sábado, 20 de outubro de 2007

Vizinhança

Quem me conhece pessoalmente sabe que eu adoro onde eu moro. Gosto muito mesmo. Gosto do condomínio, dos vizinhos, da rua e tudo mais. Mas existem coisas que podem abalar até mesmo essa sensação de prazer da casa própria, um pouco depois que chegamos aqui, recebemos essa carta que vou transcrevê-la exatamente como ela é.

A AMMAS e você

- 5 minutos para entender o que você tem e o que pode perder -

Nossa rua antes da AMMAS, era uma rua com mendigos dormindo/circulando pela mesma. Ela servia de motel todas as noites, levando nossos filhos e visitas a observar o número de camisinhas pela rua.
Era ponto de encontro para maconheiros e viciados, que aqui subiam para se picar.
A escada era um sanitário e em face da promiscuidade, era grande o número de seringas ali largadas. Alunos vinham matar aula aqui.
A policia tinha o hábito de parar no ponto mais alto, agindo de modo estranho.
Carros eram arrombados.
Nossas visitas tinham medo de por aqui passar e as calçadas eram tomadas por carros
A comlurb não fazia a limpeza da rua. A limpeza era feita pela chuva
O isolamento e a insegurança eram fatores de desvalorização dos imóveis.

Talvez você mais velho tenha esquecido e se mais novo nem se lembre do que era a nossa rua [Nome da rua escrito certo - UAU]
No inverso do processo de violência que o Rio vive, nossa rua mudou. Leia tudo acima de modo positivo e seja coerente, tudo que conseguimos foi porque houve uma união chamada AMMAS.

No entanto estamos diante da real possibilidade de acabar e perder nossas conquistas. A AMMAS precisa que todos os moradores participem, seja justo com você e com sua família.
Dizer que segurança é obrigação do estado é correto no entando é ignorar que a violência que nos cerca passou a exigir os chamados "apoios" pela rua. Com certeza sem eles você nem andaria nas ruas. Pense.
Em nossa rua moram militares, que participam da AMMAS, por entenderem que através da mesma a PAZ, passou a ser o diferencial em relação ao RIO.
E seu imóvel, com certeza está mais valorizado- imóvel em rua tranqüila de Copacabana coom segurança deve ser a propaganda.

Dizer que paga muito é absurdo, pois vamos supor que seja R$ 30,00 por moradia, um real por dia, cada moradia com 5 pessoas, logo o custo diário por pessoa será de 20 CENTAVOS. Será que não vale a pena. Esposa, filhos, parentes, amigos e patrimônio desvinculados da palavra INSEGURANÇA.
Sua visita chega e em face da segurança, da tranqüilidade da rua se sente insegura, se pode deixar o carro na rua- Você com certe orgulho, diz que não existe risco, não é verdade?
Pense, pois de repente sem aviso voltaremos À realidade do Rio e talvez seja necessário que mude seus hábitos.
A Ammas, pretende, podar as arvores, sinalizar as vagas, melhorar a limpeza, iluminar a escada, corrigir o calçamento entre outras ações. PENSE E PARTICIPE, procure o seu Sindico.

A AMMAS

Eu pensei e cheguei a algumas conclusões:
1. Realmente preciso participar da AMMAS;
2. A AMMAS precisa de um porta-voz com capacidade de redação;
3. Sr. Padilha, temos um roteiro lindo para apresentar ao senhor. Que grande filme o senhor está perdendo!

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Ezekiel 25:17

Lançado em 1994, indo contra os ventos de Hollywood que estava exibindo produções como Forrest Gump, Um Sonho de Liberdade, Quiz Show, O Cliente e Nell , Pulp Fiction, Tempo de Violência, foi lançado dando um choque no público, com cenas violentas e uma edição nem um pouco linear. A platéia ficou dividida, só existia quem amou e quem odiou, ninguém ficou indiferente ao trabalho.

Os grandes pontos fortes de Pulp Fiction estão nos personagens, na trilha sonora e em grandes diálogos, que só poderiam sair da mente de Tarantino com um tom de extremo cotidiano. Tornaram-se clássicos entre os amantes de cinema aqueles sobre as pequenas diferenças da Europa e massagem nos pés. Dentre os personagens, os preferidos (acredito que da maioria) são Vicent Vega e Jules Winnfield, interpretados respectivamente por um John Travolta retirado do esquecimento e Sammuel L. Jackson.

