quinta-feira, 26 de março de 2009

O pior de todos: The Spirit.

Poucos filmes me fizeram sair do cinema antes do fim e nestes casos houve um momento de extrema intolerância com alguma cena, interpretação, texto ou algo assim.

The Spirit foi o primeiro caso que durante toda a exibição eu tive a clara sensação de que não deveria estar ali, não precisava estar ali e podia fazer qualquer outra coisa que seria melhor. Mas não sai, fui até o fim - talvez movido por uma curiosidade mórbida - e durante as duas horas procurei algo que fizesse valer a pena, sabe o que encontrei?

Encontrei uma grande porcaria, para todos os lados. Tudo é ruim, a edição é pobre, a trilha sonora é óbvia, a direção é patética e consegue estragar atores com potencial como Samuel L. Jackson (Pulp Fiction), a fotografia é pretensiosa e é apenas uma revisão de uma fórmula que deu certo com Sin City- gerando as cenas mais patéticas que já vi - , o roteiro é algo que uma criança poderia ter escrito e o texto é algo que me faz questionar se realmente foi Frank Miller que escreveu "O Cavaleiro das Trevas". E acima de tudo isto, muitos prêmios devem ser entregues para a pior atuação do cinema, Gabriel Macht (O Bom Pastor) surpreende.

Frank Miller fez o pior de todos os filmes, nem Batman e Robin tenha sido tão ruim. Acredito que Will Eisner deve estar bravejando no paraíso dos gênios neste momento e Frank Miller passou a ser questionado por mim, não confio mais em seus trabalhos, o estrago foi grande demais.



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3 comentários:

Rodrigo Müller disse...

uia! essa semana mesmo estavam me perguntando se eu tinha visto o filme já e eu disse que não sabia e que tinha algumas grandes espectativas, mas pelo jeito foram em vão. =(

Tati disse...

Sério que é tão ruim assim??? Tá certo que pelo trailler se vê que é uma cópia descarada do estilão Sin City, maaas... Ai, agora já nem sei se assisto mais! :oS

Leandro Bulkool disse...

Rodrigo e Tati,

O filme é pior do que muita mente criativa consegue imaginar. É um desafio da coisa ruim. Se for ver, vá para rir as custas da vergonha alheia.