quinta-feira, 22 de março de 2007
Leitura obrigatória...
quarta-feira, 21 de março de 2007
Fazendo contas
Bom, de acordo com esse site, nós brasileiros pagamos em 2006 a módica quantia de R$ 812.709.519.180,06. Então fui buscar os valores de investimentos em saúde, segurança e educação no mesmo ano. Não encontrei de forma clara e objetiva. Resolvi fazer outra conta.
De acordo com o site do governo, somos um país de 186 milhões de habitantes e de acordo com o site do IBGE, 70% dessa população tem mais de 15 anos. Levando em consideração somente esses 130 milhões e 200 mil brasileiros (que seriam responsáveis pelos outros 30%). Se esses bilhões voltassem realmente para a população seria o equivalente a aproximadamente R$ 6.242,00 para cada brasileiro, que poderia representar um acréscimo de R$ 520,00 / mês para todos nós.
Existem famílias que vivem com muito menos do que isso por mês. E esse valor, honestamente, seria o suficiente para garantir saúde, segurança e educação a todos nós.
terça-feira, 20 de março de 2007
1991
Escolhi 1991 por um simples motivo. É um tabu. Se qualquer pessoa falar desse ano, sem idolatrar o movimento "Grunge" e principalmente o Nirvana - consequentemente a Kurt Cobain - as pessoas ao redor se destemperam e começam a repetir frases ditas desde aquela época: "- O Nirvana ressuscitou o Rock" (ou salvou, resgatou... escolha o verbo), e por aí vai...
Dessa vez foram muitos discos e artistas, por isso não vai dar para escrever em parágrafos e por isso terei que listá-las.
01. Bezerra da Silva, Partideiro da Pesada - lançamento da clássica "Sequestraram a Minha Sogra";
02. Legião Urbana, V - álbum que trazia "Metal contra as Nuvens"
03. Titãs, Tudo ao Mesmo Tempo Agora - último álbum com a presença de Arnaldo Antunes na banda;
04. Paralamas do Sucesso, Os Grãos - considerado como o primeiro fracasso da banda, embora tenha tido três grandes sucessos;
05. Tin Machine, Tin Machine II - último álbum desse projeto do David Bowie;
06. Pet Shop Boys, Discography - talvez a coletânea de maior sucesso da dupla;
07. Dire Straits, On Every Street - com a forte Calling Elvis;
08. Mr. Bungle, Mr. Bungle - projeto extremamente alternativo e paralelo de Mike Patton, que assinava esse trabalho como Vlad Drac;
09. Living Colour, Biscuits - não tão idolatrado como o anterior Time's Up (que rendeu Grammy de '90 para a banda);
10. Queen, Innuendo - o álbum que trouxe "The Show Must Go On" dispensa comentários;
11. Ramones, Loco Live - ao vivo que colocou a banda de volta nas paradas;
12. Red Hot Chilli Peppers, Blood Sugar Sex Magik - colocou a banda em contato com a massa;
13. R.E.M., Out of Time - considerado por muitos como um dos discos mais importantes da música pop/rock dessa década;
14. Rush, Roll the Bones - considerado por alguns fãs como o álbum mais rock da banda desde 1984 (vale muito ouvir "The Big Wheel");
15. U2, Achtung Baby - disco que marca uma mudança na carreira e identidade da banda;
16. Metallica, Metallica - o conhecido como "álbum preto" por alguns é considerado como o último bom trabalho da banda e por outros tantos como o primeiro disco pop - e início da queda - da mesma;
17. Van Halen, For Unlawful Carnal Knowledge - álbum que rendeu dois Grammys para a banda;
18. Faith no More, Live at Brixton Academy - grande "ao vivo", com a presença de palco e interpretações que eram possíveis somente com Mike Patton;
19. Eric Clapton, 24 Nights - álbum gravado durante 24 noites no London's Albert Hall;
20. Alice in Chains, Facelift - eu sei que esse álbum foi lançado no final de '90, mas só veio a estourar em 91 - com a "Man in the Box" tendo ocupado a primeira posição das paradas por um bom tempo;
21. Nirvana, Nevermind - disco que trazia três músicas que viriam a estar entre as músicas mais tocadas por todo ano ("Smells Like Teen Spirit", "In Bloom" e "Come as You Are");
22. Pearl Jam, Ten - álbum que colocou a banda nas paradas de sucesso e trouxe os clássicos mais ouvidos do grupo;
23. Soundgarden, BadMotorFinger - disco que trouxe comparações entre a banda e o clássico Black Sabbath;
Essa lista acima me mostra que o movimento "Grunge" tem todo o mérito em ser uma evolução do rock original e expressiva. Embora a mídia tenha recebido melhor o Nirvana na época, Pear Jam mostrou com o tempo ser a banda com a melhor base do movimento.
Sobre o mérito de ter salvo o rock, essa mesma listagem me mostra que o rock em nenhum momento precisou ser salvo. Talvez no cenário pop que na época degustava coisas bastantes produzidas e industrializadas. Mas para quem soube procurar, o rock de verdade sempre esteve lá.
segunda-feira, 19 de março de 2007
Rio de paz
Esse final de semana foi marcado por ações populares e criativas pedindo consciência e exigindo paz ao Rio de Janeiro. A primeira aconteceu na sexta-feira, após às 16h nas escadas da Alerj. Foram mais de 30 pessoas que pintaram o chão como sangue e deitaram cobrindo os próprios corpos com sacos pretos.
A segunda, que foi tão expressiva e criativa quanto, ocorreu nesse sábado quando fincaram 700 cruzes na areia da praia em frente ao Copacabana Palace.
Ações como essas podem parecer apenas simbólicas, mas fico muito feliz em ver um movimento, pois enquanto os argentinos batiam panelas eu ouvi várias pessoas reclamando que nós brasileiros não tinhamos unidade ou iniciativa para manitfestações como essas.
Vi no site da organização que a próxima manifestação acontecerá no dia 26 de março na Cinelândia. Parabéns ao brasileiros que tiveram essa iniciativa. Eu estava acreditando apenas na iniciativa pessoal e isolada, agora começo a ter esperança na ação da comunidade.
sexta-feira, 16 de março de 2007
E tudo mais... do mesmo.
Terceiro livro da série (ou conhecida como trilogia de cinco (?) livros) do Mochileiro das Galáxias. Esse livro me derrubou duas vezes, parava de ler, desistia e passava a ver outras coisas. Não sei se foi a época que começei a ler ou se foi ele mesmo. Mas no final eu ganhei. Terminei de ler.
Bom, o primeiro livro (O Guia do Mochileiro das Galáxias) é muito bom pelo fato de Douglas Adams ironizar todos dilemas da sociedade moderna, com um ótimo senso de humor britânico. O segundo (O Restaurante no Fim do Universo) é bem legal, mantem a mesma linha e clima. Já esse terceiro embora tenha uma trama melhor elaborada, no final das contas usa a mesma fórmula que na minha opinião já começa a cansar.
Resultado, não sei se vou comprar o quarto, o qual possui um dos títulos mais divertidos da série: Até Mais, e Obrigado pelos Peixes.
quinta-feira, 15 de março de 2007
Pai de 6 meses
02. Falando em passado, olha para trás e acha que o tempo passou voando;
03. Lembra de todos os dias e percebe que foram os maiores seis meses de sua vida;
04. Realmente descobre os pontos de côcegas do filho e se diverte muito com isso (os dois);
05. Fica todo bobo ao vê-lo sentado certinho;
06. Fica mais bobo ao vê-lo jogando os braços para ser pego pela mãe;
07. Fica ainda mais bobo ao perceber que ele ri muito ao reconhecer o pai e a mãe na caricatura;
08. Trocar fralda agora só é um desafio por causa da incrível necessidade dele querer pegar tudo ao seu redor;
09. Fica toda hora procurando um pouco mais dos dentes que estão quase aparecendo;
10. Adora vê-lo escolhendo a posição para dormir de forma tão independente;
quarta-feira, 14 de março de 2007
Cidade maravilhosa
Desde o dia primeiro de fevereiro deste ano até hoje, foram reportados no mínimo 1.227 mortos no Iraque. No Rio de Janeiro, desde a mesma data até hoje, foram reportados 357 mortos e 230 feridos.
