segunda-feira, 16 de abril de 2007

O mercado é acelerado

Estava eu arrumando o revisteiro do meu banheiro, na verdade mais mexendo do que arrumando, quando me deparei com uma revista Época publicada em janeiro de 2006 e a capa falava da Wikipedia.

Uma de suas matérias falava sobre a convergência de celular e mp3 players e o desafio para que isso finalmente acontecesse, pegando como gancho a apresentação do Motorola Rokr feita por Steve Jobs. Falavam de memória para colocar as músicas, qualidade de som para telefonia e música, duração da bateria, conflito de interesses entre fabricantes de mp3 players, celulares e a industria fonográfica e diversas outras dificuldades que faziam parecer que iria demorar bastante para essa história se tornar real.

Menos de um ano depois a Sony Ericson dá um show lançando a linha Walkman, claro que com um preço muito acima do comum do mercado, mas tecnicamente viável e economicamente aceitável para a classe média alta (isso ainda existe?). A Motorola está lançando o Rokr E2 e quase todas as fabricantes estão colocando no mercado o seu tocador de mp3 / celular.

Pois é, o mercado de telefonia + tecnologia é muito acelerado. A questão que sempre carrego é quando a industria fonográfica irá abrir mão de sua visão envelhecida e começar a investir em novos caminhos para acompanhar o mercado mais ágil que se tornou tão vital para o seu produto?

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Heroes na real

O cara do vídeo aí de baixo é um inglês chamado Stephen Wiltshire, mais conhecido como "A câmera humana". Ele faz um passeio de 45 minutos de helicóptero sobre Roma e nos próximos três dias realiza uma ilustração panorâmica de tudo que a mente consegue lembrar. Se isso não for um talento especial bem ao estilo de "heroes", não sei mais o que pode ser.

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Nós marchamos

O filme traz uma estética ótima, fotografia e cores completamente fiéis aos quadrinhos. Texto condizente e bons personagens. Tem a melhor representação de uma paredes de escudos que já vi. A caracterização dos Persas e seu universo exótico ficou bastante interessante e as cenas de batalhas ficaram fenômenais.

Porém, existiram adaptações que, pra mim, realmente atrapalharam. Para começo de história, a trama política em Esparta foi completamente descabida. Outro ponto, foi que se esforçaram demais para transformar os Persas em vilões, quando a questão da história não é essa.

Sobre os detalhes, a cena da rainha entregando um cordão ao Leônidas foge um pouco do clima frio e seco dos espartanos. O filho do capitão estar entre os 300 e a atitude do mesmo após a morte do seu filho não condiz com cenas do próprio filme, que fala de morte glorioza em campo de batalha - sei que tudo isso foi elemento para humanizar a história, mas na minha opinião não precisava tanto.

Agora o que mais me deixou frustrado foi o corte da cena que publíco aqui embaixo. A queda do Stelios, na obra original era o guerreiro mais jovem dentre eles. Após a sua queda, passou a ser chamado por "Stumbles", e aos poucos vai reconquistando o respeito de seus iguais (e o seu nome) a ponto de ter o privilégio de ser peça chave no último golpe. Esse corte altera bastante a narrativa dos quadrinhos, pois um dos elementos principais desaparece e se torna apenas um personagem difícil de se apegar.



Saí frustrado do cinema após assistir 300. Fiquei bastante incomodado com as mudanças, ou adaptações da história, mas no dia seguinte, ao acordar, estava gostando do filme. Isto porque, o que foi bom, realmente ficou muito bom.

Como saldo final o filme pra mim é muito bom, mas realmente poderia ter sido melhor (esperava algo melhor, como Sin City) e por pouco não ficou sendo apenas bom. Pois quando Frank Miller escreveu os quadrinhos ele se preocupou em fazer uma história espartana: direta e seca. Sem grandes rodeios. Enquanto o filme abre mão disso por alguns minutos a mais e para agradar ao público geral. Ok. Quem não leu os quadrinhos provavelmente vai gostar mais do filme do que eu.

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Abóbora, Cabeça de Abóbora

Neil Gaiman criou para ilustrar e acompanhar as histórias do Lorde Morpheus diversos personagens de apoio. Como Caim e Abel, o Corintio, Lucien e Matthew. Um dos que aos poucos conquitou os leitores foi Merv Pumpkinhead. Irônico, falastrão e com uma capacidade de se colocar em confusão. Merv ganhou o seu devido destaque.

A Opera Graphica Editora lançou aqui a HQ solo do rapaz. Não espere, como eu esperei, o mesmo clima das histórias de Sandman e seus irmãos. Merv se envolve em uma trama de espionagem com muitas referências ao agente 007 - dos títulos dos capítulos, seus personagens e cenas.

A história é divertida, o autor Bill Willingham escreve com bastante desenvoltura e o ilustrador Mark Buckingham explora toda a psicodelia possível do sonhar. A impressão da editora está meio fraca, descuido com as letras traduzidas (algumas vazam o espaço do balão) e as cores ficaram meio estranhas.

terça-feira, 3 de abril de 2007

30 e poucos anos

Já comentei algumas vezes que a idade que mais estou curtindo são os meus 30 anos. Mas ainda não tinha percebido como essa idade é engraçada.

Os detalhes dos trinta anos são irônicos, muito pelas lembranças dos meus vinte e poucos anos estarem tão vivas e recentes. Por exemplo, fui a uma festa com a Lelê e o Theo nesse domingo. O horário foi o primeiro sintoma, começou às 16h. Depois quando percebi pareceu que os pais de primeira viagem são atraídos um ao outro como abelhas no mel. E por último, notei que estava conversando com os pais e tios da dona da festa, o som que estava tocando era de vinte anos atrás e todos gostavam e para completar dava pra ver afastada do resto a "turma da garotada". Opa! Estou agora na "turma dos mais velhos".

Pois é, pra mim isso é muito engraçado, pois alguns poucos anos atrás eu comprimentava os pais dos meus amigos, trocava duas ou três palavras amigáveis e me sentava com a garotada.

quinta-feira, 29 de março de 2007

2000

Esse foi o ano em que casei. A festa começou de forma decente, tocando Buena Vista Social Club enquanto as pessoas se dirigiam as mesas e a infinita fila de cumprimentos andava, é claro que quando todos ficaram bêbados o DJ tocou os inevitáveis ABBA e Village People. Me surpreendeu descobrir que Buena Vista é de 99, eu podia jurar que tinha sido lançado em 2000. No final em 2000 foram poucos e bons lançamentos.

O velho Bezerra da Silva lançou Malandro é Malandro, Mané é Mané. Com o seu senso de humor característico ele vem com músicas como "Tem Coca aí na Geladeira".

No cenário pop, Pet Shop Boys lança uma edição especial do último grande sucesso, Night Life "Extra". Com alguns remixes para completar o álbum original. E Madonna, que é tão pop quanto rock (já dizia Renato Russo e Lobão, ou seria Cazuza?), lança Music, disco com temática country e mais uma moda divergindo da tendência.

Indo para o rock, David Bowie (sempre presente nas listas), lança um álbum chamado Duos, onde interpreta seus clássicos fazendo dupla com outros artistas - como a versão de Halo Spaceboy com o Pet Shop Boys. Além de Duos do Bowie, outras duplas foram formadas como Black Crowes & Jimmy page com as gravações de músicas do Zeppelin no álbum Live at the Greek e Eric Clapton e B.B.King, brincando - mais blues do que nunca - com o rei no excelente Riding With the King.

All That you Can't Leave Behind, com o sucesso "Beautiful Day", fez muitas pessoas dizerem que o U2 estava retornando as suas origens. Um lançamento "atrasado" foi o ao vivo Is There Anybody Out There?: The Wall - gravação do show da turnê do The Wall do Pink Floyd de '80 e '81. Outro ao vivo atrasado foi o Live do Alice in Chains, que trazia gravações de shows que acontecerem entre '90 e '96.

Das bandas de Seatle, após muitos anos sem gravar nada novo, Pearl Jam surge com o aguardadíssimo álbum Binaural, que resoltou em diversos lançamentos de álbuns ao vivo com gravações de acordo com os locais da turnê.

Como último álbum de estúdio AC/DC lança Stiff Upper Lip, com a ótima "Satellite Blues" (dizem que esse ano terá coisa nova da banda). Ainda no cenário do Rock mais pesado, Iron Maiden manda Blaze Bayley passear após o frustrante X-Factor e retorna com Bruce Dickinson e Adrian Smith com o Brave New World.

O rock e as misturas musicais traziam coisas novas, como o segundo álbum da banda White Stripes, De Stijl (último disco antes de estourar nas paradas) e a união de dois músicos cubanos com outros dois rappers, nos trouxe Orishas e o disco de lançamento da banda A lo Cubano (na minha opinião o grande lançamento do ano).