Fiz essa estampa para o Camiseteria.com, escolhi uma das cenas que mais gerou boatos e burburinhos na época, já que não existe a passagem Ezequiel 25:17 na Bíblia (vai até o versículo 16), e até hoje é usada como referência em músicas e outras produções. Jules prega essas palavras antes de matar suas vítimas e no final de sua carreira encontra um novo significado para ela, abraçando então sua redenção.

Pulp Fiction levou o Oscar por melhor roteiro original, mas teve diversas outras indicações. Hoje, considero esse filme um clássico que inspirou por exemplo o diretor Guy Ritchie em Snatch e em Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes, outras excelentes produções cinematográficas.

Vale a pena relembrar a cena...

sábado, 13 de outubro de 2007

Feliz dia das crianças!



Tenho certeza que para ele foi...

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Debate sem fim

Ontem, enquanto a minha mulher estava trabalhando na sessão especial do filme Tropa de Elite, patrocinada pela Claro. Eu fiquei "zapeando" e acabei pegando desde o início um MTV Debate sobre o filme. Resolvi assistir.

Foram convidados para o programa o ator Milhem Cortaz, que faz o Capitão Fábio, ou o 02 no treinamento, a Nega Gizza, Braulio Mantovani, roteirista do filme, o advogado do Bope que está buscando indícios para processar a produção, um ex-comandante do Bope e um estudante de direito, com os seus 21 anos.

O maior ponto fraco do programa foi o Lobão. É importante colocar que conversar com o Lobão é uma experiencia bem proveitosa, mas como apresentador ele se perde no controle do programa, não deixa os outros falar, perde o foco do assunto e não consegue ser suficientemente claro em suas colocações. Se eu fosse da direção da MTV voltava com o Cazé e colocava o Lobão para fechar o programa com um belíssimo ensaio.

Além desse ponto fraco, foi patético observar as pessoas puxando a defesa para a sua banda. Ninguém queria colocar as cartas na mesa, todos se apegando a questões individuais e com uma visão micra sobre os pontos levantados no filme. O advogado só falou uma única vez, para defender a "imagem" dos oficiais que estavam em serviço em 1997, o ex-comandante era comprometido e não pode falar tudo abertamente, então só defendeu a imagem da corporação, o estudante nem merece comentários e por aí vai.

Acho que é essa a grande questão que transforma o filme em tópico de tantas discursões, as pessoas insistem a se sentirem diretamente ofendidas pela produção. Seja por ser um estudante, um "playboy que financia o tráfico", um policial, um membro da comunidade ou o que seja..

As pessoas poderiam começar a ser menos hipócritas e aceitar as responsabilidades de cada um nesse caos. Porque se você molha a mão de um policial para se livrar de uma multa, você é responsável. Se você compra droga, é responsável. Se você trafica, é responsável. Se você assisti tudo isso e simplesmente torna-se passivo, também é responsável.

Como único ponto forte tem um depoimento de Negra Gizza que coloca que esse debate todo é temporário, que o filme levantou a poeira, as pessoas vão discutir e logo logo irão parar de falar e nada vai mudar. Pois falta uma ação deriva de tanto debate.

Isso me faz pensar em uma conversa que tive com o Ock-Tock. Ele me disse que não vai assistir a esse filme, assim como não assistiu a outros do mesmo estilo, pois tais filmes só promovem essa cultura violenta em torno do Rio. Não concordo com ele, mas uma coisa pra mim ficou certa, nós ainda não temos educação e nem preparo suficiente para lidar com essas informações.

domingo, 7 de outubro de 2007

The worst day diving...

...is far better then the best day at work.

De duas uma, ou eu gosto muito do que faço, ou esse texto acima, muito visto em parachoques, é uma grande mentira.

Água fria (13ºC), visibilidade em torno de 1 metro, vento frio e corrente. A soma desses elementos fizeram apróximadamente vinte mergulhadores abortarem a operação, exatamente como os escritores de romances históricos costumam descrever a debandada de uma grande batalha, se espalha como um vírus.