Veja os sites: riobodycount.com.br e iraqbodycount.org.
terça-feira, 13 de março de 2007
O fabuloso mundo novo
Ao pensar que o meu filho nunca irá ouvir o som de um modem se conectando, ele já nasceu na internet banda larga de 8 Mb. Pós "Guerra nas Estrelas", "Matrix" e "Senhor dos Anéis". Ele nunca irá ver "os Trapalhões" originais, e se bobear vai ter a mesma referência que nós temos dos "Três Patetas". Pós-geração MTV, Tv à cabo e "Zap". Vinil? O que é isso? CD será "vintage" e cool. Isso tudo me faz refletir sobre o que virá de novo para ele.
Quando "A Era Theo" estiver com dez anos, a TV Digital será mais do que uma realidade no Brasil, será um hábito, algo natural. A forma de fazer e veicular propaganda será completamente diferente. Web 2.0 existirá apenas para contar a história que houve antes dela, pois já poderão estar desenvolvendo a 3.0.
Celular grande? Nunca mais. Talvez os telefones sejam todos do tamanho do headset bluetooth da Motorola (talvez os maiores). Séries de TV, poderão ser assistidas direto pela Web, na TV Digital. Música, já terá passado a MP3 e teremos um novo formato que pode agregar a facilidade de compartilhamento dos arquivos e um benefício mais direto para o artista, algo como a cada vez que alguém ouvir uma música, ela será registrada e teremos uma lista real das mais ouvidas, valorizando realmente o cache do músico para os Shows. Shows esses que poderão ser assistidos pessoalmente ou de casa, com recurso de seleção de câmera e até mesmo participação por um telão que irá mostrar como o público de casa está assistindo ao Show.
Quando essa era chegar a 18 verões. Os bares, ah! os bares. Serão cada vez mais segmentados. Não tribalizados. Segmentados para cada cliente, todos terão aquilo que desejam no bar. Os produtos estarão mais acessíveis e mais diversificados e a forma de comercialização com o varejo com certeza será diferente. Chega de beber o que todos estão bebendo e essa geração irá beber o que quer beber.
O ser humano. Se metade do que eu desejo e espero da humanidade se concretizar, os vinte e cinco anos "d'A Era Theo" serão comemorados com o fim de todas as guerras. Nós teremos aprendido que a violência não é um recurso e que é melhor viver em harmonia e coexistir do que conquistar e ser conquistado.
Se o mundo melhorar e o ser humano conseguiu evoluir, mais ou menos quando "A Era Theo" estiver com 40 anos, a globalização terá se tornado real e não serão mais necessários vistos para visitar outros países. E como os meios de transportes estarão melhores e mais rápidos, ir a Europa poderá se tornar uma viagem de feriadão (ele vai me dizer: "Vou levar o seu neto para passar o Carnaval em Paris e na volta paramos por aí").
segunda-feira, 12 de março de 2007
Memória física
O Carlitos era famoso por suas batidas e um ótimo chopp da Brahma. Na verdade o clima que era seu grande potencial, pessoas que saiam do trabalho, sambistas, e aqueles que iriam para o Rival faziam o aquecimento ali. Eu por diversas vezes ao sair do trabalho, em uma quinta ou sexta-feira, fiz uma parada de dois ou três chopps.
Como a obra de Eisner que fala da memória física das cidades onde edifícios, lojas, praças que a medida que o tempo passa vão sendo destruídos ou reformados e como fragmentos do passado começam a viver somente nas lembranças das pessoas, até que caiam no esquecimento e se tornam lendas urbanas. O Carlitos se vai.
No lugar do bar será aberta uma agência da Caixa Econômica Federal (foi o que me disseram). Uma pena, as próximas gerações não conhecerão esse lugar.
sexta-feira, 9 de março de 2007
A Trilha Sonora do Theo
Gosta de tomar banho ao som de "Spyro Gyro" de Jorge Ben Jor. Assisti o papai trabalhando ouvindo "Os Saltimbancos" do Chico Buarque, mas não inteiro, depois da música da gata fica meio chato e quer sair do escritório.
As vezes, se pega ouvindo com o papai um tal de Pink Floyd, David Bowie ou o Ramones, que me faz vestir essa camisa. Na hora de dormir gosta muito de Oliver Shanti e sua série de "Tai Chi" ou Loreena McKennit e suas músicas celtas.
De vez em quando escuta a Arca de Noé do Vinicius de Morais. Mas isso é bastante raro, assim como o MPBaby dos Beatles ou a coleção Disquinho.
Mas na verdade, se acalma bastante, tanto quanto se diverte, ouvindo "Fico Assim Sem Você" cantada pela Adriana Calcanhoto do disco Partimpim. Principalmente quando é na voz da mamãe (isso mostra que ele pode ter talento para a música, porque eu cantando para ele, não surte efeito positivo).
quinta-feira, 8 de março de 2007
O Declínio do Império Americano
quarta-feira, 7 de março de 2007
Pai de 3 meses
2. Já aproveita por ele estar mais "durinho" e brinca muito mais com ele;
3. Acredita realmente que ele já está se virando, quando na verdade são apenas alguns eventos casuais;
4. Recebe os amigos em casa mais à vontade;
5. Ousa participar de alguns eventos sociais, levando o filhão é claro;
6. Dorme um pouco mais tranqüilo, pois todos os períodos de terror dos "manuais" já passaram;
7. Manuais? Quem precisa disso?
8. Adora encontrar outros pais e mães para falar sobre as descobertas, se deliciar com as pequenas diferenças e rir das dificuldades;
9. Ainda enche as garrafas;
10. Inocentemente acredita que a vida voltou a ser rotineira, mas é apenas uma fé tola;
terça-feira, 6 de março de 2007
Keep on Truckin' ...
Sobre esse livro você precisa saber algo muito importante, leia ouvindo Blues. Caso você não tenha nenhum Charlie Patton (recomendado por Crumb), coloque para tocar um B.B.King, Buddy Guy ou Etta James. Eu não fiz e mesmo assim li como se pudesse ouvir as músicas em minha mente.
Crumb navega pela história da música norte americana, trazendo as lendas, mitos e o espírito da década de 20 até a música atual (nesse caso em forma de protesto). Através de seus quadros ele consegue passar com perfeição o clima de boêmia, expressão, sentimento e dor do Blues.
Além disso, o álbum da Conrad (capa dura), traz algumas capas de discos e cartazes de shows ilustrados por Crumb (alguns da sua banda), simplesmente geniais.
Bom, agora vou colocar um som e reler as melhores partes.
segunda-feira, 5 de março de 2007
1986
Também foi nesse ano, que acompanhado pelo meu pai, escolhi o meu primeiro vinil. Graças a capa esse foi o meu primeiro disco de Heavy Metal. Antes de completar dez anos pude ouvir músicas como "Wasted Years", "Stranger in a Strange Land" e "Alexander the Great" do Somewhere In Time, sétimo álbum do Iron Maiden.
Mesmo após 16 anos da sua morte, os detentores dos direitos autorais de Hendrix colocam no mercado um dos grandes álbuns ao vivo, Live at Winterland. Outro grande sucesso desse ano foi A Kind of Magic do Queen, com as músicas "Who Wants To Live Forever" e a própria música título. No mesmo ano, "a rainha" lançou o ao vivo Live Magic.
Já os punks Ramones, lançaram Animal Boy, álbum que trazia "Something to Believe In" e "Somebody Put Something in my Drink". Com menos sucessos e um disco um pouco mais calmo, os Stones apresentam Dirty Work, tendo a balada "Sleep Tonight" como elemento de sucesso.
Dentre as bandas do rock gritado, AC DC lançou o grande Who Made Who com uma das guitarras mais marcantes da banda tocada em "You Shook Me All Night Long" e "Hells Bells" com a sua introdução de sinos soturnos.