Para encerrar, voltando ao Blues, Etta James traz grandes interpretações, como a de "Try a Little Tenderness" e "Miss You" no álbum Matriarch of the Blues.

segunda-feira, 26 de março de 2007

Fazendo bolhas

Desde quando eu publiquei esse blog, falo que o próximo passo será fazer o curso de mergulho. Pois é, vai rolar. Esse domingo eu fiz o batismo pela operadora, ela tem uma promoção que se você faz o batismo e logo depois imenda no curso, o batismo sai de graça.

Mas sinceramente, não recomendo o batismo aqui no Rio para ninguém. Diferente de cidades como Noronha, que existem saídas só para o batismo, no Rio não tem e você sai como o único a ser batizado por uma viagem de 6 horas, sendo que dessas horas somente 35 minutos você passa debaixo d'água.

35 minutos que são ótimos. Vi Raia Chita, três tartarugas gigantes nadando juntas diversos peixes gigantes. Pelo que o pessoal disse, tive sorte por ter feito o batismo em um dia em que a água estava muito tranquila e com ótima visibilidade.

Para quem se interessar, fui muito bem recebido pela operadora Mar do Rio e, como disse acima, recomendo pular o batismo e fazer logo o curso.

sexta-feira, 23 de março de 2007

Corta papo

Estava eu a caminho do centro do Rio. Peguei um metrô e quando eu ando em coletivo curto observar as pessoas. Sentei em frente a um homem e uma mulher, que não se conheciam, a mulher tirou da bolsa uma pasta e começou a mexer na papelada.

Olhando para a papelada e de vez enquando olhando para o homem ao seu lado começou a reclamar. Das contas, das cobranças indevidas, do governo, do crime, do filho e de tudo que tinha que fazer no centro da cidade. Da estação Botafogo até a Glória ela não parou de reclamar.

Na Glória, a glória, o homem sem pestanejar, olha para a mulher e diz: "Senhora, só defunto não tem problemas, não concorda?".

Pronto. Fim de papo.

quinta-feira, 22 de março de 2007

Leitura obrigatória...


...para os recentes pais de primeira viagem.

Baby Blues, a tirinha de Rick Kirkman e Jerry Scott, conhecida aqui no Brasil como Zoé e Zezé é com certeza uma leitura obrigatória para os pais. Possibilita encontrar o lado engraçado dos momentos mais desesperadores. Ao comprar o primeiro scrapbook da coleção ("This is going to be tougher than we thought") li os comentários dos clientes da Amazon e um deles dizia que parecia que a dupla estava observando os primeiros dias do seu filho pela janela de sua casa. Realmente é essa sensação.

O Mundo é Mágico: As Aventuras de Calvin e Haroldo de Bill Watterson nos transporta para o universo criativo e muito imaginativo de uma criança, principalmente o menino. É muito bom ler esse livro e projetar essas mesmas situações com o seu filho.

quarta-feira, 21 de março de 2007

Fazendo contas

Nessa época de declaração de imposto de renda, tive a curiosidade de saber quanto foi arrecadado no ano passado. Não encontrei essa informação em nenhum site do governo e acabei encontrando um movimento que pede maior transparência da arrecadação e das contas do governo, outro ajudando você a calcular quanto paga de impostos por mês (fiquei espantado com o meu teste) e um último que indica quanto estamos pagando nesse ano, quanto foi pago no ano passado e em 2005.

Bom, de acordo com esse site, nós brasileiros pagamos em 2006 a módica quantia de R$ 812.709.519.180,06. Então fui buscar os valores de investimentos em saúde, segurança e educação no mesmo ano. Não encontrei de forma clara e objetiva. Resolvi fazer outra conta.

De acordo com o site do governo, somos um país de 186 milhões de habitantes e de acordo com o site do IBGE, 70% dessa população tem mais de 15 anos. Levando em consideração somente esses 130 milhões e 200 mil brasileiros (que seriam responsáveis pelos outros 30%). Se esses bilhões voltassem realmente para a população seria o equivalente a aproximadamente R$ 6.242,00 para cada brasileiro, que poderia representar um acréscimo de R$ 520,00 / mês para todos nós.

Existem famílias que vivem com muito menos do que isso por mês. E esse valor, honestamente, seria o suficiente para garantir saúde, segurança e educação a todos nós.

terça-feira, 20 de março de 2007

1991

Continuando com a brincadeira de ouvir músicas por ano.

Escolhi 1991 por um simples motivo. É um tabu. Se qualquer pessoa falar desse ano, sem idolatrar o movimento "Grunge" e principalmente o Nirvana - consequentemente a Kurt Cobain - as pessoas ao redor se destemperam e começam a repetir frases ditas desde aquela época: "- O Nirvana ressuscitou o Rock" (ou salvou, resgatou... escolha o verbo), e por aí vai...

Dessa vez foram muitos discos e artistas, por isso não vai dar para escrever em parágrafos e por isso terei que listá-las.

01. Bezerra da Silva, Partideiro da Pesada - lançamento da clássica "Sequestraram a Minha Sogra";

02. Legião Urbana, V - álbum que trazia "Metal contra as Nuvens"

03. Titãs, Tudo ao Mesmo Tempo Agora - último álbum com a presença de Arnaldo Antunes na banda;

04. Paralamas do Sucesso, Os Grãos - considerado como o primeiro fracasso da banda, embora tenha tido três grandes sucessos;

05. Tin Machine, Tin Machine II - último álbum desse projeto do David Bowie;

06. Pet Shop Boys, Discography - talvez a coletânea de maior sucesso da dupla;

07. Dire Straits, On Every Street - com a forte Calling Elvis;

08. Mr. Bungle, Mr. Bungle - projeto extremamente alternativo e paralelo de Mike Patton, que assinava esse trabalho como Vlad Drac;

09. Living Colour, Biscuits - não tão idolatrado como o anterior Time's Up (que rendeu Grammy de '90 para a banda);

10. Queen, Innuendo - o álbum que trouxe "The Show Must Go On" dispensa comentários;

11. Ramones, Loco Live - ao vivo que colocou a banda de volta nas paradas;

12. Red Hot Chilli Peppers, Blood Sugar Sex Magik - colocou a banda em contato com a massa;

13. R.E.M., Out of Time - considerado por muitos como um dos discos mais importantes da música pop/rock dessa década;

14. Rush, Roll the Bones - considerado por alguns fãs como o álbum mais rock da banda desde 1984 (vale muito ouvir "The Big Wheel");

15. U2, Achtung Baby - disco que marca uma mudança na carreira e identidade da banda;

16. Metallica, Metallica - o conhecido como "álbum preto" por alguns é considerado como o último bom trabalho da banda e por outros tantos como o primeiro disco pop - e início da queda - da mesma;

17. Van Halen, For Unlawful Carnal Knowledge - álbum que rendeu dois Grammys para a banda;

18. Faith no More, Live at Brixton Academy - grande "ao vivo", com a presença de palco e interpretações que eram possíveis somente com Mike Patton;

19. Eric Clapton, 24 Nights - álbum gravado durante 24 noites no London's Albert Hall;

20. Alice in Chains, Facelift - eu sei que esse álbum foi lançado no final de '90, mas só veio a estourar em 91 - com a "Man in the Box" tendo ocupado a primeira posição das paradas por um bom tempo;

21. Nirvana, Nevermind - disco que trazia três músicas que viriam a estar entre as músicas mais tocadas por todo ano ("Smells Like Teen Spirit", "In Bloom" e "Come as You Are");

22. Pearl Jam, Ten - álbum que colocou a banda nas paradas de sucesso e trouxe os clássicos mais ouvidos do grupo;

23. Soundgarden, BadMotorFinger - disco que trouxe comparações entre a banda e o clássico Black Sabbath;

Essa lista acima me mostra que o movimento "Grunge" tem todo o mérito em ser uma evolução do rock original e expressiva. Embora a mídia tenha recebido melhor o Nirvana na época, Pear Jam mostrou com o tempo ser a banda com a melhor base do movimento.

Sobre o mérito de ter salvo o rock, essa mesma listagem me mostra que o rock em nenhum momento precisou ser salvo. Talvez no cenário pop que na época degustava coisas bastantes produzidas e industrializadas. Mas para quem soube procurar, o rock de verdade sempre esteve lá.

segunda-feira, 19 de março de 2007

Rio de paz


Esse final de semana foi marcado por ações populares e criativas pedindo consciência e exigindo paz ao Rio de Janeiro. A primeira aconteceu na sexta-feira, após às 16h nas escadas da Alerj. Foram mais de 30 pessoas que pintaram o chão como sangue e deitaram cobrindo os próprios corpos com sacos pretos.

A segunda, que foi tão expressiva e criativa quanto, ocorreu nesse sábado quando fincaram 700 cruzes na areia da praia em frente ao Copacabana Palace.



Ações como essas podem parecer apenas simbólicas, mas fico muito feliz em ver um movimento, pois enquanto os argentinos batiam panelas eu ouvi várias pessoas reclamando que nós brasileiros não tinhamos unidade ou iniciativa para manitfestações como essas.