Bom, de qualquer forma, foi bom como experiência de um mergulho em condições muito adversas e pelo churrasco patrocinado pela operadora, não conheço ainda muitas operadoras, mas acho difícil encontrar uma melhor do que a Mar do Rio.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Por isso somos 3º Mundo !

Refrigerador: HomePub
Fabricante: Asko
Origem: Suêcia
Característica principal: Dispenser de Chopp Gelado Externo (sniff...)
Valor em alguns lugares na europa: US$ 1.000,00

Refrigerador: PRM48D
Fabricante: Brastemp
Origem: Brasil
Característica principal: Dispenser de Água Externo (água???)
Valor convertido: US$ 1.870,00

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Valores deturpados

Enquanto a discussão sobre o filme "Tropa de Elite" corre solta, percebo claramente a minha maior preocupação tornando-se real. A completa deturpação de valores básicos, a má interpretação de uma mensagem clara, gerada por um desespero, necessidade e ignorância do público.

Alguns apontam o filme como facista, outros transformam os soldados do BOPE em heróis, independente do que eles fazem para cumprir suas missões. Em ambos os casos estão errados. Nesse filme não pode ter heróis ou vítimas (esse papel cabe a todos).

Infelizmente chegamos a uma situação em que ter a "melhor tropa de elite de ação urbana do mundo" tornou-se necessário. Porém, não será ela que irá resolver os problemas. Um dos autores do livro, o capitão Rodrigo Pimentel, diz no documentário "Notícias de uma guerra particular" que enquanto o único braço do governo que sobe a favela for a polícia (de elite ou não), não teremos solução. É um ciclo vicioso de crimes, onde mesmo aqueles que deveriam seguir e fazer a lei ser cumprida a deixam de lado, protegidos por justificativas muito bem embasadas.

No YouTube pude encontrar o documentário que cito acima, em uma versão para gringo ver. Está partido em 10 pedaços, mas vale a pena assistir. No mesmo YouTube encontrei várias homenagens aos "heróis" do BOPE e comentários dos usuários dizendo ter orgulho dessa força, ou estimulando as torturas ou execuções em "prol de um bem maior". Acredito que seja resultado da nossa carência de heróis. Triste.



quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Vergonha...

Eu ia fazer um post ironizando, já tinha até título, mas não tive coragem. Acho que esse assunto deve ser levado com seriedade e sobriedade. A minha falta de coragem não é temendo algo e de simplesmente não ter coragem de brincar com assunto tão sério.

Renan Calheiros, em sessão secreta, foi absolvido. Antes de entrar no debate se era armação da oposição ou não, levanto a questão que os nossos "líderes" precisam estar acima de qualquer suspeita, o que não é o caso de Renan Calheiros.

Para tentar ajudar na memória do nosso país, segue abaixo a listagem dos senadores que fizeram parte dessa votação, tidos como apoiadores do Presidente do Senado.

Geraldo Mesquista Junior (PMDB) - esteve envolvido no escandalo do Mensalinho do Geraldinho, onde ele retinha 40% do salário de seus servidores;

Sibá Machado (PT) -renunciou a presidência do Conselho de Ética, atrasando mais o processo;

Tião Viana (PT) - lutou pela sessão secreta e tentou barrar os deputados que conseguiram o direito de assistir ao julgamento;

Euclydes Mello (PTB) - primo e suplente de Fernando Collor de Mello;

João Tenório (PSDB) - assumiu após a eleição como governador de Teotônio Vilela Filho, do qual era suplente;

João Pedro (PT) - foi relator do caso e defendeu a prorrogação da CPMF, ignorando o abaixo assinado de milhares de brasileiros pedindo o contrário;

Gilvam Borges (PMDB) - defendeu o nepotismo alegando que empregava esposa e mãe, por dormir com a primeira e pela segunda tendo parído-o. Foi senador de 94 a 2002, quando perdeu para Capiberibe. Conseguiu a cassação do mandato de Capiberibe em 2005 com a ajuda de Renan Calheiros, que negou o direito de defesa ao Senador. A Gilvam Borges e a família são donos de emissoras de rádio em praticamnete todos os municípios do Amapá e de duas TVs em Macapá;