A banda que alcançaria o grande sucesso somente em 1991, lançou nesse ano seu quarto disco. Life Rich Pageant do R.E.M. apresenta músicas que já apontam seu estilo marcante como a um pouco inocente Hyena e a forte Just a Touch.
New Order lança o seu quarto disco e um dos que obteve o maior sucesso, Brotherhood vem com a famosa "Bizarre Love Triangle" e a ótima "Weirdo". Ainda na cena pop/dance o berço da música eletrônica continua com o primeiro álbum de remixes do Pet Shop Boys, Disco. Trazendo as inéditas "Paninaro" e "In The Night". Enquanto David Bowie lança Labyrinth, a trilha sonora do filme no qual ele também atua.
Voltando ao cenário nacional, Jorge Ben lança Ben Brasil, com o maior sucesso desse álbum "Roberto Corta Essa". Legião Urbana nos apresenta Dois, um de seus discos de maior sucesso que fez, provavelmente, todo o Brasil cantar "Eduardo e Mônica" e "Índios". E o grande Bezerra da Silva nos apresenta Alô Malandragem, Maloca o Flagrante. Esse álbum lançou o seu maior sucesso "Malandragem dá um Tempo".
sexta-feira, 2 de março de 2007
Manara
A arte sem pudores de Manara é genial, ele dedica um carinho e atenção fora do comum visto nos quadrinhos norte-americados, sem praticamente um mérito quase que exclusivo de suas obras e de colegas europeus.
Enquanto ao roteiro de Alejandro Jodorowsky, acho que uma história como dessa família merecia mais páginas, muito mais páginas. Provavelmente para cumprir o limite da publicação Jodorowsky resume demais as conquistas, tramoias e crimes dos Bórgias.
Além desse trabalho, a Conrad está publicou e continua publicando outras obras do artista como Clic e El Gaucho. Quem aprecia quadrinhos, precisa ter alguns trabalhos desse desenhista na prateleira.
quinta-feira, 1 de março de 2007
Eu detesto quem fala "axin"
Isso na minha opinião não é nada mais nada menos do que um deserviço, talvez até pior, seja uma irresponsabilidade social. Enquanto diversas empresas estão preocupadas em como sua instituição pode ajudar as pessoas, colocar legendas escritas com vícios de linguagem e erros não pode ser algo responsável.
Isso me irrita tanto, que quando vejo que um filme está legendado dessa maneira, eu troco de canal, mesmo sendo o meu filme preferido. Me ofende. Não entendo quem pode ter sido o responsável por esse "golpe" de marketing. E como isso pode atrair o público. Quer fazer algo "cyber"? Abra espaço para comentarios durante o filme (moderado para evitar que algum espírito de porco conte o final). Através de SMS, sala de bate-papo, e-mail. Ou seja, todos os formatos multimídias. Mas não ofenda o telespectador.
quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007
4 anos?
E agora 4 anos? Estou impressionado. Foi muito divertido perceber isso e reler alguns posts antigos (foram mais de 150 até o momento). Tem coisa que eu nem me lembro por que escrevi. Mas escrevi e devia fazer muito sentido na época, ao menos pra mim.
De lá pra cá, muita coisa mudou na minha vida e no mundo. Inclusive o autor da fonte de inspiração desse Edifício faleceu. Acho que nunca vou me cansar de prestar homenagens a esse grande artista. Will Eisner (1917- 2005).
Parece que não sou apenas eu com tais homenagens. Frank Miller (Sin City) e Michael Uslan (produtor de Batman Begins), estão planejando uma adaptação para a telona do personagem mais conhecido de Eisner, The Spirit. Espero que ocorra com o mesmo cuidado que Miller tem com as adaptações de suas obras.
terça-feira, 27 de fevereiro de 2007
Dias para arrumar tudo (parte 2)
No último domingo, dediquei a manhã para arrumar a estante do escritório. Limpei os objetos inúteis, organizei os úteis e agora estou em um ambiente ainda melhor para trabalhar. Incrível como organização visual afeta a produtividade.
Agora o próximo passo são as gavetas da estante. Isso será outro desafio.
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007
Intocável
Mais por simpatia ao ator, do que por qualquer outro motivo, fiquei um pouco chateado do Eddie Murphy não ter levado a estatueta.
O que me fez ir dormir mais cedo foi o anúncio da apresentação da Celine Dion. Não sei porque Hollywood gosta dela, deve ser algo que só nos bastidores deve ser conhecido. Sei lá, vai que ela é daquelas personalidades muito gente boa e simpáticas que rondam a industria, meio que Meg Ryan.
Meu susto foi descobrir hoje de manhã a "grande" homenagem que foi feita ao Enio Morricone, autor de trilhas sonoras de filmes como "Os Intocáveis", "Era uma vez no Oeste", "Três Homens em Conflito (The Good, The Bad and the Ugly)" e "Cinema Paradiso". Ele ganhou o Oscar pelo cojunto da obra, muito merecido, afinal faz trilhas sonoras desde 1961 (!!!). Agora, colocar a Celine Dion para homenagea-lo, é um pouco fora de tom, não?
domingo, 25 de fevereiro de 2007
Revoluções
Mudanças nos nossos hábitos, onde passamos a assistir vídeos pelo YouTube, navegamos por Fotologs, buscamos informações no Google e na Wikipédia e por fim, encontramos pessoas pelo Orkut, Msn, Skype e afins. Quando a imagem de uma pessoa é afetada por um vídeo que escapou para a Web, quando o "jornalismo cidadão" é exercitado nos blogs, quando podemos compartilhar nossas composições, autorias e principalmente opiniões, nós estamos gerando a chamada Web 2.0.
Essa revolução nos dá liberdade, mas nos faz repensar sobre direitos e deveres. Até onde podemos ir? Onde invadimos os direitos alheios? E talvez o mais importante, quem passa a deter os direitos da informação? Espero que ninguém.
O vídeo acima do Michael Wesch, professor assistente de antropologia cultural da universidade do estado de Kansas.
sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007
300
Conta uma "versão" da história do Rei Leonidas e sua guarda - os 300 espartanos - lutando contra a invasão Persa do Rei Xerxes (no cinema interpretado por Rodrigo Santoro).
Por causa do lançamento do filme, uma história que se tornou extremamente rara no Brasil (as edições não eram encontradas nem mesmo em sebos) tem uma nova edição por aqui. A Devir lançou no início desse ano a edição de luxo. Eu tenho essa edição gringa e posso dizer que realmente é muito boa. Capa dura, papel especial, formato horizontal (como se fosse widescreen), depois de ler essa edição determinados quadros ficaram completamente diferentes para mim. Quem não tem, é uma ótima oportunidade (e se bobear única).
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007
Pai de 1 mês
01. Ainda mantem perto "o manual" e segue muitas instruções, mas nem todas;
02. Ainda enche as garrafas de água, mas agora já desenvolveram um sistema de abastecimento da mãe, de forma que fica mais prático;
03. Se desespera um pouco menos quando ele começa a chorar e acha, apenas acha, que já entende os motivos do choro;
04. Troca a fralda e recebe como agradecimento um jato de xixi ou coisa pior;
05. Na hora de encher a banheira para o banho, fatalmente esquece de colocar a "tampa" e molha todo o chão do quarto;
06. Você se espanta com os pescoço dele ficando duro e sorri feito um bobo;
07. Ele começa a dormir melhor e você também, mas ainda assim sempre antes de deitar e ao acordar - antes de fazer qualquer coisa - olha se ele está bem e sorri feito aquele bobo;
08. Se assusta com as golfadas após a mamada;
09. Já descobriu que enrolá-lo nem sempre resolve tudo, mas algumas vezes ajuda bastante;
10. Ainda observa os movimentos dos braços e pernas enquanto ele dorme, e se não estiver se movendo já aprendeu o truque de olhar a respiração na barriga dele e continua sorrindo feito um bobo aliviado.
quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007
Minha Vida
Ler os quadros do Crumb, com os seus traços nervoso, cheios de balões, indicações, referências, textos e detalhes é um delícia. Depois de concluir esse livro (Minha Vida), entendo o motivo dele ter sido tão representativo na contracultura americana, principalmente nessa mídia.