Vi no site da organização que a próxima manifestação acontecerá no dia 26 de março na Cinelândia. Parabéns ao brasileiros que tiveram essa iniciativa. Eu estava acreditando apenas na iniciativa pessoal e isolada, agora começo a ter esperança na ação da comunidade.

sexta-feira, 16 de março de 2007

E tudo mais... do mesmo.


Terceiro livro da série (ou conhecida como trilogia de cinco (?) livros) do Mochileiro das Galáxias. Esse livro me derrubou duas vezes, parava de ler, desistia e passava a ver outras coisas. Não sei se foi a época que começei a ler ou se foi ele mesmo. Mas no final eu ganhei. Terminei de ler.

Bom, o primeiro livro (O Guia do Mochileiro das Galáxias) é muito bom pelo fato de Douglas Adams ironizar todos dilemas da sociedade moderna, com um ótimo senso de humor britânico. O segundo (O Restaurante no Fim do Universo) é bem legal, mantem a mesma linha e clima. Já esse terceiro embora tenha uma trama melhor elaborada, no final das contas usa a mesma fórmula que na minha opinião já começa a cansar.

Resultado, não sei se vou comprar o quarto, o qual possui um dos títulos mais divertidos da série: Até Mais, e Obrigado pelos Peixes.

quinta-feira, 15 de março de 2007

Pai de 6 meses

01. Manuais são mais do que coisas de um passado distante;

02. Falando em passado, olha para trás e acha que o tempo passou voando;

03. Lembra de todos os dias e percebe que foram os maiores seis meses de sua vida;

04. Realmente descobre os pontos de côcegas do filho e se diverte muito com isso (os dois);

05. Fica todo bobo ao vê-lo sentado certinho;

06. Fica mais bobo ao vê-lo jogando os braços para ser pego pela mãe;

07. Fica ainda mais bobo ao perceber que ele ri muito ao reconhecer o pai e a mãe na caricatura;

08. Trocar fralda agora só é um desafio por causa da incrível necessidade dele querer pegar tudo ao seu redor;

09. Fica toda hora procurando um pouco mais dos dentes que estão quase aparecendo;

10. Adora vê-lo escolhendo a posição para dormir de forma tão independente;

quarta-feira, 14 de março de 2007

Cidade maravilhosa

Será?

Desde o dia primeiro de fevereiro deste ano até hoje, foram reportados no mínimo 1.227 mortos no Iraque. No Rio de Janeiro, desde a mesma data até hoje, foram reportados 357 mortos e 230 feridos.

Veja os sites: riobodycount.com.br e iraqbodycount.org.

terça-feira, 13 de março de 2007

O fabuloso mundo novo

O encerramento do Carlitos me fez ter vontade de registrar o que ando pensando quase todas as vezes que olho o Theo. A próxima geração, essa geração do Theo - vou ser prepotente e chamá-la de "A Era do Theo" - deixou de ver muitas coisas.

Ao pensar que o meu filho nunca irá ouvir o som de um modem se conectando, ele já nasceu na internet banda larga de 8 Mb. Pós "Guerra nas Estrelas", "Matrix" e "Senhor dos Anéis". Ele nunca irá ver "os Trapalhões" originais, e se bobear vai ter a mesma referência que nós temos dos "Três Patetas". Pós-geração MTV, Tv à cabo e "Zap". Vinil? O que é isso? CD será "vintage" e cool. Isso tudo me faz refletir sobre o que virá de novo para ele.

Quando "A Era Theo" estiver com dez anos, a TV Digital será mais do que uma realidade no Brasil, será um hábito, algo natural. A forma de fazer e veicular propaganda será completamente diferente. Web 2.0 existirá apenas para contar a história que houve antes dela, pois já poderão estar desenvolvendo a 3.0.

Celular grande? Nunca mais. Talvez os telefones sejam todos do tamanho do headset bluetooth da Motorola (talvez os maiores). Séries de TV, poderão ser assistidas direto pela Web, na TV Digital. Música, já terá passado a MP3 e teremos um novo formato que pode agregar a facilidade de compartilhamento dos arquivos e um benefício mais direto para o artista, algo como a cada vez que alguém ouvir uma música, ela será registrada e teremos uma lista real das mais ouvidas, valorizando realmente o cache do músico para os Shows. Shows esses que poderão ser assistidos pessoalmente ou de casa, com recurso de seleção de câmera e até mesmo participação por um telão que irá mostrar como o público de casa está assistindo ao Show.

Quando essa era chegar a 18 verões. Os bares, ah! os bares. Serão cada vez mais segmentados. Não tribalizados. Segmentados para cada cliente, todos terão aquilo que desejam no bar. Os produtos estarão mais acessíveis e mais diversificados e a forma de comercialização com o varejo com certeza será diferente. Chega de beber o que todos estão bebendo e essa geração irá beber o que quer beber.

O ser humano. Se metade do que eu desejo e espero da humanidade se concretizar, os vinte e cinco anos "d'A Era Theo" serão comemorados com o fim de todas as guerras. Nós teremos aprendido que a violência não é um recurso e que é melhor viver em harmonia e coexistir do que conquistar e ser conquistado.

Se o mundo melhorar e o ser humano conseguiu evoluir, mais ou menos quando "A Era Theo" estiver com 40 anos, a globalização terá se tornado real e não serão mais necessários vistos para visitar outros países. E como os meios de transportes estarão melhores e mais rápidos, ir a Europa poderá se tornar uma viagem de feriadão (ele vai me dizer: "Vou levar o seu neto para passar o Carnaval em Paris e na volta paramos por aí").

segunda-feira, 12 de março de 2007

Memória física

Na mais básica e honesta conversa de botequim, aquela que acontece entre dois estranhos, acabei descobrindo que o Carlitos, tradicional bar da boêmia carioca fechou. Ficava localizado em frente ao Teatro Rival, na rua Álvaro Alvim, no para os íntimos: "Beco da Cirrose".

O Carlitos era famoso por suas batidas e um ótimo chopp da Brahma. Na verdade o clima que era seu grande potencial, pessoas que saiam do trabalho, sambistas, e aqueles que iriam para o Rival faziam o aquecimento ali. Eu por diversas vezes ao sair do trabalho, em uma quinta ou sexta-feira, fiz uma parada de dois ou três chopps.

Como a obra de Eisner que fala da memória física das cidades onde edifícios, lojas, praças que a medida que o tempo passa vão sendo destruídos ou reformados e como fragmentos do passado começam a viver somente nas lembranças das pessoas, até que caiam no esquecimento e se tornam lendas urbanas. O Carlitos se vai.

No lugar do bar será aberta uma agência da Caixa Econômica Federal (foi o que me disseram). Uma pena, as próximas gerações não conhecerão esse lugar.

sexta-feira, 9 de março de 2007

A Trilha Sonora do Theo

No começo ele acalmava ouvindo a mãe cantar "O Sapo Cururu", mas essa onda muito infantil já passou. O som da época agora é outro.

Gosta de tomar banho ao som de "Spyro Gyro" de Jorge Ben Jor. Assisti o papai trabalhando ouvindo "Os Saltimbancos" do Chico Buarque, mas não inteiro, depois da música da gata fica meio chato e quer sair do escritório.

As vezes, se pega ouvindo com o papai um tal de Pink Floyd, David Bowie ou o Ramones, que me faz vestir essa camisa. Na hora de dormir gosta muito de Oliver Shanti e sua série de "Tai Chi" ou Loreena McKennit e suas músicas celtas.

De vez em quando escuta a Arca de Noé do Vinicius de Morais. Mas isso é bastante raro, assim como o MPBaby dos Beatles ou a coleção Disquinho.

Mas na verdade, se acalma bastante, tanto quanto se diverte, ouvindo "Fico Assim Sem Você" cantada pela Adriana Calcanhoto do disco Partimpim. Principalmente quando é na voz da mamãe (isso mostra que ele pode ter talento para a música, porque eu cantando para ele, não surte efeito positivo).

quinta-feira, 8 de março de 2007

O Declínio do Império Americano

Mesmo os quadrinhos mais comerciais, em alguns momentos tratam de questões políticas ou sociais. Fogem um pouco do fantasioso mundo dos superpoderosos e projetam uma crítica ou uma opinião.

Capitão América, personagem pelo qual eu nunca me simpatizei pelos mesmos motivos de não gostar do Super-Homem, era a representação dos ideais Norte Americanos, o homem que lutava pela justiça e acima de tudo pela liberdade. Foi criado para ser um combatente da segunda guerra e em uma de suas capas foi ilustrado esmurrando a cara de Adolf Hitler. Com o seu uniforme com as cores da bandeira dos Estados Unidos, se envolveu em diversas tramas políticas, contra ditadores e a favor do grande ideal que defendia. E agora ele foi assassinado.

Não acredito mais em mortes em quadrinhos, a Fênix, o Super-Homem e tantos outros já provaram que quem é morto sempre aparece e todas essas mortes parecem ser apenas golpes para alavancar a venda. Mas prefiro interpretar nesse momento a morte desse personagem como uma das raras críticas da Marvel a política dos E.U.A. Na verdade uma crítica a sociedade norte americana, que tem deixado tais ideais morrerem e tem se tornado cada vez mais uma sociedade hipócrita, totalitarista e imperialista.