José Sarney (PMDB) - sem mencionar o seu tempo na presidência, vale lembrar que Vedoin citou seu nome durante o escandalo das Sanguessugas;

Papaléo Paes (PSDB) - era tido como um aliado, mas elegou que seguiria o seu partido durante a votação e iria contribuir para a cassação de Renan Calheiros, mas como a mesma foi secreta, não temos como saber sua posição real;

Antonio Carlos Junior (DEM) - Tomou posse após a morte de seu pai, ACM. Empresário da área de comunicação e presidente da Rede Bahia, grupo que controla o Correio Bahia, a TV Bahia e emissoras de rádio;

César Borges (DEM) - era tido como um aliado, mas após o resultado do julgamento, pronunciou-se indignado e responsabilizou o governo por pressionar os senadores para esse resultado;

João Durval (PDT) - foi acusado de fazer propagando irregular durante sua campanha;

Inácio Arruda (PC do B) - também tido como aliado, que alegou ficar surpreso com a absolvição e com a abstenção de seis senadores durante a votação;

Deixando os históricos um pouco para trás, vamos direto aos nomes pois a lista é grande: Adelmir Santana (DEM); Gim Argello (PTB); Magno Matta (PR); Edison Lobão (DEM); Epitácio Cafeteira (PTB); Roseana Sarney (PMDB); Eduardo Azeredo (PSDB); Wellington Salgado de Oliveira (PMDB); Valter Pereira (PMDB); Jayme Campos (DEM); Jonas Pinheiro (DEM); Serys Slhessarenko (PT); Flexa Ribeiro (PSDB); Efraim Morais (DEM); José Maranhão (PMDB); João Vicente Claudino (PTB); Flávio Arns (PT); Francisco Dornelles (PP); Marcelo Crivella (PRB); Paulo Duque (PMDB); Expedito Júnior (PR); Fátima Cleide (PT); Valdir Raupp (PMDB); Mozarildo Cavalcanti (PTB); Romero Jucá (PMDB); Ideli Salvatti (PT); Neuto de Conto (PMDB); Almeida Lima (PMDB); Antônio Carlos Valadares (PSB); Maria do Carmo Alves (DEM); Aloizio Mercadante (PT); João Ribeiro (PR); Leomar Quintanilha (PMDB);

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Ação sem "bullet time"



Após Matrix ficou difícil assistir um filme de ação sem o bom e velho bullet time, o que aconteceu com isso? A originalidade foi se perdendo. Mas não é esse caso. John McClane está de volta e logo aos 40 minutos de filme já se encontra completamente quebrado.

Dos atores cinquentões que estão retornando para os filmes de ação, Bruce Willis com certeza é o que se encontra em melhores condições. Talvez seja por causa de seu personagem na série Duro de Matar, que exageros à parte, sempre foi muito humano.

Mas o filme não é apenas muito bom só por isso, tem bons vilões, bons personagens coadjuvantes, boas piadas, ótimas cenas de ação com poucas pausas e uma trama tecnológica que embora exagerada faz sentido. Ainda não assisti nenhum ultimato (pra dizer a verdade, não vi nenhum da série), mas pra mim Duro de Matar 4.0 é o melhor filme de ação do inverno.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Santiago

A dúvida era entre "Duro de Matar 4.0" ou um "filme cabeça", resolvi abrir mão da pipoca e aceitei o cabeça. Mas ironizei, entrei no cinema brincando com a sala mais vazia do Artplex. Dizendo que era fácil colocar um filme do João Moreira Salles em um cinema do Unibanco. Quando as pessoas entravam eu apresentava todas elas como "alguma-coisa" Moreira Salles. Ironizei e me enganei como a muito tempo não me enganava.

O que eu esperava ser um documentário sobre a família Moreira Salles, contado por um dos filhos, ou seja auto-admirado, vi um filme sincero e vivo. Que com uma certa distância documenta não a família e sim um personagem, Santiago Badariotti Merlo, o mordômo da família que não apenas falava quatro ou cinco línguas, mas tinha paixões e admirações únicas. E sua forma de expressar tudo isso o torna um personagem memorável.

