Escrever, sentir e refletir
Muito tempo sem escrever. Bastante tempo sentindo e refletindo.
Ontem, enquanto eu precisava trabalhar em casa, o Velox me deixou na mão mais uma vez. E me peguei falando copiosamente que “odiava” aquela mensagem automática do 0800: “Senhor assinante, no momento a Telemar está fazendo uma manutenção de emergência na sua região. Por favor, tente se reconectar em duas horas.” Duas horas se passaram, três e quatro horas. Nada. O mais importante disso é que lembrei de quando eu era mais novo e evitava usar a palavra “ódio”, isso porque eu sempre a via como algo tão forte quanto “amor”. Você não diz “eu te amo” para qualquer pessoa em qualquer situação, ao menos não deveria. O mesmo deve ser aplicado ao “eu odeio”. Vou tentar lembrar mais disso.
Acabei percebendo durante as últimas semanas que as mudanças que parecem pequenas podem ser as maiores. Basta conseguir vê-las dentro do cenário e contexto. Sempre disse que gostei de mudanças, mas agora posso dizer que vibro (ou vibrei) com as mais óbvias, as que parecem grandes, que de fato podem ser menores.
Estou relendo Sandman: Estação das Brumas. Agora está melhor do que das primeiras leituras. A última vez que li deve ter uns 5 anos.
“Percorra qualquer caminho no jardim de Destino e você terá que fazer não apenas uma, mas muitas escolhas. Os caminhos se bifurcam e se dividem. A cada passo neste jardim, uma escolha é feita. E cada uma determina rumos futuros. Após caminhar a vida toda, porém, às suas costas você enxergaria um único e longo caminho, à sua frente, veria somente escuridão.”
Hoje dei um segundo passo.
sexta-feira, 24 de março de 2006
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quadrinhos
quinta-feira, 9 de março de 2006
Mantendo o assunto.
Eu ia falar de cinema e alguns filmes que assisti, mas vai ficar pro próximo post.
Ontem fizemos a segunda ultra, o bebê está com 49 mm, dorminhoco, não acordou mesmo com todo o terremoto na barriga da mamãe e quando ele começou a acordar, reclamou chutando loucamente em protesto. O coraçãozinho dele tem uma batida que dá pra confiar, realmente é filho de Guapi.
Por mim fazia uma a cada dois dias. Mas o doutor falou que o Plano de Saúde pode não cobrir. Que pena.
Eu ia falar de cinema e alguns filmes que assisti, mas vai ficar pro próximo post.
Ontem fizemos a segunda ultra, o bebê está com 49 mm, dorminhoco, não acordou mesmo com todo o terremoto na barriga da mamãe e quando ele começou a acordar, reclamou chutando loucamente em protesto. O coraçãozinho dele tem uma batida que dá pra confiar, realmente é filho de Guapi.
Por mim fazia uma a cada dois dias. Mas o doutor falou que o Plano de Saúde pode não cobrir. Que pena.
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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2006
Inabalável
Nos últimas semanas estou fechando três projetos. Fase final, onde aparecem todos os “probleminhas” para serem resolvidos com uma equipe ainda menor. Estou trabalhando até muito mais tarde todas as noites, com a plena sensação que dessa vez algo pode dar errado.
Vi todos os sinais de cuidado, depois de proibido, depois de alerta crítico. Por ser “necessário” ultrapassei todos, e descobri que nunca, em condição alguma, desejaria estar mais estressado do que estou.
Mas quer saber? Está me afetando menos.
Embora esteja ansioso pra cacete (não consigo ficar com as pernas paradas), estou bem humorado. Só dou crédito a duas coisas, ou melhor, uma pessoa muito pequena e a pessoa que me trouxe e guarda essa primeira. Como se em todos os momentos máximos de pico, quando eu poderia explodir, simplesmente me lembro que elas existem e tudo parece pequeno, mínimo, menor do que uma cabeça de alfinetes. Com elas sinto que existe um ponto de alegria e equilíbrio inabalável.
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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2006
Éramos Dois
Não sei como dizer, ou escrever, ou mesmo expressar por imagens símbolos ou qualquer outro sinal. Só sei que nos últimos sete anos, entre namoro e casamento, fomos dois e isso era um mundo. Hoje somos três, e isso é um mundo, um novo mundo.