Já vai tarde Capitão América, você lutava apenas por propaganda e espero que demore bastante para voltar.

Ah! Bem-vindo ao Brasil, Bush.

quarta-feira, 7 de março de 2007

Pai de 3 meses

1. Fica todo bobo com os novos movimentos do filhão;

2. Já aproveita por ele estar mais "durinho" e brinca muito mais com ele;

3. Acredita realmente que ele já está se virando, quando na verdade são apenas alguns eventos casuais;

4. Recebe os amigos em casa mais à vontade;

5. Ousa participar de alguns eventos sociais, levando o filhão é claro;

6. Dorme um pouco mais tranqüilo, pois todos os períodos de terror dos "manuais" já passaram;

7. Manuais? Quem precisa disso?

8. Adora encontrar outros pais e mães para falar sobre as descobertas, se deliciar com as pequenas diferenças e rir das dificuldades;

9. Ainda enche as garrafas;

10. Inocentemente acredita que a vida voltou a ser rotineira, mas é apenas uma fé tola;

terça-feira, 6 de março de 2007

Keep on Truckin' ...

"Eu adoro música. No entanto, não sou um grande músico. No máximo, arranho um banjo ou um violão. Para mim a música é o maior dos prazeres, junto com o sexo. Mais do que a arte, admito. (...)" (Posfácio do Autor)

Essas linhas acima são as primeiras linhas das últimas páginas desse Blues, escrita e desenhada por Robert Crumb. Já falei do seu traço único e nervoso, seus quadros cheios de detalhes e seu forte senso crítico. Já até mencionei o fato dele ser um grande fã de música. Mas não esperava encontrar nesse álbum, um dos grandes trabalhos já feitos em quadrinhos.




Sobre esse livro você precisa saber algo muito importante, leia ouvindo Blues. Caso você não tenha nenhum Charlie Patton (recomendado por Crumb), coloque para tocar um B.B.King, Buddy Guy ou Etta James. Eu não fiz e mesmo assim li como se pudesse ouvir as músicas em minha mente.

Crumb navega pela história da música norte americana, trazendo as lendas, mitos e o espírito da década de 20 até a música atual (nesse caso em forma de protesto). Através de seus quadros ele consegue passar com perfeição o clima de boêmia, expressão, sentimento e dor do Blues.

Além disso, o álbum da Conrad (capa dura), traz algumas capas de discos e cartazes de shows ilustrados por Crumb (alguns da sua banda), simplesmente geniais.

Bom, agora vou colocar um som e reler as melhores partes.


segunda-feira, 5 de março de 2007

1986

Gostei da brincadeira. Ouvir as músicas pelo ano está começando a se tornar um hábito. 1986 foi escolhido por ter sido o ano em que fui no meu primeiro show. A turnê do Cabeça Dinossauro dos Titãs, álbum com os clássicos "Porrada" e "Polícia".

Também foi nesse ano, que acompanhado pelo meu pai, escolhi o meu primeiro vinil. Graças a capa esse foi o meu primeiro disco de Heavy Metal. Antes de completar dez anos pude ouvir músicas como "Wasted Years", "Stranger in a Strange Land" e "Alexander the Great" do Somewhere In Time, sétimo álbum do Iron Maiden.

Mesmo após 16 anos da sua morte, os detentores dos direitos autorais de Hendrix colocam no mercado um dos grandes álbuns ao vivo, Live at Winterland. Outro grande sucesso desse ano foi A Kind of Magic do Queen, com as músicas "Who Wants To Live Forever" e a própria música título. No mesmo ano, "a rainha" lançou o ao vivo Live Magic.

Já os punks Ramones, lançaram Animal Boy, álbum que trazia "Something to Believe In" e "Somebody Put Something in my Drink". Com menos sucessos e um disco um pouco mais calmo, os Stones apresentam Dirty Work, tendo a balada "Sleep Tonight" como elemento de sucesso.

Dentre as bandas do rock gritado, AC DC lançou o grande Who Made Who com uma das guitarras mais marcantes da banda tocada em "You Shook Me All Night Long" e "Hells Bells" com a sua introdução de sinos soturnos.

A banda que alcançaria o grande sucesso somente em 1991, lançou nesse ano seu quarto disco. Life Rich Pageant do R.E.M. apresenta músicas que já apontam seu estilo marcante como a um pouco inocente Hyena e a forte Just a Touch.

New Order lança o seu quarto disco e um dos que obteve o maior sucesso, Brotherhood vem com a famosa "Bizarre Love Triangle" e a ótima "Weirdo". Ainda na cena pop/dance o berço da música eletrônica continua com o primeiro álbum de remixes do Pet Shop Boys, Disco. Trazendo as inéditas "Paninaro" e "In The Night". Enquanto David Bowie lança Labyrinth, a trilha sonora do filme no qual ele também atua.

Voltando ao cenário nacional, Jorge Ben lança Ben Brasil, com o maior sucesso desse álbum "Roberto Corta Essa". Legião Urbana nos apresenta Dois, um de seus discos de maior sucesso que fez, provavelmente, todo o Brasil cantar "Eduardo e Mônica" e "Índios". E o grande Bezerra da Silva nos apresenta Alô Malandragem, Maloca o Flagrante. Esse álbum lançou o seu maior sucesso "Malandragem dá um Tempo".

sexta-feira, 2 de março de 2007

Manara

Fico muito feliz da obra de Milo Manara estar sendo publicada com mais frequencia no Brasil. Terminei de ler (tardiamente) Bórgia: Sangue para o Papa. História que conta a trajetoria da família Bórgia até o poder.

A arte sem pudores de Manara é genial, ele dedica um carinho e atenção fora do comum visto nos quadrinhos norte-americados, sem praticamente um mérito quase que exclusivo de suas obras e de colegas europeus.


Enquanto ao roteiro de Alejandro Jodorowsky, acho que uma história como dessa família merecia mais páginas, muito mais páginas. Provavelmente para cumprir o limite da publicação Jodorowsky resume demais as conquistas, tramoias e crimes dos Bórgias.

Além desse trabalho, a Conrad está publicou e continua publicando outras obras do artista como Clic e El Gaucho. Quem aprecia quadrinhos, precisa ter alguns trabalhos desse desenhista na prateleira.

quinta-feira, 1 de março de 2007

Eu detesto quem fala "axin"

Se você também detesta, deve se indignar tanto quanto eu ao ver que o canal Telecine tem dentro de sua programação um horário reservado para o "Cyber Movie". Onde a legenda é escrita "axin".

Isso na minha opinião não é nada mais nada menos do que um deserviço, talvez até pior, seja uma irresponsabilidade social. Enquanto diversas empresas estão preocupadas em como sua instituição pode ajudar as pessoas, colocar legendas escritas com vícios de linguagem e erros não pode ser algo responsável.

Isso me irrita tanto, que quando vejo que um filme está legendado dessa maneira, eu troco de canal, mesmo sendo o meu filme preferido. Me ofende. Não entendo quem pode ter sido o responsável por esse "golpe" de marketing. E como isso pode atrair o público. Quer fazer algo "cyber"? Abra espaço para comentarios durante o filme (moderado para evitar que algum espírito de porco conte o final). Através de SMS, sala de bate-papo, e-mail. Ou seja, todos os formatos multimídias. Mas não ofenda o telespectador.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

4 anos?

Não acredito! Se passaram quatro anos desde quando fiz o primeiro post nesse blog. Eu não curtia esse lance de blog, achava até divertido ler de alguns amigos, mas não curtia a idéia de manter esse diário atualizado.

E agora 4 anos? Estou impressionado. Foi muito divertido perceber isso e reler alguns posts antigos (foram mais de 150 até o momento). Tem coisa que eu nem me lembro por que escrevi. Mas escrevi e devia fazer muito sentido na época, ao menos pra mim.

De lá pra cá, muita coisa mudou na minha vida e no mundo. Inclusive o autor da fonte de inspiração desse Edifício faleceu. Acho que nunca vou me cansar de prestar homenagens a esse grande artista. Will Eisner (1917- 2005).

Parece que não sou apenas eu com tais homenagens. Frank Miller (Sin City) e Michael Uslan (produtor de Batman Begins), estão planejando uma adaptação para a telona do personagem mais conhecido de Eisner, The Spirit. Espero que ocorra com o mesmo cuidado que Miller tem com as adaptações de suas obras.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Dias para arrumar tudo (parte 2)

Um pouco mais tarde do que eu queria aconteceu. No carnaval, minha data esperada, a "turba ignária" invadiu o meu apartamento. Ficou muito lotado e ainda mais bagunçado, sofri, mas passei por cima.

No último domingo, dediquei a manhã para arrumar a estante do escritório. Limpei os objetos inúteis, organizei os úteis e agora estou em um ambiente ainda melhor para trabalhar. Incrível como organização visual afeta a produtividade.