A narrativa fria, o preto-e-branco e o enquadramento distante reforçam a sinceridade em torno do trabalho e das palavras finais, do personagem e do documentarista. Sem sombra de dúvida, Santiago foi uma das melhores surpresas cinematográficas de 2007.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Saneamento Básico, o filme



Tudo começa em um cidade do interior gaucho. Digo, bem do interior gaucho. Quando a necessidade de realizar uma obra de saneamento básico torna-se prioridade, mas a prefeitura não tem verba para a mesma, apenas para a produção de um filme. Através de uma meta-linguagem, Jorge Furtado e um elenco ótimo, ironizam o sistema público do país e a indústria de celebridades. Grande destaque para Bruno Garcia, que já tinha mostrado ao que veio em Lisbela e o Prisioneiro, Camila Pitanga, Lázaro Ramos e claro para o "Monstro do Fosso" (e o mais importante: o Theo adora imitar o monstro).

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Spider Pig!




Assisti ao Simpsons, o filme. Primeira impressão, ele é bem legal. Mas já vi episódios melhores.

Senti falta de algumas coisas, como por exemplo, aproveitando que era um longa, explorar um pouco mais os personagens da cidade, ir além da família. Afinal de contas, nós que somos fãs do desenho, já conhecemos todos eles e muitas vezes o episódio que parodia Pulp Fiction e conta 5 segundos ou um pouco mais de todos os personagens é considerado um dos melhores.

Como conclusão final, é um filme divertido, tem boas piadas, não se torna chato ou repetitivo, conseguiram ultrapassar a barreira do tamanho de episódio sem grandes problemas.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Graças ao YouTube

Como muitos, sou fã dos Simpsons, ainda não vi o filme, mas sou fã e estou louco para assistir na telona. Uma das coisas que mais gosto nessa série com tantos anos de sucesso é a criatividade de suas aberturas, a qual nunca repete. O sucesso da abertura é tanto que chegaram a filmar uma com atores reais.

Graças ao YouTube outros fãs puderam publicar suas preferidas e alguns fizeram até mesmo uma "coletânea" de aberturas. Abaixo uma das quais eu mais gostei.



Quem sabe, com essa onda totalmente interativa a Fox não faça uma promoção dos fãs criarem suas próprias aberturas. Assim diversos ilustradores e/ou animadores de grande talento que temos espalhados por aí possa estravasar um pouco sua criatividade.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Blogs em alta

A Nissan está vindo para o Brasil com uma força de divulgação bem interessante. Primeiro foi o lançamento do Nissan Sentra, com o The Uncle's e a campanha onLine "Saia do Quadrado".

Agora eles lançaram o Tiida, apelidado por mim carinhosamente de MaTiilda. E como lançamento criaram a campanha "De dentro pra fora", uma idéia ótima para atingir um público bem segmentado. E para completar a ação, a campanha on-line foi a criação de um Blog chamado Lounge Tiida, onde os autores são Ed Motta e João Marcello Bôscoli, falando sobre música, cinema, literatura, quadrinhos, viagens, culinária e qualquer coisa pessoal. Um golaço, passei a visitar o blog constantemente.

Além disso, Blog virou tema da campanha do Estadão, na verdade o mesmo tenta depreciar a credibilidade dos blogs para poder levantar a sua. Pra mim é patético ver um jornal como o Estadão brigando contra um canal extremamente pessoal. Bola fora.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Esse tal de Rock n' Roll

Quem ainda não viu no YouTube o momento do Show do Lobão no Circo Voador onde uma mulher sobe no palco e manda um topless totalmente Rock n' Roll, aproveite e veja agora.



Isso pra mim é Rock n' Roll. Engraçado como eu sempre fiz muita diferenciação entre a atitude do homem e da mulher no Rock. Acho patética atitudes como de colocar o pau pra fora, já falei mal de Flea, Kurt Cobain e até mesmo Iggy Pop por isso. Não por uma questão sexual e sim de atitude mesmo, eu não acredito que o homem que coloque o pau pra fora esteja sendo contraventor, enquanto para a mulher a exibição do corpo tem toda uma conotação de quebra do paradigma e da "decência".