Impressionante como a sensação que tenho de alegria plena possa ser visualizada e ouvida em um pequeno coração que cabe, atualmente, em uma pessoa de 5 mm. Nunca estive tão feliz, nunca foi tão fácil levar qualquer idéia inicial a uma linha de raciocínio que chega até daqui a nove meses, nove anos, noventa anos.
O único pedido que fiz abertamente no Reveillon foi que 2006 me fizesse reclamar de 2005. Já fui atendido.
Vou ter que acelerar a compra e fechamento da coleção de Asterix.
Não sei como dizer, ou escrever, ou mesmo expressar por imagens símbolos ou qualquer outro sinal. Só sei que nos últimos sete anos, entre namoro e casamento, fomos dois e isso era um mundo. Hoje somos três, e isso é um mundo, um novo mundo.
Impressionante como a sensação que tenho de alegria plena possa ser visualizada e ouvida em um pequeno coração que cabe, atualmente, em uma pessoa de 5 mm. Nunca estive tão feliz, nunca foi tão fácil levar qualquer idéia inicial a uma linha de raciocínio que chega até daqui a nove meses, nove anos, noventa anos.
O único pedido que fiz abertamente no Reveillon foi que 2006 me fizesse reclamar de 2005. Já fui atendido.
Vou ter que acelerar a compra e fechamento da coleção de Asterix.
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segunda-feira, 21 de novembro de 2005
Quando for minha vez, quero estar assim...
Na última semana fomos assistir o Jardineiro Fiel. Que nome ingrato, e ao mesmo tempo genial, para se colocar em um filme. Fui de má vontade. Não tinha lido nada sobre o filme e o nome me dizia que era daqueles do tipo de “A Procura de Kandahaar” (é assim que se escreve essa maldição?). O filme é ótimo, mesmo que seja um soco na boca do estomago vale assistir. Na verdade, é por isso mesmo que tem que ser visto.
Mas o filme não é o motivo do post. Após às 23h ao final da película, enquanto esperava a Lelê, observei um senhor e três senhoras (todos acima dos 65 verões), saindo do filme. Eles conversavam sobre cinema, elenco e diretor. Extremamente interados e a vontade com o cenário atual da industria cinematográfica. Isso já era muito divertido, até que uma das senhoras pergunta: “E então? Como vai ser?”.
A outra, em dúvida, responde: “Será que o Manuel ainda está aberto?”
O senhor logo interveio: “Acho mais seguro o Llamas. Não corremos risco.”
Todas concordaram.
Ele conclui o debate: “Já disse para Maria, no Rio só existem três bares: Llamas, Cervantes e Nova Capela”.
Assim dito, assim feito!
Só quero que quando for minha vez, 65 anos ou mais, eu esteja assim...
quinta-feira, 17 de novembro de 2005
Desejos incontroláveis
Já que o papo foi para quadrinhos / histórias que gostaria que meus filhos tivessem acesso. Vou roubar um estilo de alta fidelidade e listar aqueles que independente da faixa etária, adoraria que o rebento lesse.
01. Sandman - todas as histórias, mas principalmente a breve história de Homem de Boa Fortuna e a saga Estação das Brumas;
02. Maus - uma maneira de rever a história do holocausto, já que eles vão conhecer essa praticamente como conhecemos a I Guerra;
03. Wacthmen - ajuda um pouco a quebrar o mito do super-herói sem deslizes de personalidade;
04. V de Vendetta - uma das minhas preferidas, me ajudou a entender que mesmo a Anarquia tem um propósito;
05. O Edifício - por que fala sobre pessoas;
Já que o papo foi para quadrinhos / histórias que gostaria que meus filhos tivessem acesso. Vou roubar um estilo de alta fidelidade e listar aqueles que independente da faixa etária, adoraria que o rebento lesse.
01. Sandman - todas as histórias, mas principalmente a breve história de Homem de Boa Fortuna e a saga Estação das Brumas;
02. Maus - uma maneira de rever a história do holocausto, já que eles vão conhecer essa praticamente como conhecemos a I Guerra;
03. Wacthmen - ajuda um pouco a quebrar o mito do super-herói sem deslizes de personalidade;
04. V de Vendetta - uma das minhas preferidas, me ajudou a entender que mesmo a Anarquia tem um propósito;
05. O Edifício - por que fala sobre pessoas;
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quarta-feira, 16 de novembro de 2005
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terça-feira, 8 de novembro de 2005
Colocando em prática
Nesse final de semana, durante a festa de um ótimo amigo (parabéns!), recebi uma dica muito valiosa de outro grande amigo. Na verdade, eu e a Lelê, recebemos essa dica. E por causa desse toque me lembrei de uma conversa que tive mais ou menos uns 13 anos atrás. Quando entre colecionadores de quadrinhos, discutíamos sobre coleções que gostaríamos de guardar para nossos filhos lerem.