Esse trabalho autobiográfico demonstra que Crumb é irônico, pervertido e cruel não somente em criticar o governo e a cultura de massa, mas também quando fala de si.
Sobre o artista. Como dito, foi um dos principais elementos da contracultura americana na década de sessenta em diante, atuante no movimento alternativo dos quadrinhos na época. Enquanto todos buscavam fábulas ou personagens fantasiados que representavam os ideais democráticos capitalistas. Além dos quadrinhos, Crumb também cultiva duas outras paixões: música, autor de obras como Blues (acabei de pedir e estou ansioso para começar a ler) e capas de discos, como a bastante famosa por aqui Cheap Thrills. E mulheres de grandes formas, basta observar seus trabalhos.
terça-feira, 20 de fevereiro de 2007
Somos cidadãos?
Andando pela cidade tenho sentido falta desses atos. Não tenho observado muitas gentilezas. Ouvido poucos “obrigados” ou “por favores”. Começo a pensar que da boca pra fora é fácil apontar e identificar esses pontos, praticar é que se torna difícil. Não é isso que estou fazendo?
(esse post está gravado como rascunho desde 2005, não sei o motivo de não tê-lo publicado na época, mas acredito que ele esteja um pouco ligado com o que estamos vivendo hoje em relação a violência).
sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007
1967
David Bowie inaugura com o álbum de mesmo nome e suas primeiras experiências como Uncle Arthur, Rubber Band e Please Mr. Graveddiger (música em que ele canta como se estivesse gripado e na chuva). O mesmo psicodélico ano comportou The Pipers at the Gates of Dawn, primeiro álbum do Pink Floyd, com a ótima faixa Lucifer Sam. Ainda dentre os psicodélicos o lançamento da "nova" banda de Jimi Hendrix, com Are You Experienced?, tendo os clássicos Purple Haze, Hey Joe e Foxey Lady.
The Doors também saía das gravadoras, com o álbum que carregava seu nome e as músicas que mais tarde foram agredir os pais e se tornar hinos para muitos jovens como Break on Through, Alabama Song, Light My Fire e The End.
Fora do circuito dos músicos de língua inglesa, vem da Jamaica um ritmo ainda comercialmente desconhecido, Bob Marley lança Keep on Skanking com músicas as quais mais tarde foram revisadas pelo próprio como All in One e Satisfy My Soul Babe.
Embora não seja o primeiro álbum, Rolling Stones lançou nesse ano três discos (dois com músicas inéditas e uma coletânea de lados B). Between The Buttons, com Let's Spend The Night Together e Ruby Tuesday, Flowers (a coletânea considerada por muitos a melhor) e Their Satanic Majesties Request (considerados por tantos outros como o melhor álbum da banda), pois tinham músicas como a psicodélica e hipnótica Sing All Together, In Another Land e She's a Rainbow.
Enquanto isso no Brasil, Chico Buarque de Hollanda lança Vol. 2, com a Noite dos Mascarados e Quem te viu, quem te vê.
Eu sou do tipo de pessoa que gosto dos dias em que vivo. As vezes gostaria de viver bastante ao futuro ou a um passado inalcançável, mas no geral estou muito satisfeito com 2007 e os meus 30 anos. Mas com certeza, depois dessa ficha ter caído pra mim, gostaria muito de poder voltar e viver 1967, para descobrir esses álbuns com tudo que eles trouxeram de novo.
Sei que deixei muita gente de fora dessa lista, mas a medida que for lembrando (ou vocês me apontando) vou prestar atenção aos detalhes.
Dias para arrumar tudo
Depois, fui arrumar esse blog, atualizei a versão do Blogger, os arquivos - detestava aquele formato de semanas - atualizei os links e dicas ao lado. Isso foi muito divertido, por que pude observar que tem gente que vai todos os dias ao curso de madrinha (isso é uma madrinha dedicada), que no Clube da Luta só toca uma música (e ela é meloza) e que ninguém teve coragem de acordar o cara, ele continua sonhando. Aproveitei e coloquei vizinhos que estava para colocar há muito tempo e só agora parei para fazer.
Agora, a onda é arrumar o meu escritório. Esse bando de coisas nas minhas prateleiras estão se mostrando cada vez mais inúteis e quero ver espaço limpo. Vou aproveitar para arrumar o máximo que puder enquanto estou nessa pilha.
quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007
Qualquer
Depois que saiu dos Titãs, sua carreira solo aos poucos foi me angustiando mais. Então veio os Tribalistas, a combinação de um grande talento com um mala e um desequilibrado (eu sei que o grande talento é a Marisa Monte).
E agora no lançamento do CD "Qualquer", vejo uma matéria sobre ele na Revista do jornal O Globo. Ele é a capa. E dentro uma babação sobre o artista que apenas transparece a sua genialidade, tem depoimentos até mesmo de reais gênios como Pedro Luís e Paulinho da Viola.
Então, para homenagear esse que ainda considero um chato de galocha, um trocadilho com a chamada de capa ao tom de Arnaldo Antunes.
És tu o Gênio Primitivo
És tu tão primitivo quanto involuído
Em estado bruto te encontramos e
tu te manténs.
És tu aquele que segue tua estrada intimista
Intimista e instropectiva, entre tu, o palco e poucos
És tu que de alguma forma surpreendente
Surpreende ao alegrar o carnaval dos desesperados
És tu, Arnado. Somente Arnaldo Primitivo.
Em tempo, és tu... chato pra cacete.
A capa da Revista é "O Gênio Primitivo (isso pode significar o elo perdido?). Arnaldo Antunes, ídolo de artisitas como Paulinho da Viola, faz turnê intimista (isso pode significar vazia?) e ao mesmo tempo anima os carnavais de Recife e Salvador (o que isso pode significar?)." Agora eu pergunto, o editor da revista é muito espiríto de porco em publicar uma chamada dessas cheias de duplo sentido? Ou alguém realmente consegue imaginar Arnaldo Antunes animando um carnaval?
quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007
Como Star Wars mudou o mundo?
Se você ficou tão curioso quanto eu ao ver essa notícia, clique aqui e veja como podem estar no mesmo gráfico a Apple, o filme Fight Club, Toy Story e SpiderMan 2. Naturalmente o infográfico é feito baseado nas indústrias de entretenimento. Mas que mudou o mundo, mudou.
terça-feira, 13 de fevereiro de 2007
Depois de tentar ler quatro livros em paralelo percebi que não consigo. Não tenho essa habilidade. Acabei deixando Minha Vida, de Robert Crumb para depois e finalizando a leitura do Almanaque dos Quadrinhos de Carlos Patati e Flávio Braga.
Os autores contam a história dessa mídia desde seus primórdios até os dias de hoje. Passando por todas as mudanças e modismos norte-americanos, a industrialização e profissionalização do mercado, o cuidado e qualidade europeu e o descobrimento da identidade própria dos artistas brasileiros. O livro me mostrou que embora goste de ler os meus quadrinhos, conheçer alguns autores e grandes sagas, não sou um profundo conhecer sobre o assunto.
Acredito que os autores não tenham deixado de fora nenhum nome que possa ter sido representante nesse cenário. O único ponto fraco pra mim foi o diagramador / editor, ter deixado as legendas das imagens para as últimas páginas e não junto de suas respectivas imagens. Para quem gosta e se interessa pelo assunto, vale muito a leitura e compra.