Agora o próximo passo são as gavetas da estante. Isso será outro desafio.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Intocável

Em anos, esse foi o primeiro Oscar que assisti sem ter visto nenhum dos filmes que estavam concorrendo. Então assisti meio desanimado, "zapiando" bastante, e esperando que algo bastante divertido acontecesse.

Mais por simpatia ao ator, do que por qualquer outro motivo, fiquei um pouco chateado do Eddie Murphy não ter levado a estatueta.

O que me fez ir dormir mais cedo foi o anúncio da apresentação da Celine Dion. Não sei porque Hollywood gosta dela, deve ser algo que só nos bastidores deve ser conhecido. Sei lá, vai que ela é daquelas personalidades muito gente boa e simpáticas que rondam a industria, meio que Meg Ryan.

Meu susto foi descobrir hoje de manhã a "grande" homenagem que foi feita ao Enio Morricone, autor de trilhas sonoras de filmes como "Os Intocáveis", "Era uma vez no Oeste", "Três Homens em Conflito (The Good, The Bad and the Ugly)" e "Cinema Paradiso". Ele ganhou o Oscar pelo cojunto da obra, muito merecido, afinal faz trilhas sonoras desde 1961 (!!!). Agora, colocar a Celine Dion para homenagea-lo, é um pouco fora de tom, não?

domingo, 25 de fevereiro de 2007

Revoluções

Há mais de um mês, eu e Lelê e depois uns amigos estávamos conversando sobre as mudanças da internet. E chegamos à conclusão que enquanto no século XVIII o homem viveu a revolução industrial, nós no início do século XXI estamos vivendo uma revolução intelectual.

Mudanças nos nossos hábitos, onde passamos a assistir vídeos pelo YouTube, navegamos por Fotologs, buscamos informações no Google e na Wikipédia e por fim, encontramos pessoas pelo Orkut, Msn, Skype e afins. Quando a imagem de uma pessoa é afetada por um vídeo que escapou para a Web, quando o "jornalismo cidadão" é exercitado nos blogs, quando podemos compartilhar nossas composições, autorias e principalmente opiniões, nós estamos gerando a chamada Web 2.0.

Essa revolução nos dá liberdade, mas nos faz repensar sobre direitos e deveres. Até onde podemos ir? Onde invadimos os direitos alheios? E talvez o mais importante, quem passa a deter os direitos da informação? Espero que ninguém.




O vídeo acima do Michael Wesch, professor assistente de antropologia cultural da universidade do estado de Kansas.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

300

300 de Esparta é outra história escrita por Frank Miller (autor de Sin City) que está sendo adaptada para o cinema nos mesmos moldes.

Conta uma "versão" da história do Rei Leonidas e sua guarda - os 300 espartanos - lutando contra a invasão Persa do Rei Xerxes (no cinema interpretado por Rodrigo Santoro).

Por causa do lançamento do filme, uma história que se tornou extremamente rara no Brasil (as edições não eram encontradas nem mesmo em sebos) tem uma nova edição por aqui. A Devir lançou no início desse ano a edição de luxo. Eu tenho essa edição gringa e posso dizer que realmente é muito boa. Capa dura, papel especial, formato horizontal (como se fosse widescreen), depois de ler essa edição determinados quadros ficaram completamente diferentes para mim. Quem não tem, é uma ótima oportunidade (e se bobear única).

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Pai de 1 mês




01. Ainda mantem perto "o manual" e segue muitas instruções, mas nem todas;

02. Ainda enche as garrafas de água, mas agora já desenvolveram um sistema de abastecimento da mãe, de forma que fica mais prático;

03. Se desespera um pouco menos quando ele começa a chorar e acha, apenas acha, que já entende os motivos do choro;

04. Troca a fralda e recebe como agradecimento um jato de xixi ou coisa pior;

05. Na hora de encher a banheira para o banho, fatalmente esquece de colocar a "tampa" e molha todo o chão do quarto;

06. Você se espanta com os pescoço dele ficando duro e sorri feito um bobo;

07. Ele começa a dormir melhor e você também, mas ainda assim sempre antes de deitar e ao acordar - antes de fazer qualquer coisa - olha se ele está bem e sorri feito aquele bobo;

08. Se assusta com as golfadas após a mamada;

09. Já descobriu que enrolá-lo nem sempre resolve tudo, mas algumas vezes ajuda bastante;

10. Ainda observa os movimentos dos braços e pernas enquanto ele dorme, e se não estiver se movendo já aprendeu o truque de olhar a respiração na barriga dele e continua sorrindo feito um bobo aliviado.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

Minha Vida

Minha não! Dele! Robert Crumb. Estou lendo muitos quadrinhos e assuntos relacionados. Isso é um tanto quanto óbvio, já que tenho escrito bastante sobre esse tema. Mas, embora eu conhecesse muito de nome e fama esse artista, nunca havia lido realmente um material completo dele. Já folheie, mas nunca li. Até agora.

Ler os quadros do Crumb, com os seus traços nervoso, cheios de balões, indicações, referências, textos e detalhes é um delícia. Depois de concluir esse livro (Minha Vida), entendo o motivo dele ter sido tão representativo na contracultura americana, principalmente nessa mídia.

Esse trabalho autobiográfico demonstra que Crumb é irônico, pervertido e cruel não somente em criticar o governo e a cultura de massa, mas também quando fala de si.

Sobre o artista. Como dito, foi um dos principais elementos da contracultura americana na década de sessenta em diante, atuante no movimento alternativo dos quadrinhos na época. Enquanto todos buscavam fábulas ou personagens fantasiados que representavam os ideais democráticos capitalistas. Além dos quadrinhos, Crumb também cultiva duas outras paixões: música, autor de obras como Blues (acabei de pedir e estou ansioso para começar a ler) e capas de discos, como a bastante famosa por aqui Cheap Thrills. E mulheres de grandes formas, basta observar seus trabalhos.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

Somos cidadãos?

Será que realmente somos cidadãos ou apenas pregamos os “ideais” e não praticamos? Você consegue notar atos de cidadania nos seus vizinhos? Consegue perceber se esses dão passagem aos mais velhos ou não jogam lixo nas ruas? Eles são educados no trânsito ou recorrem a buzina e agressividade no primeiro momento (como o Pateta na ótima paródia do Médico e o Monstro)? De onde vem essa incrível, e quase incontrolável, mania do brasileiro de sempre se dar bem?

Andando pela cidade tenho sentido falta desses atos. Não tenho observado muitas gentilezas. Ouvido poucos “obrigados” ou “por favores”. Começo a pensar que da boca pra fora é fácil apontar e identificar esses pontos, praticar é que se torna difícil. Não é isso que estou fazendo?

(esse post está gravado como rascunho desde 2005, não sei o motivo de não tê-lo publicado na época, mas acredito que ele esteja um pouco ligado com o que estamos vivendo hoje em relação a violência).

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

1967

Tudo começou com uma brincadeira, fui ver o que diversos artistas estavam fazendo em 1967. O ano foi uma escolha meio que aleatória, só por causa do primeiro álbum do David Bowie. Acabei descobrindo que nesse ano, além dele outros tanto lançaram seus primeiros álbuns.

David Bowie inaugura com o álbum de mesmo nome e suas primeiras experiências como Uncle Arthur, Rubber Band e Please Mr. Graveddiger (música em que ele canta como se estivesse gripado e na chuva). O mesmo psicodélico ano comportou The Pipers at the Gates of Dawn, primeiro álbum do Pink Floyd, com a ótima faixa Lucifer Sam. Ainda dentre os psicodélicos o lançamento da "nova" banda de Jimi Hendrix, com Are You Experienced?, tendo os clássicos Purple Haze, Hey Joe e Foxey Lady.

The Doors também saía das gravadoras, com o álbum que carregava seu nome e as músicas que mais tarde foram agredir os pais e se tornar hinos para muitos jovens como Break on Through, Alabama Song, Light My Fire e The End.

Fora do circuito dos músicos de língua inglesa, vem da Jamaica um ritmo ainda comercialmente desconhecido, Bob Marley lança Keep on Skanking com músicas as quais mais tarde foram revisadas pelo próprio como All in One e Satisfy My Soul Babe.

Embora não seja o primeiro álbum, Rolling Stones lançou nesse ano três discos (dois com músicas inéditas e uma coletânea de lados B). Between The Buttons, com Let's Spend The Night Together e Ruby Tuesday, Flowers (a coletânea considerada por muitos a melhor) e Their Satanic Majesties Request (considerados por tantos outros como o melhor álbum da banda), pois tinham músicas como a psicodélica e hipnótica Sing All Together, In Another Land e She's a Rainbow.

Enquanto isso no Brasil, Chico Buarque de Hollanda lança Vol. 2, com a Noite dos Mascarados e Quem te viu, quem te vê.

Eu sou do tipo de pessoa que gosto dos dias em que vivo. As vezes gostaria de viver bastante ao futuro ou a um passado inalcançável, mas no geral estou muito satisfeito com 2007 e os meus 30 anos. Mas com certeza, depois dessa ficha ter caído pra mim, gostaria muito de poder voltar e viver 1967, para descobrir esses álbuns com tudo que eles trouxeram de novo.