Na época, disse que adoraria guardar Asterix. Porém, naquele tempo era muito raro e caro encontrar tais revistas. Hoje toda a coleção está sendo reeditada, a preços razoáveis e já no domingo, adquiri três delas, que se for do agrado, serão lidas pelos nossos filhos.
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sexta-feira, 4 de novembro de 2005
Monólogo
Sem muito que dizer. Guardo-me em um monólogo, um momento de introspecção em que observo o que sinto e como reajo ao exterior. Dessa perspectiva, tudo é muito diferente, mais do que pude imaginar.
Apenas registro, usamos tão pouco da nossa mente para ocupá-la com preconceitos.
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sexta-feira, 14 de outubro de 2005
Cinco anos
Cinco anos atrás, em um sábado, seis casais estiveram em um altar para testemunhar uma cerimônia. Foi um rito de união entre duas pessoas que se amam e pretendem construir algo juntos. Sendo parte disso, preciso agradecer não somente a essas doze pessoas por terem estado lá e ter se mantido do nosso lado durante todos esses anos e, claro, agradecer a Deus, ao destino ou algo que tenha trazido a pessoa mais maravilhosa que já imaginei conhecer para perto de mim.
Lele, já disse umas mil vezes que você me completa. Já disse mais de mil vezes que te amo. Já disse também outras mil vezes que você me motiva e desafia a viver mais e melhor. Mas nunca senti que todas essas vezes tenham sido o suficiente para expressar tudo o que realmente sinto. Te amo, espero que os cinco virem cinqüenta, e que esses se tornem quinhentos.
Lele, já disse umas mil vezes que você me completa. Já disse mais de mil vezes que te amo. Já disse também outras mil vezes que você me motiva e desafia a viver mais e melhor. Mas nunca senti que todas essas vezes tenham sido o suficiente para expressar tudo o que realmente sinto. Te amo, espero que os cinco virem cinqüenta, e que esses se tornem quinhentos.
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casa
quinta-feira, 13 de outubro de 2005
Armas ?
O referendo está chegando, no dia 23 iremos votar se será permitido ou não a comercialização de armas de fogo no país. Vou abrir mão da minha opinião disso tudo ser apenas uma questão pouco importante perante a crise política e do dia nacional da Yoga / Yôga (parece brincadeira, né?).
Estou apenas surpreso com a campanha do medo que está sendo instituída. As pessoas fazem campanhas dizendo que agora o ladrão irá ter certeza que você não tem arma para defender sua casa e sua família. Falam que isso não irá afetar o armamento do crime organizado, que todos nós temos que ter o direito de poder escolher se queremos ter arma ou não. Que nada deve ser proibido.
Essas afirmações me levantam diversas perguntas: Para as pessoas terem o direito de escolha elas não devem ter capacidade de discernimento sóbrio sobre o assunto? Desde quando está sendo discutido o poderio bélico das favelas do Rio de Janeiro? E o mais importante, desde quando ter a arma em casa é garantia de defesa com eficiência?
A “cultura do medo”, que estamos praticamente imitando da tão “bem sucedida” cultura americana, esquece dos acidentes que ocorrem nas casas, dos assassinatos em bares devido a discussão de futebol, dos homicídios no condomínio. Essa mesma cultura tenta passar apenas a sensação de estar na mira da arma, deixam de citar a sensação de estar sobre a outra perspectiva.
Fico mais indignado ao perceber a facilidade que temos para abrir mão da evolução social, cultural e humanitária em troca de uma garantia de pólvora. Que ao menor sinal de fogo, explode.
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violência
quinta-feira, 15 de setembro de 2005
Por volta de uma semana atrás, alguém deve ter alimentado eles após a meia noite. Começou com o computador do escritório que foi para a assistência técnica, passou para o MuVo que teve que ser "atualizado", atingiu sem pudor a máquina de casa - mais dois formats para sua história - e no fim, não poupou o celular - tive de comprar um novo chip. Tudo foi-se, em uma semana.