Em conjunto folhiei bastante a Biblioteca dos Quadrinhos, do Gonçalo Junior, um livro de referências sobre o tema. Nele você encontra edições e publicações sobre o tema organizados por "categoria". Todos com o título, autores, resumo e ficha técnica completa. Outro recurso muito útil para quem se interessa pelo assunto.
segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007
Na minha humilde opinião, se você concorda com algum dos pontos do meu texto abaixo, qualquer um que seja, você está colaborando com a banalização da violência. A qual responsabilizo por todas as atrocidades que estamos vivendo no mundo de hoje, desde batedores de carteira até ataques terroristas (passando por arrastões e assassinato brutal de crianças).
sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007
Pai de um dia (em casa)
02. Entrega sua casa, sua mulher, seus pais e até sua sogra ao filho;
03. Fico observando cada pequeno movimento, muitas vezes sorri feito um bobo, outras tanta chora e em algumas delas se assusta achando que tem algo de errado;
04. Acha que o filho é o bebê mais calmo do mundo, afinal ele dorme tanto e quase não chora. Sorri feito um bobo;
05. Segue todas as instruções como se estivesse com um manual na mão, algumas vezes realmente saca do bolso algumas anotações;
06. Enquanto ela dorme, enche as garrafas d'água;
07. Se desespera quando ele começa a chorar;
08. Enrola o bebê e ele não para de chorar;
09. Troca a fralda e ele não para de chorar;
10. Enrola de novo e ele continua a chorar;
11. Entrega pra mãe amamentá-lo e ele não consegue por estar chorando;
12. Liga para a pediatra às 4h30 da manhã e ela atende com voz de quem já esperava por isso;
13. Ele dorme, o pai não. Fica observando dormindo, com o mesmo sorriso de bobo dado antes;
14. Olha pra mãe também acordada e sorri como um bobo;
15. Antes do novo dia começar, faz uma última checagem se realmente está tudo bem, observa os movimentos dos braços e pernas e se não estiver se movendo coloca o dedo próximo ao nariz para sentir a respiração e sorri feito um bobo aliviado;
16. É a melhor sensação de bobo do mundo;
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007
A primeira viagem do Theo foi para "Belzonte" de avião, visitar o vovô e a vovó. Emborta tenha sido muito cansativa foi muito bom por vários motivos, alguns deles:
01. ver todas as "namoradas" do Theo;
02. ver todos os corações que ele partiu ao ir embora;
03. ver a curiosidade em seus olhos ao fitar cada passageiro do avião entrar. Olhar não, encarar, olho no olho;
04. vê-lo se comportar como um adulto no vôo de ida e volta;
05. ver as caras dos meus país ao receber o Theo em casa;
06. ver o carinho do meu irmão para com o sobrinho - sim! o Simpatia pode ser carinhoso (afinal de contas: simpatia é quase amor...);
07. vê-lo se virar e sabendo acertar o corpinho depois da virada;
08. vê-lo gargalhar somente por ter chegado em casa e estar novamente no seu quarto, no seu berço;
Depois dessa, vamos visitar vários outros lugares com esse garotão.
quinta-feira, 25 de janeiro de 2007
O segundo filme da trilogia de Lars Von Trier te engana. Começa lento e com tudo muito bem explicado, bem diferente do primeiro DogVille.
Cheguei a pensar em abandonar Manderlay, mas insisti e fui muito bem surpreendido. A história se passa quando Grace, após sair de DogVille, chega com os gangsters de seu pai na pequena cidade Sulamericana de Manderlay, um local onde 70 anos tardeamente a escravidão ainda existia. A personagem insisti em ficar e ensinar para o povo negro dessa cidade os conceitos de liberdade e democracia.
A estética de Lars Von Trier, que ajuda a focar nos personagens e não nos elementos de cena ou efeitos especiais - acredito que tenha sido esse o motivo da mudança da atriz de Grace e do pai da mesma - continua a mesma, fenomenal.
Mais do que sobre liberdade e escravidão, o filme fala sobre desejos e escolhas. Fala sobre estar preparado para assumir tais escolhas, diretamente e indiretamente e também fala sobre a mão extendida para ajudar.
quarta-feira, 24 de janeiro de 2007
Dentro de poucos dias eu completo um mês trabalhando como profissional autônomo. Trabalho em casa, no meu escritório, em um ambiente muito agradável. Na velha pausa do cafezinho, eu não bebo mais isso, dou um beijo na minha mulher e brinco um pouco com o Theo.
Sinto falta das pessoas do antigo escritório. O entrosamento era muito bom, e tinha muito espaço para trocas de idéias. Mas ainda assim, as vantagens da autonomia no momento me agradam muito mais.
Porém, tem algo que tem me incomodado muito (até porque eu sempre fico sem resposta). Quando ligo para qualquer lugar e sempre, sempre mesmo, me perguntam depois de eu dizer meu nome: "da onde?"
- "Quem gostaria de falar com ele?"
- "Leandro Bulkool"
- "Da onde?"
- "Da minha mãe! Há trinta anos!"
quarta-feira, 17 de janeiro de 2007
Não existe ser humano que não cometa os setes pecados. Podem existir até aquelas pessoas que digam: “Eu não sou preguiçoso”. Mas, isso não quer dizer que eventualmente elas não cometam o pecado da preguiça. Por isso, resolvi refletir sobre cada um e identificar quando os cometo com mais frequência.
Avareza – quando vejo aquela edição especial de determinada história, filme, cerveja ou item que em breve se tornará muito raro. Tê-lo se torna o fim para diversos subterfúgios a serem aplicados;
Soberba – diretamente relacionado com o anterior, a soberba explode em minha vida quando faço questão em dizer, mostrar ou mesmo servir o que despertou a minha avareza;
Gula – quando crio desculpas como “sorvete é água, não enche”;
Ira – quando me indigno com algo e acabo percebendo que não posso fazer nada, quanto mais impotente eu for perante a situação, mais irado ficarei;
Luxúria – quando a beijo daquele jeito, em que simplesmente esqueço tudo que estava fazendo ou que viria a fazer e penso em apenas continuar, indo até onde for necessário;
Preguiça – quando acordo na manhã do sábado-sem-planos e me largo no sofá. Sinto como se meu cérebro fosse para um spa e ao meu corpo resta apenas o abandono perante a tv;
Inveja – quando leio um texto bem elaborado e escrito e percebo que foi realizado por outra pessoa, a intensidade da minha inveja é diretamente proporcional com a facilidade que o outro conseguiu realizar esse trabalho.
terça-feira, 16 de janeiro de 2007
4 meses, 1 e 30 anos
Hoje, completa exatamente um ano que soubemos que o Theo estava vindo. Nem sabíamos ainda que ele era ele mesmo, sabia que era alguém. Foi ótimo, porque nessa data demos essa notícia de presente de aniversário para o Dindo e a Vovó dele.
O Dindo, grande figura, grande amigo e sempre o guru psicodélico da montanha, completa hoje trinta anos. Idade estranha essa, foi a primeira que eu realmente senti se aproximando e o seu peso no dia do meu aniversário, os outros 29 passaram sem o número fazer diferença na minha vida. Quero desejar a ele muita saúde, muita felicidade e muito amor. Que viva sempre com toda a intensidade possível e devida. Que evolua ainda mais. Que nos traga ainda mais felicidade e que continue sendo sempre essa mesma pessoa, que é o nosso guru.
segunda-feira, 15 de janeiro de 2007
Cidade maravilhosa?
Coronel, não sei dizer se o nome "técnico" para o que aconteceu ali (onde eu estive e fui devidamente roubado como todos os outros) é arrastão. Mas posso te dizer que ninguém abandonou os carros por livre e espontânea vontade, assim como o túnel não estava fechado de verdade, quando o fato é que os bandidos - figuras que realmente mandam nessa cidade - fecharam o acesso de quem vinha por baixo do viaduto, quem viria por cima, não teve problemas e seguiu viagem em segurança.
Outro engano é citar que os veículos também não foram roubados. Foram sim, e logo depois abandonados próximos à favela. Com a certeza de quem teve o cuidado de observar quantas pessoas passavam armadas a sua frente, posso dizer que foram mais de oito pessoas, assim como no mínimo 3 fuzis (chego a ter a impressão de ter visto cinco fuzis, mas isso é apenas uma impressão) - já que dois deles abordaram o meu carro - enquanto outro estava mais acima. Também não foram 5 minutos e sim em torno de uma hora de ação dos bandidos.