Sei que deixei muita gente de fora dessa lista, mas a medida que for lembrando (ou vocês me apontando) vou prestar atenção aos detalhes.

Dias para arrumar tudo

Não sou muito de ficar arrumando as coisas. Trabalho na boa e velha zona-organizada. Mas recentemente tenho curtido esse lance de arrumar, comecei pelo meu armário - logo por onde, né? - e pude ver a quantidade de espaço útil que eu estava perdendo.

Depois, fui arrumar esse blog, atualizei a versão do Blogger, os arquivos - detestava aquele formato de semanas - atualizei os links e dicas ao lado. Isso foi muito divertido, por que pude observar que tem gente que vai todos os dias ao curso de madrinha (isso é uma madrinha dedicada), que no Clube da Luta só toca uma música (e ela é meloza) e que ninguém teve coragem de acordar o cara, ele continua sonhando. Aproveitei e coloquei vizinhos que estava para colocar há muito tempo e só agora parei para fazer.

Agora, a onda é arrumar o meu escritório. Esse bando de coisas nas minhas prateleiras estão se mostrando cada vez mais inúteis e quero ver espaço limpo. Vou aproveitar para arrumar o máximo que puder enquanto estou nessa pilha.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Qualquer

Pra mim esse cara aí do lado sempre foi um grande chato. E a medida que os anos foram passando, foi se tornando ainda mais chato.

Depois que saiu dos Titãs, sua carreira solo aos poucos foi me angustiando mais. Então veio os Tribalistas, a combinação de um grande talento com um mala e um desequilibrado (eu sei que o grande talento é a Marisa Monte).

E agora no lançamento do CD "Qualquer", vejo uma matéria sobre ele na Revista do jornal O Globo. Ele é a capa. E dentro uma babação sobre o artista que apenas transparece a sua genialidade, tem depoimentos até mesmo de reais gênios como Pedro Luís e Paulinho da Viola.

Então, para homenagear esse que ainda considero um chato de galocha, um trocadilho com a chamada de capa ao tom de Arnaldo Antunes.

És tu o Gênio Primitivo
És tu tão primitivo quanto involuído
Em estado bruto te encontramos e
tu te manténs.

És tu aquele que segue tua estrada intimista
Intimista e instropectiva, entre tu, o palco e poucos

És tu que de alguma forma surpreendente
Surpreende ao alegrar o carnaval dos desesperados

És tu, Arnado. Somente Arnaldo Primitivo.
Em tempo, és tu... chato pra cacete.

A capa da Revista é "O Gênio Primitivo (isso pode significar o elo perdido?). Arnaldo Antunes, ídolo de artisitas como Paulinho da Viola, faz turnê intimista (isso pode significar vazia?) e ao mesmo tempo anima os carnavais de Recife e Salvador (o que isso pode significar?)." Agora eu pergunto, o editor da revista é muito espiríto de porco em publicar uma chamada dessas cheias de duplo sentido? Ou alguém realmente consegue imaginar Arnaldo Antunes animando um carnaval?

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Como Star Wars mudou o mundo?

Tá bom! Eu sei que esse post não é novo. Talvez muitas pessoas já tenham sabido disso antes, mas eu não. A revista Wired em maio de 2005 publicou um infográfico mostrando como o lançamento do Episódio IV, e da primeira trilogia, mudou o mundo.

Se você ficou tão curioso quanto eu ao ver essa notícia, clique aqui e veja como podem estar no mesmo gráfico a Apple, o filme Fight Club, Toy Story e SpiderMan 2. Naturalmente o infográfico é feito baseado nas indústrias de entretenimento. Mas que mudou o mundo, mudou.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Sobre quadrinhos.

Depois de tentar ler quatro livros em paralelo percebi que não consigo. Não tenho essa habilidade. Acabei deixando Minha Vida, de Robert Crumb para depois e finalizando a leitura do Almanaque dos Quadrinhos de Carlos Patati e Flávio Braga.

Os autores contam a história dessa mídia desde seus primórdios até os dias de hoje. Passando por todas as mudanças e modismos norte-americanos, a industrialização e profissionalização do mercado, o cuidado e qualidade europeu e o descobrimento da identidade própria dos artistas brasileiros. O livro me mostrou que embora goste de ler os meus quadrinhos, conheçer alguns autores e grandes sagas, não sou um profundo conhecer sobre o assunto.

Acredito que os autores não tenham deixado de fora nenhum nome que possa ter sido representante nesse cenário. O único ponto fraco pra mim foi o diagramador / editor, ter deixado as legendas das imagens para as últimas páginas e não junto de suas respectivas imagens. Para quem gosta e se interessa pelo assunto, vale muito a leitura e compra.


Em conjunto folhiei bastante a Biblioteca dos Quadrinhos, do Gonçalo Junior, um livro de referências sobre o tema. Nele você encontra edições e publicações sobre o tema organizados por "categoria". Todos com o título, autores, resumo e ficha técnica completa. Outro recurso muito útil para quem se interessa pelo assunto.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Complementando...

Na minha humilde opinião, se você concorda com algum dos pontos do meu texto abaixo, qualquer um que seja, você está colaborando com a banalização da violência. A qual responsabilizo por todas as atrocidades que estamos vivendo no mundo de hoje, desde batedores de carteira até ataques terroristas (passando por arrastões e assassinato brutal de crianças).

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

Colabore

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Pai de um dia (em casa)

01. Dirige como se estivesse carregando algo altamente explosivo no carro;

02. Entrega sua casa, sua mulher, seus pais e até sua sogra ao filho;

03. Fico observando cada pequeno movimento, muitas vezes sorri feito um bobo, outras tanta chora e em algumas delas se assusta achando que tem algo de errado;

04. Acha que o filho é o bebê mais calmo do mundo, afinal ele dorme tanto e quase não chora. Sorri feito um bobo;

05. Segue todas as instruções como se estivesse com um manual na mão, algumas vezes realmente saca do bolso algumas anotações;

06. Enquanto ela dorme, enche as garrafas d'água;

07. Se desespera quando ele começa a chorar;

08. Enrola o bebê e ele não para de chorar;

09. Troca a fralda e ele não para de chorar;

10. Enrola de novo e ele continua a chorar;

11. Entrega pra mãe amamentá-lo e ele não consegue por estar chorando;

12. Liga para a pediatra às 4h30 da manhã e ela atende com voz de quem já esperava por isso;

13. Ele dorme, o pai não. Fica observando dormindo, com o mesmo sorriso de bobo dado antes;

14. Olha pra mãe também acordada e sorri como um bobo;

15. Antes do novo dia começar, faz uma última checagem se realmente está tudo bem, observa os movimentos dos braços e pernas e se não estiver se movendo coloca o dedo próximo ao nariz para sentir a respiração e sorri feito um bobo aliviado;

16. É a melhor sensação de bobo do mundo;

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

A viagem de Theo

A primeira viagem do Theo foi para "Belzonte" de avião, visitar o vovô e a vovó. Emborta tenha sido muito cansativa foi muito bom por vários motivos, alguns deles:

01. ver todas as "namoradas" do Theo;
02. ver todos os corações que ele partiu ao ir embora;
03. ver a curiosidade em seus olhos ao fitar cada passageiro do avião entrar. Olhar não, encarar, olho no olho;
04. vê-lo se comportar como um adulto no vôo de ida e volta;
05. ver as caras dos meus país ao receber o Theo em casa;
06. ver o carinho do meu irmão para com o sobrinho - sim! o Simpatia pode ser carinhoso (afinal de contas: simpatia é quase amor...);
07. vê-lo se virar e sabendo acertar o corpinho depois da virada;
08. vê-lo gargalhar somente por ter chegado em casa e estar novamente no seu quarto, no seu berço;

Depois dessa, vamos visitar vários outros lugares com esse garotão.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

Chegamos à Manderlay

O segundo filme da trilogia de Lars Von Trier te engana. Começa lento e com tudo muito bem explicado, bem diferente do primeiro DogVille.

Cheguei a pensar em abandonar Manderlay, mas insisti e fui muito bem surpreendido. A história se passa quando Grace, após sair de DogVille, chega com os gangsters de seu pai na pequena cidade Sulamericana de Manderlay, um local onde 70 anos tardeamente a escravidão ainda existia. A personagem insisti em ficar e ensinar para o povo negro dessa cidade os conceitos de liberdade e democracia.

A estética de Lars Von Trier, que ajuda a focar nos personagens e não nos elementos de cena ou efeitos especiais - acredito que tenha sido esse o motivo da mudança da atriz de Grace e do pai da mesma - continua a mesma, fenomenal.

Mais do que sobre liberdade e escravidão, o filme fala sobre desejos e escolhas. Fala sobre estar preparado para assumir tais escolhas, diretamente e indiretamente e também fala sobre a mão extendida para ajudar.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

Da onde?