O realismo escorre por entre os dedos, na última semana tudo tange o surreal. Começo acreditar que estou tendo um pesadelo de 40 horas. No qual passo tais horas sem dormir e me envolvo com picos de humor e energia, a mente divaga e lida com pessoas complexas e complexadas. Nos devaneios, uma caneta repousa na mão e nasce o "bigode". Um abridor de garrafas. Não estou acordado, se estivesse já deveria estar babando sobre esse teclado e com tremores.
São 01h30 de quinta-feira, ainda não acordei e a pergunta não cala, o que está segurando esse corpo nas terras de Morpheus?
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trabalho
sexta-feira, 19 de agosto de 2005
Informativo atrasado
O que aprendemos nos últimos dias: Sempre existirá neverland. Afinal, tá na mente.
O que aprendemos nos últimos dias: Sempre existirá neverland. Afinal, tá na mente.
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quarta-feira, 17 de agosto de 2005
O Abusado
Terminei de ler o livro de Caco Barcelos, Abusado, nele é narrada a história de Marcinho V.P., o “dono do Santa Marta”, um dos bandidos mais procurados do Rio de Janeiro.
O livro é ótimo. Um tanto quanto parcial ao não narrar algumas ações do criminoso e dar destaque ao seu interesse “sócio-cultural”. Um dos pontos positivos do livro é a forma que é narrada a vida dentro das favelas, suas conexões e seus moradores (honestos e desonestos).
O grande mérito é a apresentação do cenário do crime carioca e a ação da segurança do estado e município. A qual é motivada unicamente pela imprensa. Ou seja, parece que a segurança só trabalha quando o bandido vira notícia nas capas dos jornais.
Terminei de ler o livro de Caco Barcelos, Abusado, nele é narrada a história de Marcinho V.P., o “dono do Santa Marta”, um dos bandidos mais procurados do Rio de Janeiro.
O livro é ótimo. Um tanto quanto parcial ao não narrar algumas ações do criminoso e dar destaque ao seu interesse “sócio-cultural”. Um dos pontos positivos do livro é a forma que é narrada a vida dentro das favelas, suas conexões e seus moradores (honestos e desonestos).
O grande mérito é a apresentação do cenário do crime carioca e a ação da segurança do estado e município. A qual é motivada unicamente pela imprensa. Ou seja, parece que a segurança só trabalha quando o bandido vira notícia nas capas dos jornais.
segunda-feira, 8 de agosto de 2005
Chega a ser brincadeira...
A capa da Isto É dessa semana foi: “O Drama dos Inocentes. Como vivem os filhos daqueles que viram alvo das CPIs”. Não deveria ser: “O Drama das Vítimas. Como vivem os brasileiros sem a verba desviada em Brasília” ?
E depois a Isto É é uma revista imparcial.
A capa da Isto É dessa semana foi: “O Drama dos Inocentes. Como vivem os filhos daqueles que viram alvo das CPIs”. Não deveria ser: “O Drama das Vítimas. Como vivem os brasileiros sem a verba desviada em Brasília” ?
E depois a Isto É é uma revista imparcial.
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política
quarta-feira, 3 de agosto de 2005
Atualizando
Muito tempo sem postar e tanta coisa para comentar. Vou fazer aqueles com notícias rápidas.
Cumadi Lol fez aniversário no dia 01 de agosto! Parabéns! As festividades foram ótimas e sempre existirá Neverland (tudo conspira para que dê certo).
Estou conseguindo seguir com as leituras, agora peguei de vez o Abusado e está fenomenal! Melhor do que o Cidade de Deus. Pela favela tema do segundo ser mais afastada da Zona Sul, a integração entre as classes é reduzida. O que é bem claro no caso da história do VP e do Santa Marta.
Vi Sin City. Simplesmente genial. A melhor adaptação de quadrinhos já realizada. Algumas pessoas podem julgar o filme muito violento. De fato é, mas essa é a história de Sin City.
Muito trabalho, mas ainda tenho tempo para aproveitar as noites dos dias da semana. Inclusive, alguém topa um chopp amanhã?
Muito tempo sem postar e tanta coisa para comentar. Vou fazer aqueles com notícias rápidas.
Cumadi Lol fez aniversário no dia 01 de agosto! Parabéns! As festividades foram ótimas e sempre existirá Neverland (tudo conspira para que dê certo).
Estou conseguindo seguir com as leituras, agora peguei de vez o Abusado e está fenomenal! Melhor do que o Cidade de Deus. Pela favela tema do segundo ser mais afastada da Zona Sul, a integração entre as classes é reduzida. O que é bem claro no caso da história do VP e do Santa Marta.