Coronel, não sei o que pode ter levado o senhor a tal declaração equivocada. Mas não acho positivo que esse problema seja minimazado perante a sociedade. Somos todos vítimas do descaso social e do descaso em relação à segurança. A qual no momento estava focada na simulação de patrulhamento em determinados pontos da cidade.
quarta-feira, 10 de janeiro de 2007
Eisenbahn Lust
Foi quando a vi: Eisenbahn Lust. Realmente Deus mandou o seu filho pra terra. Bem mais barata que Deus e feita da mesma maneira. Após o processo de fermentação normal da cervejaria, ela passa por uma segunda fermentação, agora dentro da própria garrafa em uma vinícola. O método champenoise.
Ela é aberta e servida como uma champagne, tem um aroma frutado e sabor muito leve e refrescante e uma espuma cremosa (esconde nesse aroma e sabor seus 11,5%). Brindamos a vida, o Theo, a promoção da Lolis e muitas coisas boas. Foi ótima a visita, tanto quanto a cerveja.
terça-feira, 9 de janeiro de 2007
Esse negócio de trabalhar em casa, com todo o meu acervo de músicas, está sendo ótimo. Hoje por exemplo passei o dia inteiro trabalhando e ouvindo um sonzinho. Ao total já rolaram nove horas de músicas.
Divididas entre Jorge Ben, Legião, Chico, Planet Hemp, Rappa, White Stripes, Pearl Jam, David Bowie, Red Hot, Seu Jorge,Pink Floyd, Ramones, Arcade Fire e outros, elas marcaram o meu ritmo e o mais divertido é que as músicas realmente coinscidiram (ou propiciaram) com o clima do momento.
Realmente a vida, a cada dia, tem a sua trilha sonora. O que será que vou ouvir amanhã?
segunda-feira, 8 de janeiro de 2007
Talvez o que eu mais goste no trabalho de Neil Gaiman é como ele lida com o óbvio. Por vezes o ignora, outra tantas o explora de forma primoroza.
As histórias de Morte, assim como a personagem em si, é um exemplo de ignorar e explorar o óbvio. Reler essas históras hoje, nesse início de ano, época em que estamos vivendo um retorno da valorização da qualidade de vida (lembre-se do filtro solar, mensagens de final de ano falando sobre viver melhor, campanhas ensinando que o melhor plano de saúde é viver e o segundo...) torna o tema óbvio o mesmo quanto a protagonista insólita. Para valorizar ainda mais o autor, é importante lembrar que essas histórias não foram escritas nos últimos dois anos.
Ainda que eu prefira as histórias do irmão mais novo de Morte, não pude deixar de mergulhar nessa leitura com tanto prazer. Aproveitei cada prazer desse grande momento da vida e me diverti com a personagem nem um pouco corriqueira.
Pra quem nunca leu, ou mesmo pra quem já leu e tem em casa, vale a pena ter esse trabalho fenomenal dessas encadernações feitas pela Conrad.
domingo, 7 de janeiro de 2007
Todos os dias, desde que esse ano começou, eu penso em um post e acabo me enrolando e não escrevendo nada. Quando acordei hoje e pensei nesse título foi como um estalo: "Agora tem que rolar..."
2007 começou com o pé direito, já com uma grande mudança, pois o último dia útil de 2006 foi o meu último dia na agência que trabalhava, Copacabana Brasil, pedi demissão para poder trabalhar em casa de forma autônoma.
E como estou feliz com essa mudança, estou curtindo o meu trabalho, curtindo o meu tempo de estudar, o meu tempo com a Lelê e com o Theo e o meu tempo comigo mesmo.
Nesses setes dias muitas coisas aconteceram, fui bastante produtivo, assisti a filmes que há muito tempo queria rever, estou lendo livros e HQs simultaneamente, tomei uma cerveja com um amigo que estava com saudades de encontrar e um vinho com outro que tinha tanta saudades quanto e há muito tempo não jogávamos conversa fora.
Sobre os livros e hqs, estou lendo os meus presentes: Biblioteca dos Quadrinhos, Almanaque dos Quadrinhos; Morte, de Neil Gaiman - (edição encadernada da Conrad) e Minha Vida, de Robert Crumb. Depois, ao terminar de ler cada um, vou comentá-los.
quarta-feira, 27 de dezembro de 2006
Eu não. Sou da época do River Raid, Enduro, Jogos de Verão, Sonic, Ufo: Enemy Unknow... não rola ter que lidar com isso agora aos 30 anos.
Tive o primeiro, não tive o segundo e pelo que tudo indica vou ter o terceiro. Mas só por causa do Theo, pra poder brincar com ele, ser um pai atualizado. Isso é importante, não é?
Se você estiver curioso, dá uma olhada no Submarino clicando aqui.
terça-feira, 26 de dezembro de 2006
Os cristãos comemoram o nascimento do menino Jesus, os judeus comemoram o "Festival das Luzes", quatro dias antes os pagãos comemoram o auge do Deus (ao menos aqui no hemisfério Sul), quando se torna adulto e pai, essa mesma época é comemorada por diversas outras religiões com diversos outros significados.
Esse ano eu aprendi que temos que comemorar o que bom, independente do símbolo.
O primeiro Natal com o Theo foi uma comemoração plena. Me recordou o primeiro Natal casado e me lembrou de outros Natais que passei. Isso é bom, assim como me esforçar para manter isso durante o ano que se segue também.
Grandes mudanças estão para acontecer, assim como grandes desafios. Que venham todas.
sábado, 11 de novembro de 2006
Pensava em publicar outro post tenso, outro texto descrevendo 180 horas de trabalho em 10 dias seguidos. Mas antes de escrever eu parei para reler o meu primeiro post, que levou para o meu segundo que me trouxe até esse abaixo. Me fez rever ótimos momentos, me fez reler os melhores comentários deixados pelos melhores amigos, como aquele que te ajuda a se lembrar como você realmente é. Me fez rir, me fez ir aos blogs dos amigos para ler os posts da mesma época, e continuar a sorrir. Me fez mergulhar nesse mundo por três horas.
Ler os posts também me deixou com mais saudades dos meus amigos do que eu já estava. Atenção: vou encher os sacro-santos-sacos de vocês!
Falando em amigos. Durante um momento muito ruim do dia tive a chance de conversar com uma amiga. Nesse momento ela me ajudou a perceber e focar o que realmente vale a pena pra mim!
Cheguei em casa, fiquei com a Lele e com o Theo. Deitei com os dois, amassei ele, brinquei com ele e com ela. Rimos, nos beijamos todos, nos acariciamos. Ele sorriu pra mim, várias vezes, e eu com o sorriso mais bobo do mundo deixei uma lágrima cair.
Em suma, o que realmente vale qualquer esforço.
terça-feira, 7 de novembro de 2006
Duas (ou três) semanas atrás percebi algo sobre a minha personalidade, que embora talvez fosse tão claro para aqueles que me observam, encontrava-se ofuscado pela minha névoa da negação. Você já se perguntou, te perguntaram ou viu alguma propaganda sobre: "Que super poder você gostaria de ter?"
Durante muito tempo pensei, por vezes inventei, diversos poderes. Nenhum deles caia como uma ficha, sempre ficou aquela sensação de: "É, pode ser" acompanhada de muitas reticências. Até que percebi, nessas duas semanas atrás, que na verdade gostaria de ser o Multi-Homem. Me multiplicar!
Estar agora, às 02h40 da manhã de um sábado para domingo, trabalhando, ao mesmo tempo em casa dormindo, também estar em um boteco com os amigos comemorando o aniversário de um ótimo amigo (figura, não te liguei porque estava na merda, mas lembrei do seu aniversáio!), curtindo o Theo. Não precisando começar a escrever esse post no sábado às 02h40 da manhã, só terminar agora na segunda às 11h01 e publicar hoje (terça, às 18h).
