já imaginei conhecer para perto de mim.