Dentro de poucos dias eu completo um mês trabalhando como profissional autônomo. Trabalho em casa, no meu escritório, em um ambiente muito agradável. Na velha pausa do cafezinho, eu não bebo mais isso, dou um beijo na minha mulher e brinco um pouco com o Theo.

Sinto falta das pessoas do antigo escritório. O entrosamento era muito bom, e tinha muito espaço para trocas de idéias. Mas ainda assim, as vantagens da autonomia no momento me agradam muito mais.

Porém, tem algo que tem me incomodado muito (até porque eu sempre fico sem resposta). Quando ligo para qualquer lugar e sempre, sempre mesmo, me perguntam depois de eu dizer meu nome: "da onde?"

- "Quem gostaria de falar com ele?"

- "Leandro Bulkool"

- "Da onde?"

- "Da minha mãe! Há trinta anos!"

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

Meus sete pecados

Não existe ser humano que não cometa os setes pecados. Podem existir até aquelas pessoas que digam: “Eu não sou preguiçoso”. Mas, isso não quer dizer que eventualmente elas não cometam o pecado da preguiça. Por isso, resolvi refletir sobre cada um e identificar quando os cometo com mais frequência.

Avareza – quando vejo aquela edição especial de determinada história, filme, cerveja ou item que em breve se tornará muito raro. Tê-lo se torna o fim para diversos subterfúgios a serem aplicados;

Soberba – diretamente relacionado com o anterior, a soberba explode em minha vida quando faço questão em dizer, mostrar ou mesmo servir o que despertou a minha avareza;

Gula – quando crio desculpas como “sorvete é água, não enche”;

Ira – quando me indigno com algo e acabo percebendo que não posso fazer nada, quanto mais impotente eu for perante a situação, mais irado ficarei;

Luxúria – quando a beijo daquele jeito, em que simplesmente esqueço tudo que estava fazendo ou que viria a fazer e penso em apenas continuar, indo até onde for necessário;

Preguiça – quando acordo na manhã do sábado-sem-planos e me largo no sofá. Sinto como se meu cérebro fosse para um spa e ao meu corpo resta apenas o abandono perante a tv;

Inveja – quando leio um texto bem elaborado e escrito e percebo que foi realizado por outra pessoa, a intensidade da minha inveja é diretamente proporcional com a facilidade que o outro conseguiu realizar esse trabalho.

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

4 meses, 1 e 30 anos

No último dia 14 o Theo completou quatro meses de vida. Malandro que só, nesse mesmo dia ele tomou o seu primeiro suco de laranja, o qual parece que ele gostou muito, e se virou sozinho pela primeira vez. A virada parecia planejada, minha mãe tinha ligado e falávamos no telefone enquanto eu brincava com ele na cama e somente quando a Lelê saiu do banho, ele virou. Ficamos todos muito bobos.

Hoje, completa exatamente um ano que soubemos que o Theo estava vindo. Nem sabíamos ainda que ele era ele mesmo, sabia que era alguém. Foi ótimo, porque nessa data demos essa notícia de presente de aniversário para o Dindo e a Vovó dele.

O Dindo, grande figura, grande amigo e sempre o guru psicodélico da montanha, completa hoje trinta anos. Idade estranha essa, foi a primeira que eu realmente senti se aproximando e o seu peso no dia do meu aniversário, os outros 29 passaram sem o número fazer diferença na minha vida. Quero desejar a ele muita saúde, muita felicidade e muito amor. Que viva sempre com toda a intensidade possível e devida. Que evolua ainda mais. Que nos traga ainda mais felicidade e que continue sendo sempre essa mesma pessoa, que é o nosso guru.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

Cidade maravilhosa?

As notícias que seguiram a madrugada do dia 12 de janeiro no Globo on-line estavam equivocadas. Mais ainda as conclusões de alguns oficiais da PM (veja por exemplo uma notíca citando o Coronel Ubiratan).

Coronel, não sei dizer se o nome "técnico" para o que aconteceu ali (onde eu estive e fui devidamente roubado como todos os outros) é arrastão. Mas posso te dizer que ninguém abandonou os carros por livre e espontânea vontade, assim como o túnel não estava fechado de verdade, quando o fato é que os bandidos - figuras que realmente mandam nessa cidade - fecharam o acesso de quem vinha por baixo do viaduto, quem viria por cima, não teve problemas e seguiu viagem em segurança.

Outro engano é citar que os veículos também não foram roubados. Foram sim, e logo depois abandonados próximos à favela. Com a certeza de quem teve o cuidado de observar quantas pessoas passavam armadas a sua frente, posso dizer que foram mais de oito pessoas, assim como no mínimo 3 fuzis (chego a ter a impressão de ter visto cinco fuzis, mas isso é apenas uma impressão) - já que dois deles abordaram o meu carro - enquanto outro estava mais acima. Também não foram 5 minutos e sim em torno de uma hora de ação dos bandidos.

Coronel, não sei o que pode ter levado o senhor a tal declaração equivocada. Mas não acho positivo que esse problema seja minimazado perante a sociedade. Somos todos vítimas do descaso social e do descaso em relação à segurança. A qual no momento estava focada na simulação de patrulhamento em determinados pontos da cidade.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

Eisenbahn Lust

Adoro cerveja! Adoro cerveja boa, adoro experimentar e descobrir novas. Hoje os nossos amigos e padrinhos do Theo vieram nos fazer uma visita, então resolvi passar no Zona Sul e comprar umas cervejas para experimentar.

Foi quando a vi: Eisenbahn Lust. Realmente Deus mandou o seu filho pra terra. Bem mais barata que Deus e feita da mesma maneira. Após o processo de fermentação normal da cervejaria, ela passa por uma segunda fermentação, agora dentro da própria garrafa em uma vinícola. O método champenoise.

Ela é aberta e servida como uma champagne, tem um aroma frutado e sabor muito leve e refrescante e uma espuma cremosa (esconde nesse aroma e sabor seus 11,5%). Brindamos a vida, o Theo, a promoção da Lolis e muitas coisas boas. Foi ótima a visita, tanto quanto a cerveja.

terça-feira, 9 de janeiro de 2007

A trilha sonora do dia

Esse negócio de trabalhar em casa, com todo o meu acervo de músicas, está sendo ótimo. Hoje por exemplo passei o dia inteiro trabalhando e ouvindo um sonzinho. Ao total já rolaram nove horas de músicas.

Divididas entre Jorge Ben, Legião, Chico, Planet Hemp, Rappa, White Stripes, Pearl Jam, David Bowie, Red Hot, Seu Jorge,Pink Floyd, Ramones, Arcade Fire e outros, elas marcaram o meu ritmo e o mais divertido é que as músicas realmente coinscidiram (ou propiciaram) com o clima do momento.

Realmente a vida, a cada dia, tem a sua trilha sonora. O que será que vou ouvir amanhã?

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

O grande momento...

Talvez o que eu mais goste no trabalho de Neil Gaiman é como ele lida com o óbvio. Por vezes o ignora, outra tantas o explora de forma primoroza.

As histórias de Morte, assim como a personagem em si, é um exemplo de ignorar e explorar o óbvio. Reler essas históras hoje, nesse início de ano, época em que estamos vivendo um retorno da valorização da qualidade de vida (lembre-se do filtro solar, mensagens de final de ano falando sobre viver melhor, campanhas ensinando que o melhor plano de saúde é viver e o segundo...) torna o tema óbvio o mesmo quanto a protagonista insólita. Para valorizar ainda mais o autor, é importante lembrar que essas histórias não foram escritas nos últimos dois anos.

Ainda que eu prefira as histórias do irmão mais novo de Morte, não pude deixar de mergulhar nessa leitura com tanto prazer. Aproveitei cada prazer desse grande momento da vida e me diverti com a personagem nem um pouco corriqueira.

Pra quem nunca leu, ou mesmo pra quem já leu e tem em casa, vale a pena ter esse trabalho fenomenal dessas encadernações feitas pela Conrad.

domingo, 7 de janeiro de 2007

7 dias de 2007

Todos os dias, desde que esse ano começou, eu penso em um post e acabo me enrolando e não escrevendo nada. Quando acordei hoje e pensei nesse título foi como um estalo: "Agora tem que rolar..."

2007 começou com o pé direito, já com uma grande mudança, pois o último dia útil de 2006 foi o meu último dia na agência que trabalhava, Copacabana Brasil, pedi demissão para poder trabalhar em casa de forma autônoma.

E como estou feliz com essa mudança, estou curtindo o meu trabalho, curtindo o meu tempo de estudar, o meu tempo com a Lelê e com o Theo e o meu tempo comigo mesmo.

Nesses setes dias muitas coisas aconteceram, fui bastante produtivo, assisti a filmes que há muito tempo queria rever, estou lendo livros e HQs simultaneamente, tomei uma cerveja com um amigo que estava com saudades de encontrar e um vinho com outro que tinha tanta saudades quanto e há muito tempo não jogávamos conversa fora.

Sobre os livros e hqs, estou lendo os meus presentes: Biblioteca dos Quadrinhos, Almanaque dos Quadrinhos; Morte, de Neil Gaiman - (edição encadernada da Conrad) e Minha Vida, de Robert Crumb. Depois, ao terminar de ler cada um, vou comentá-los.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2006

Você está preparado?