Nessa mesma semana descobri que Juliette Lewis, uma atriz que ficou muito marcada por filmes como Assassinos por Natureza e Cabo do Medo, tem uma banda e está vindo para o Tim Festival, a Juliette and the Licks. Essa atriz me marcou pois nunca a achei bonita, mas ela tinha uma atitude temperada por sex-appeal, algo que eu creditava a suas personagens, agora vejo nos vídeos de sua banda que é algo próprio.

Mais uma surpresa positiva da atitude feminina. Como disse, esse tal de Rock n' Roll.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Luto

Terminei de ler hoje o último livro da série "O Imperador". A medida que a leitura foi avançando somente a idéia e a certeza de saber que Marco Brutus iria trair seu melhor amigo tornava-se algo angustiante. Piora após o perdão da batalha da Farsália, a facada de Brutus o torna em vilão praticamente sem prescedentes. Diferente da série da HBO que embora seja maravilhosa não conseguiu passar a indignação da traição de Brutus

Conn Iggulden manteve o ritmo e o estilo de escrita durante o último livro, a saga de Caio Julio César só cresce, assim como o seu carisma e sensação de poder. Acredito que essa seja a questão, no final, realmente o leitor pode cogitar que a única saída para o povo de Roma, seria o assassinato do Ditador Vitalício. E nisso Iggulden também dá um show, o que motiva o senado não é a fé e o ideal na república e sim o sentimento de ser esquecido, não mais vistos, abandonados na história. A república já estava morrendo e todos tentam salvá-la por motivos egoístas, Brutus inclusive.

Os Deuses da Guerra fecha a história de César, deixando a possibilidade do autor voltar ao tema de Roma exatamente à partir do 15º dia de março, quando o "Deus da Guerra" foi assassinado.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Canecas com a sua cor

Se você trabalha com design, publicidade ou marketing, com certeza conhece a boa e velha tabela de cores Pantone. É uma das principais ferramentas da produção gráfica. Acho que não sou o único designer que viu isso como um objeto de desejo!


Se alguém estiver vindo das terras da Rainha ou do Tio Sam e quiser trazer uma pra mim de lembrança, vai acertar em cheio!

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Morte dos Reis

No que o primeiro deixa a desejar em termos de trama e de personagens cativantes. O segundo livro da série de quatro volumes, dá de sobra. Com uma trama que me atraiu como um imã e personagens que cresceram de uma forma inimaginável, li "a Morte dos Reis" sem perceber o tempo passando. Por diversas vezes me perdi em suas páginas e quando notei, o bom senso ou sono já deveriam ter me feito parar de ler bem antes.

O segundo livro conta a ingressão de Julio César nas legiões, assim como de seu melhor amigo Marco, mudanças radicais no senado romano e o crescimento de poder do futuro imperador. Com alguns ajustes na história, o livro floreia um pouco mais a vida de César e consegue representar exatamente a personalidade carismática que um líder como ele deveria ter. Se o primeiro valia a pena, o segundo nem se comenta. Fico feliz de já ter o terceiro em mãos.

terça-feira, 24 de julho de 2007

Não voe por Congonhas

Embora eu não esteja mais viajando tanto para Sampa, vale aderir a esse movimento. Após o acidente eu fiquei sem palavras. Essa campanha é uma atitude na qual eu acredito. Afinal de contas, na altura do campeonato, não foi apenas um erro, foi a soma de todos eles.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Sem saída

Espinosa é um delegado da 12ª DP. Localizada na R. Hilário de Gouvéia, em Copacabana. Suas tramas policiais ocorrem todas na cidade do Rio de Janeiro, com grandes descrições das características e dia-a-dia do bairro.

Desde que me mudei para Copa me identifico com as histórias de Espinosa, mas dessa vez o autor (Luiz Alfredo Garcia-Roza), leva o crime para nenhum lugar mais do que a minha rua. Em Espinosa Sem Saída, tudo começa na Marechal Mascarenhas de Morais.

O último livro embora seja bom, não supera os anteiores. A trama é interessante, mas tive a sensação de uma conclusão um pouco vazia, realmente faltaram peças para completar a trama policial e satisfazer o leitor.