Vi Sin City. Simplesmente genial. A melhor adaptação de quadrinhos já realizada. Algumas pessoas podem julgar o filme muito violento. De fato é, mas essa é a história de Sin City.
Muito trabalho, mas ainda tenho tempo para aproveitar as noites dos dias da semana. Inclusive, alguém topa um chopp amanhã?
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terça-feira, 26 de julho de 2005
O Reich
Quase um mês atrás eu assisti ao filme “A Queda, as últimas horas de Hitler”. Embora a tradução do título tenha sido ingrata, já que de fato o filme o retrata os últimos dias do Reich, ele continua sendo um ótimo filme. Dá a entender que foi todo escrito e produzido em cima de relatórios de alemães que faziam parte da cúpula do partido que sobreviveram a guerra. Minha única questão com o filme é em relação a perspectiva escolhida, no lugar da secretária de Hitler, talvez tivesse sido mais rico em detalhes a visão do soldado da SS que cuidava da segurança dele.
O post sobre esse filme é muito atrasado. Mas não foi o filme que o motivou, foi o término da leitura de Maus, de Art Spiegelman. História em Quadrinhos vencedora do Pulitzer que conta a história do holocausto, em grande parte Auschwitz, pela perspectiva de Vladek e Anja, os pais do autor. A história usa a metáfora de bichos para ser contada, onde os judeus são ratos, alemães gatos, poloneses porcos, americanos cães e franceses sapos. Ainda assim, ela é extremamente humanizada. Para quem não leu, é imprescindível que leia.
Somando “A Queda” e “Maus”, vim a pensar em uma certa banalização do tema. A cada ano uma quantidade impressionante de livros, filmes e seriados saem sobre o holocausto. Isso faz com que histórias mais genéricas perca sua “força”, deixando espaço unicamente para as mais pessoais e humanas. Seja no caso de Maus através da família Spiegelman ou mesmo pela visão humana de Hitler em “A Queda”.
Quase um mês atrás eu assisti ao filme “A Queda, as últimas horas de Hitler”. Embora a tradução do título tenha sido ingrata, já que de fato o filme o retrata os últimos dias do Reich, ele continua sendo um ótimo filme. Dá a entender que foi todo escrito e produzido em cima de relatórios de alemães que faziam parte da cúpula do partido que sobreviveram a guerra. Minha única questão com o filme é em relação a perspectiva escolhida, no lugar da secretária de Hitler, talvez tivesse sido mais rico em detalhes a visão do soldado da SS que cuidava da segurança dele.
O post sobre esse filme é muito atrasado. Mas não foi o filme que o motivou, foi o término da leitura de Maus, de Art Spiegelman. História em Quadrinhos vencedora do Pulitzer que conta a história do holocausto, em grande parte Auschwitz, pela perspectiva de Vladek e Anja, os pais do autor. A história usa a metáfora de bichos para ser contada, onde os judeus são ratos, alemães gatos, poloneses porcos, americanos cães e franceses sapos. Ainda assim, ela é extremamente humanizada. Para quem não leu, é imprescindível que leia.
Somando “A Queda” e “Maus”, vim a pensar em uma certa banalização do tema. A cada ano uma quantidade impressionante de livros, filmes e seriados saem sobre o holocausto. Isso faz com que histórias mais genéricas perca sua “força”, deixando espaço unicamente para as mais pessoais e humanas. Seja no caso de Maus através da família Spiegelman ou mesmo pela visão humana de Hitler em “A Queda”.
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sexta-feira, 22 de julho de 2005
Relação com o trabalho
Sério, amo onde e com o que trabalho. Ainda não faço cem por cento do tempo somente o que gosto de fazer. Passo por momentos estressantes e grandes viradas de projetos. Essas coisas que aumentam a adrenalina de qualquer e por isso muitos se tornam workaholic (ainda não é o meu caso).
Mas infelizmente, hoje sexta-feira, caiu uma ficha. Não vou agüentar esse ritmo por muito mais tempo. As coisas precisam encontrar em um pequeno eixo a seguir para que eu possa aproveitar tudo que planto.
No meu trabalho a única coisa que realmente me desmotiva é quando um cliente confunde um designer com um “usador” de photoshop. Odeio fazer coisas burras só pq o cliente quer, odeio ter que ficar calado pelo simples fato do cliente não reconhecer sua experiência ou expertise. E por um cliente desses estou passando nesse momento. Tudo bem, eles são assim, apenas passam.