Eu não. Sou da época do River Raid, Enduro, Jogos de Verão, Sonic, Ufo: Enemy Unknow... não rola ter que lidar com isso agora aos 30 anos.

Tive o primeiro, não tive o segundo e pelo que tudo indica vou ter o terceiro. Mas só por causa do Theo, pra poder brincar com ele, ser um pai atualizado. Isso é importante, não é?

Se você estiver curioso, dá uma olhada no Submarino clicando aqui.

terça-feira, 26 de dezembro de 2006

Feliz Natal, Hanucá ou qualquer festa para Alah!

Os cristãos comemoram o nascimento do menino Jesus, os judeus comemoram o "Festival das Luzes", quatro dias antes os pagãos comemoram o auge do Deus (ao menos aqui no hemisfério Sul), quando se torna adulto e pai, essa mesma época é comemorada por diversas outras religiões com diversos outros significados.

Esse ano eu aprendi que temos que comemorar o que bom, independente do símbolo.

O primeiro Natal com o Theo foi uma comemoração plena. Me recordou o primeiro Natal casado e me lembrou de outros Natais que passei. Isso é bom, assim como me esforçar para manter isso durante o ano que se segue também.

Grandes mudanças estão para acontecer, assim como grandes desafios. Que venham todas.

sábado, 11 de novembro de 2006

O que realmente vale a pena...

Pensava em publicar outro post tenso, outro texto descrevendo 180 horas de trabalho em 10 dias seguidos. Mas antes de escrever eu parei para reler o meu primeiro post, que levou para o meu segundo que me trouxe até esse abaixo. Me fez rever ótimos momentos, me fez reler os melhores comentários deixados pelos melhores amigos, como aquele que te ajuda a se lembrar como você realmente é. Me fez rir, me fez ir aos blogs dos amigos para ler os posts da mesma época, e continuar a sorrir. Me fez mergulhar nesse mundo por três horas.

Ler os posts também me deixou com mais saudades dos meus amigos do que eu já estava. Atenção: vou encher os sacro-santos-sacos de vocês!

Falando em amigos. Durante um momento muito ruim do dia tive a chance de conversar com uma amiga. Nesse momento ela me ajudou a perceber e focar o que realmente vale a pena pra mim!

Cheguei em casa, fiquei com a Lele e com o Theo. Deitei com os dois, amassei ele, brinquei com ele e com ela. Rimos, nos beijamos todos, nos acariciamos. Ele sorriu pra mim, várias vezes, e eu com o sorriso mais bobo do mundo deixei uma lágrima cair.

Em suma, o que realmente vale qualquer esforço.

terça-feira, 7 de novembro de 2006

Poderes

Duas (ou três) semanas atrás percebi algo sobre a minha personalidade, que embora talvez fosse tão claro para aqueles que me observam, encontrava-se ofuscado pela minha névoa da negação. Você já se perguntou, te perguntaram ou viu alguma propaganda sobre: "Que super poder você gostaria de ter?"

Durante muito tempo pensei, por vezes inventei, diversos poderes. Nenhum deles caia como uma ficha, sempre ficou aquela sensação de: "É, pode ser" acompanhada de muitas reticências. Até que percebi, nessas duas semanas atrás, que na verdade gostaria de ser o Multi-Homem. Me multiplicar!

Estar agora, às 02h40 da manhã de um sábado para domingo, trabalhando, ao mesmo tempo em casa dormindo, também estar em um boteco com os amigos comemorando o aniversário de um ótimo amigo (figura, não te liguei porque estava na merda, mas lembrei do seu aniversáio!), curtindo o Theo. Não precisando começar a escrever esse post no sábado às 02h40 da manhã, só terminar agora na segunda às 11h01 e publicar hoje (terça, às 18h).

Como infelizmente não posso fazer isso, como não sei nem como começar a exercitar esse super-poder, o primeiro e grande poder que preciso descobrir que posso fazer e desenvolver é o dizer não, escolher e aceitar a minha escolha, assim poderei estar onde escolhi (ou precisei), como quero e realmente estando lá.

Não estou com clima para risadas, não estou com clima para ver pessoas se divertindo, não estou com clima para um bonito dia de sol. Gostaria de ter esse poder, para exatamente agora também estar em algum lugar do mundo onde essa segunda-feira está um dia tempestuoso.

sexta-feira, 29 de setembro de 2006

"..."

Já se passaram 15 dias em que não paro de pensar no que escrever e não encontro palavras, termos ou qualquer outra forma de simbolizar o que eu senti com a chegada do Theo e o que eu sinto a cada novo dia. Não é uma questão de eu não ter tais palavras. 15 dias é tempo suficiente para eu perceber que na verdade nenhuma palavra existente, em qualquer idioma, teria a capacidade de descrever tal sentimento pleno.

sexta-feira, 8 de setembro de 2006

Atendendo a pedido

A pedido do amigo Fasano, olha o link para visualizar os trabalhos citados no post anterior (os dois primeiros são dos paineis completo e os dois últimos são uma simulação de como ficou o aplicado na parede):

Mutts
Personagens de Quadrinhos
Aplicação no corredor
Aplicação na escada

segunda-feira, 4 de setembro de 2006

Recompensas


São trabalhos como esse acima que me fazem lembrar porque escolhi essa profissão. Um amigo me pediu para fazer dois paineis para ele decorar sua casa, um baseado em Mutts (uma tirinha de um gato e um cão muito engraçada) e outro em personagens de história em quadrinhos (esse acima).

Mesmo tendo virado duas noites seguidas, esse trabalho foi bastante divertido, me fez contar com a ajuda de outros dois grandes amigos, passar uma tarde como adolescente - sentado no chão com um dos meus melhores amigos cercados por pilhas e mais pilhas de HQs - e retomar o prazer de ler e colecionar quadrinhos. É claro que o painel também fez com que eu mude a minha forma de ler, agora fico observando as "cenas" e buscando na memória com qual outra eu poderia compor ou complementar o painel. Posso dizer que na imaginação já completei mais dois diferentes (temáticos inclusive). Quem sabe eu não faça algum aqui pra casa? Ou para o quarto do Theo como já pensei.

quinta-feira, 31 de agosto de 2006

Quanto mais tempo, mais coisas.

Tem alguém aí fora?

Quase consegui bater meu último recorde sem publicar nada por aqui. Mas não, não dessa vez. Não vou deixar acontecer.

São tantas coisas que fico até um pouco confuso. Mas vamos ao mais importante, Theo está chegando. Faltam um três semanas e cinco dias para a data definida pelo Dr. Saraiva como provável. Estou ansioso e tenso com todas as coisas que estão acontecendo antes de sua chegada, mas não com a chegada dele em si. Talvez todo pai sinta isso, mas ele não acontece somente depois do parto, ele já aconteceu, ele já existe, está aqui. Só que escondido.

Por causa dessas coisas que estão acontecendo atualmente, principalmente no trabalho, estou precisando e querendo – de novo – um iglu. Alguém tem um pra me emprestar? Prometo devolver limpinho e se bobear reformado.

No trabalho, chega ao fim o maior e mais longo projeto que já realizei na minha vida, em breve irei divulgar o endereço e espero que agrade e seja realmente um sucesso. Minhas férias estão chegando, dia 15 de setembro é o último dia. Depois disso somente no dia 23 de outubro

Até o dia 15, vou vivendo o “inferno astral” das férias. Tenho a plena sensação que todos os problemas são maiores nessa época, ao menos se parecem assim.

quarta-feira, 10 de maio de 2006

Rosa

Tu és, divina e graciosa
Estátua majestosa do amor
Por Deus esculturada
E formada com ardor
Da alma da mais linda flor
De mais ativo olor
Que na vida é preferida pelo beija-flor
Se Deus me fora tão clemente
Aqui nesse ambiente de luz
Formada numa tela deslumbrante e bela
Teu coração junto ao meu lanceado
Pregado e crucificado sobre a rósea cruz
Do arfante peito seu

Tu és a forma ideal
Estátua magistral oh alma perenal
Do meu primeiro amor, sublime amor
Tu és de Deus a soberana flor
Tu és de Deus a criação
Que em todo coração sepultas um amor
O riso, a fé, a dor
Em sândalos olentes cheios de sabor
Em vozes tão dolentes como um sonho em flor
És láctea estrela
És mãe da realeza
És tudo enfim que tem de belo
Em todo resplendor da santa natureza

Perdão, se ouso confessar-te
Eu hei de sempre amar-te
Oh flor meu peito não resiste
Oh meu Deus o quanto é triste
A incerteza de um amor
Que mais me faz penar em esperar
Em conduzir-te um dia
Ao pé do altar
Jurar, aos pés do onipotente
Em preces comoventes de dor
E receber a unção da tua gratidão
Depois de remir meus desejos
Em nuvens de beijos
Hei de envolver-te até meu padecer
De todo fenecer

Pixinguinha