Como infelizmente não posso fazer isso, como não sei nem como começar a exercitar esse super-poder, o primeiro e grande poder que preciso descobrir que posso fazer e desenvolver é o dizer não, escolher e aceitar a minha escolha, assim poderei estar onde escolhi (ou precisei), como quero e realmente estando lá.
Não estou com clima para risadas, não estou com clima para ver pessoas se divertindo, não estou com clima para um bonito dia de sol. Gostaria de ter esse poder, para exatamente agora também estar em algum lugar do mundo onde essa segunda-feira está um dia tempestuoso.
sexta-feira, 29 de setembro de 2006
Já se passaram 15 dias em que não paro de pensar no que escrever e não encontro palavras, termos ou qualquer outra forma de simbolizar o que eu senti com a chegada do Theo e o que eu sinto a cada novo dia. Não é uma questão de eu não ter tais palavras. 15 dias é tempo suficiente para eu perceber que na verdade nenhuma palavra existente, em qualquer idioma, teria a capacidade de descrever tal sentimento pleno.
sexta-feira, 8 de setembro de 2006
A pedido do amigo Fasano, olha o link para visualizar os trabalhos citados no post anterior (os dois primeiros são dos paineis completo e os dois últimos são uma simulação de como ficou o aplicado na parede):
Mutts
Personagens de Quadrinhos
Aplicação no corredor
Aplicação na escada
segunda-feira, 4 de setembro de 2006
São trabalhos como esse acima que me fazem lembrar porque escolhi essa profissão. Um amigo me pediu para fazer dois paineis para ele decorar sua casa, um baseado em Mutts (uma tirinha de um gato e um cão muito engraçada) e outro em personagens de história em quadrinhos (esse acima).
Mesmo tendo virado duas noites seguidas, esse trabalho foi bastante divertido, me fez contar com a ajuda de outros dois grandes amigos, passar uma tarde como adolescente - sentado no chão com um dos meus melhores amigos cercados por pilhas e mais pilhas de HQs - e retomar o prazer de ler e colecionar quadrinhos. É claro que o painel também fez com que eu mude a minha forma de ler, agora fico observando as "cenas" e buscando na memória com qual outra eu poderia compor ou complementar o painel. Posso dizer que na imaginação já completei mais dois diferentes (temáticos inclusive). Quem sabe eu não faça algum aqui pra casa? Ou para o quarto do Theo como já pensei.
quinta-feira, 31 de agosto de 2006
Tem alguém aí fora?
Quase consegui bater meu último recorde sem publicar nada por aqui. Mas não, não dessa vez. Não vou deixar acontecer.
São tantas coisas que fico até um pouco confuso. Mas vamos ao mais importante, Theo está chegando. Faltam um três semanas e cinco dias para a data definida pelo Dr. Saraiva como provável. Estou ansioso e tenso com todas as coisas que estão acontecendo antes de sua chegada, mas não com a chegada dele em si. Talvez todo pai sinta isso, mas ele não acontece somente depois do parto, ele já aconteceu, ele já existe, está aqui. Só que escondido.
Por causa dessas coisas que estão acontecendo atualmente, principalmente no trabalho, estou precisando e querendo – de novo – um iglu. Alguém tem um pra me emprestar? Prometo devolver limpinho e se bobear reformado.
No trabalho, chega ao fim o maior e mais longo projeto que já realizei na minha vida, em breve irei divulgar o endereço e espero que agrade e seja realmente um sucesso. Minhas férias estão chegando, dia 15 de setembro é o último dia. Depois disso somente no dia 23 de outubro
Até o dia 15, vou vivendo o “inferno astral” das férias. Tenho a plena sensação que todos os problemas são maiores nessa época, ao menos se parecem assim.
quarta-feira, 10 de maio de 2006
Tu és, divina e graciosa
Estátua majestosa do amor
Por Deus esculturada
E formada com ardor
Da alma da mais linda flor
De mais ativo olor
Que na vida é preferida pelo beija-flor
Se Deus me fora tão clemente
Aqui nesse ambiente de luz
Formada numa tela deslumbrante e bela
Teu coração junto ao meu lanceado
Pregado e crucificado sobre a rósea cruz
Do arfante peito seu
Tu és a forma ideal
Estátua magistral oh alma perenal
Do meu primeiro amor, sublime amor
Tu és de Deus a soberana flor
Tu és de Deus a criação
Que em todo coração sepultas um amor
O riso, a fé, a dor
Em sândalos olentes cheios de sabor
Em vozes tão dolentes como um sonho em flor
És láctea estrela
És mãe da realeza
És tudo enfim que tem de belo
Em todo resplendor da santa natureza
Perdão, se ouso confessar-te
Eu hei de sempre amar-te
Oh flor meu peito não resiste
Oh meu Deus o quanto é triste
A incerteza de um amor
Que mais me faz penar em esperar
Em conduzir-te um dia
Ao pé do altar
Jurar, aos pés do onipotente
Em preces comoventes de dor
E receber a unção da tua gratidão
Depois de remir meus desejos
Em nuvens de beijos
Hei de envolver-te até meu padecer
De todo fenecer
quinta-feira, 13 de abril de 2006
terça-feira, 11 de abril de 2006
De todos os quadrinhos que já li, de todas as obras de Alan Moore, considero V de Vingança o melhor trabalho. A história extremamente envolvente e inspiradora fala sobre um revolucionário contra uma Inglaterra fascista. Escrita na década de 80, foi uma crítica social contra a primeira ministra Inglesa da época e um retrato dos medos da Guerra Fria.
Os irmãos Matrix adaptaram o roteiro para o século 21. Por causa das adaptações Alan Moore pediu para retirar seu nome dos créditos e brigou de vez com a indústria cinematográfica. E devido a tudo isso, nunca tive tanta expectativa e medo de ver um filme (afinal os irmãos Matrix não têm crédito na praça, né?).
Pois bem. Eles adaptaram de forma primorosa o roteiro. Cortaram e mudaram alguns elementos que são perfeitos na versão original, mas tudo pela atualização da história. Hugo Weaving (com o qual nunca fui com a cara) e Natalie Portman (que já tinha me conquistado em Closer) estão geniais em seus papéis.
Na minha opinião, uma da melhores coisas da adaptação é que ficou ainda mais clara a opinião que eu tinha sobre o roteiro, embora a históra “seja” um grito pela anarquia (inclusive me fez olhar essa utopia por uma outra perspectiva), a liberdade é apenas o meio para o grande objetivo: vingança.
Inglaterra Triunfa!
Para os vizinhos, opções de posters:
http://www.bulkool.com/download/VForVendetta.jpg
http://www.bulkool.com/download/VForVendetta_2.jpg
http://www.bulkool.com/download/VForVendetta_3.jpg
sexta-feira, 24 de março de 2006
Muito tempo sem escrever. Bastante tempo sentindo e refletindo.
Ontem, enquanto eu precisava trabalhar em casa, o Velox me deixou na mão mais uma vez. E me peguei falando copiosamente que “odiava” aquela mensagem automática do 0800: “Senhor assinante, no momento a Telemar está fazendo uma manutenção de emergência na sua região. Por favor, tente se reconectar em duas horas.” Duas horas se passaram, três e quatro horas. Nada. O mais importante disso é que lembrei de quando eu era mais novo e evitava usar a palavra “ódio”, isso porque eu sempre a via como algo tão forte quanto “amor”. Você não diz “eu te amo” para qualquer pessoa em qualquer situação, ao menos não deveria. O mesmo deve ser aplicado ao “eu odeio”. Vou tentar lembrar mais disso.
Acabei percebendo durante as últimas semanas que as mudanças que parecem pequenas podem ser as maiores. Basta conseguir vê-las dentro do cenário e contexto. Sempre disse que gostei de mudanças, mas agora posso dizer que vibro (ou vibrei) com as mais óbvias, as que parecem grandes, que de fato podem ser menores.
Estou relendo Sandman: Estação das Brumas. Agora está melhor do que das primeiras leituras. A última vez que li deve ter uns 5 anos.