Sério, amo onde e com o que trabalho. Ainda não faço cem por cento do tempo somente o que gosto de fazer. Passo por momentos estressantes e grandes viradas de projetos. Essas coisas que aumentam a adrenalina de qualquer e por isso muitos se tornam workaholic (ainda não é o meu caso).
Mas infelizmente, hoje sexta-feira, caiu uma ficha. Não vou agüentar esse ritmo por muito mais tempo. As coisas precisam encontrar em um pequeno eixo a seguir para que eu possa aproveitar tudo que planto.
No meu trabalho a única coisa que realmente me desmotiva é quando um cliente confunde um designer com um “usador” de photoshop. Odeio fazer coisas burras só pq o cliente quer, odeio ter que ficar calado pelo simples fato do cliente não reconhecer sua experiência ou expertise. E por um cliente desses estou passando nesse momento. Tudo bem, eles são assim, apenas passam.
quinta-feira, 21 de julho de 2005
E o tempo
Quase um mês sem faculdade e ainda não entendi direito como funciona essa coisa de ter tempo. Quando me imagino chegando em casa, enquanto a Lelê está no trabalho ou fazendo outra atividade, perco a pressa de sair da agência. Quando largo cedo do trabalho, encontro ela e fazemos algo, ainda estranhamos. Não é um hábito comum do ser humano ir ao cinema ou alugar um DVD durante a semana, é?
Com tanto tempo, estou me atrapalhando. Principalmente em relação a leitura. Comecei com Buddha (presente de aniversário do amigo Augustinho), que foi interrompido por Abusado, que foi esquecido na mochila, junto com a vã esperança de leitura no trabalho e substituído por Maus. Espero terminar esse último para retornar aos anteriores, nem que seja na ordem inversa.
Além da leitura preciso manter o foco para começar a executar alguns projetos pessoais (acho que não consigo viver sem ao menos os exercícios de projetos pessoais) e aproveitar mais esse tal tempo. Será mais fácil agora com a Julia passando um tempinho aqui em casa.
Falando em amigos! Ontem foi o dia dos amigos e quero dizer a todos vocês (não preciso citar nomes) que não só amo e admiro vocês, como é muito bom poder ter vocês na minha vida! Valeu!
Quase um mês sem faculdade e ainda não entendi direito como funciona essa coisa de ter tempo. Quando me imagino chegando em casa, enquanto a Lelê está no trabalho ou fazendo outra atividade, perco a pressa de sair da agência. Quando largo cedo do trabalho, encontro ela e fazemos algo, ainda estranhamos. Não é um hábito comum do ser humano ir ao cinema ou alugar um DVD durante a semana, é?
Com tanto tempo, estou me atrapalhando. Principalmente em relação a leitura. Comecei com Buddha (presente de aniversário do amigo Augustinho), que foi interrompido por Abusado, que foi esquecido na mochila, junto com a vã esperança de leitura no trabalho e substituído por Maus. Espero terminar esse último para retornar aos anteriores, nem que seja na ordem inversa.
Além da leitura preciso manter o foco para começar a executar alguns projetos pessoais (acho que não consigo viver sem ao menos os exercícios de projetos pessoais) e aproveitar mais esse tal tempo. Será mais fácil agora com a Julia passando um tempinho aqui em casa.
Falando em amigos! Ontem foi o dia dos amigos e quero dizer a todos vocês (não preciso citar nomes) que não só amo e admiro vocês, como é muito bom poder ter vocês na minha vida! Valeu!
segunda-feira, 11 de julho de 2005
Ao menos para mim, Batman nunca foi um super-herói. Sempre o vi com a roupagem de um vigilante. Um homem que se colocava acima da lei para fazer justiça. Com o tempo e depois de ler algumas revistas como “A Piada Mortal”, “Asilo Arkhan”, “Cavaleiro das Trevas”, “Messias” e claro “Ano 1”, ele deixou de ser um vigilante comum e passou a ser um psicopata sério, tão doente quanto seus vilões. Uma idéia que antes da justiça, vinha o medo. E é nessa idéia que o filme se baseia e por isso é ótimo.
Já me falaram que o filme não é tão bom quanto o Homem-Aranha. Discordo, Homem-Aranha sempre foi escrito para ser divertido. Batman nem sempre pode ser divertido. E é por isso também que mesmo com algumas adaptações da história do personagem, o filme ainda é ótimo.
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