“Percorra qualquer caminho no jardim de Destino e você terá que fazer não apenas uma, mas muitas escolhas. Os caminhos se bifurcam e se dividem. A cada passo neste jardim, uma escolha é feita. E cada uma determina rumos futuros. Após caminhar a vida toda, porém, às suas costas você enxergaria um único e longo caminho, à sua frente, veria somente escuridão.”
Hoje dei um segundo passo.
quinta-feira, 9 de março de 2006
Eu ia falar de cinema e alguns filmes que assisti, mas vai ficar pro próximo post.
Ontem fizemos a segunda ultra, o bebê está com 49 mm, dorminhoco, não acordou mesmo com todo o terremoto na barriga da mamãe e quando ele começou a acordar, reclamou chutando loucamente em protesto. O coraçãozinho dele tem uma batida que dá pra confiar, realmente é filho de Guapi.
Por mim fazia uma a cada dois dias. Mas o doutor falou que o Plano de Saúde pode não cobrir. Que pena.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2006
Inabalável
Nos últimas semanas estou fechando três projetos. Fase final, onde aparecem todos os “probleminhas” para serem resolvidos com uma equipe ainda menor. Estou trabalhando até muito mais tarde todas as noites, com a plena sensação que dessa vez algo pode dar errado.
Vi todos os sinais de cuidado, depois de proibido, depois de alerta crítico. Por ser “necessário” ultrapassei todos, e descobri que nunca, em condição alguma, desejaria estar mais estressado do que estou.
Mas quer saber? Está me afetando menos.
Embora esteja ansioso pra cacete (não consigo ficar com as pernas paradas), estou bem humorado. Só dou crédito a duas coisas, ou melhor, uma pessoa muito pequena e a pessoa que me trouxe e guarda essa primeira. Como se em todos os momentos máximos de pico, quando eu poderia explodir, simplesmente me lembro que elas existem e tudo parece pequeno, mínimo, menor do que uma cabeça de alfinetes. Com elas sinto que existe um ponto de alegria e equilíbrio inabalável.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2006
Não sei como dizer, ou escrever, ou mesmo expressar por imagens símbolos ou qualquer outro sinal. Só sei que nos últimos sete anos, entre namoro e casamento, fomos dois e isso era um mundo. Hoje somos três, e isso é um mundo, um novo mundo.
Impressionante como a sensação que tenho de alegria plena possa ser visualizada e ouvida em um pequeno coração que cabe, atualmente, em uma pessoa de 5 mm. Nunca estive tão feliz, nunca foi tão fácil levar qualquer idéia inicial a uma linha de raciocínio que chega até daqui a nove meses, nove anos, noventa anos.
O único pedido que fiz abertamente no Reveillon foi que 2006 me fizesse reclamar de 2005. Já fui atendido.
Vou ter que acelerar a compra e fechamento da coleção de Asterix.
segunda-feira, 21 de novembro de 2005
Quando for minha vez, quero estar assim...
Na última semana fomos assistir o Jardineiro Fiel. Que nome ingrato, e ao mesmo tempo genial, para se colocar em um filme. Fui de má vontade. Não tinha lido nada sobre o filme e o nome me dizia que era daqueles do tipo de “A Procura de Kandahaar” (é assim que se escreve essa maldição?). O filme é ótimo, mesmo que seja um soco na boca do estomago vale assistir. Na verdade, é por isso mesmo que tem que ser visto.
Mas o filme não é o motivo do post. Após às 23h ao final da película, enquanto esperava a Lelê, observei um senhor e três senhoras (todos acima dos 65 verões), saindo do filme. Eles conversavam sobre cinema, elenco e diretor. Extremamente interados e a vontade com o cenário atual da industria cinematográfica. Isso já era muito divertido, até que uma das senhoras pergunta: “E então? Como vai ser?”.
A outra, em dúvida, responde: “Será que o Manuel ainda está aberto?”
O senhor logo interveio: “Acho mais seguro o Llamas. Não corremos risco.”
Todas concordaram.
Ele conclui o debate: “Já disse para Maria, no Rio só existem três bares: Llamas, Cervantes e Nova Capela”.
Assim dito, assim feito!
Só quero que quando for minha vez, 65 anos ou mais, eu esteja assim...
quinta-feira, 17 de novembro de 2005
Já que o papo foi para quadrinhos / histórias que gostaria que meus filhos tivessem acesso. Vou roubar um estilo de alta fidelidade e listar aqueles que independente da faixa etária, adoraria que o rebento lesse.
01. Sandman - todas as histórias, mas principalmente a breve história de Homem de Boa Fortuna e a saga Estação das Brumas;
02. Maus - uma maneira de rever a história do holocausto, já que eles vão conhecer essa praticamente como conhecemos a I Guerra;
03. Wacthmen - ajuda um pouco a quebrar o mito do super-herói sem deslizes de personalidade;
04. V de Vendetta - uma das minhas preferidas, me ajudou a entender que mesmo a Anarquia tem um propósito;
05. O Edifício - por que fala sobre pessoas;
quarta-feira, 16 de novembro de 2005
terça-feira, 8 de novembro de 2005
Colocando em prática
Nesse final de semana, durante a festa de um ótimo amigo (parabéns!), recebi uma dica muito valiosa de outro grande amigo. Na verdade, eu e a Lelê, recebemos essa dica. E por causa desse toque me lembrei de uma conversa que tive mais ou menos uns 13 anos atrás. Quando entre colecionadores de quadrinhos, discutíamos sobre coleções que gostaríamos de guardar para nossos filhos lerem.
Na época, disse que adoraria guardar Asterix. Porém, naquele tempo era muito raro e caro encontrar tais revistas. Hoje toda a coleção está sendo reeditada, a preços razoáveis e já no domingo, adquiri três delas, que se for do agrado, serão lidas pelos nossos filhos.
sexta-feira, 4 de novembro de 2005
Monólogo
Sem muito que dizer. Guardo-me em um monólogo, um momento de introspecção em que observo o que sinto e como reajo ao exterior. Dessa perspectiva, tudo é muito diferente, mais do que pude imaginar.
Apenas registro, usamos tão pouco da nossa mente para ocupá-la com preconceitos.
sexta-feira, 14 de outubro de 2005
Lele, já disse umas mil vezes que você me completa. Já disse mais de mil vezes que te amo. Já disse também outras mil vezes que você me motiva e desafia a viver mais e melhor. Mas nunca senti que todas essas vezes tenham sido o suficiente para expressar tudo o que realmente sinto. Te amo, espero que os cinco virem cinqüenta, e que esses se tornem quinhentos.
quinta-feira, 13 de outubro de 2005
Armas ?
O referendo está chegando, no dia 23 iremos votar se será permitido ou não a comercialização de armas de fogo no país. Vou abrir mão da minha opinião disso tudo ser apenas uma questão pouco importante perante a crise política e do dia nacional da Yoga / Yôga (parece brincadeira, né?).
Estou apenas surpreso com a campanha do medo que está sendo instituída. As pessoas fazem campanhas dizendo que agora o ladrão irá ter certeza que você não tem arma para defender sua casa e sua família. Falam que isso não irá afetar o armamento do crime organizado, que todos nós temos que ter o direito de poder escolher se queremos ter arma ou não. Que nada deve ser proibido.
Essas afirmações me levantam diversas perguntas: Para as pessoas terem o direito de escolha elas não devem ter capacidade de discernimento sóbrio sobre o assunto? Desde quando está sendo discutido o poderio bélico das favelas do Rio de Janeiro? E o mais importante, desde quando ter a arma em casa é garantia de defesa com eficiência?
A “cultura do medo”, que estamos praticamente imitando da tão “bem sucedida” cultura americana, esquece dos acidentes que ocorrem nas casas, dos assassinatos em bares devido a discussão de futebol, dos homicídios no condomínio. Essa mesma cultura tenta passar apenas a sensação de estar na mira da arma, deixam de citar a sensação de estar sobre a outra perspectiva.
Fico mais indignado ao perceber a facilidade que temos para abrir mão da evolução social, cultural e humanitária em troca de uma garantia de pólvora. Que ao menor sinal de fogo, explode.