sexta-feira, 19 de agosto de 2005

Informativo atrasado

O que aprendemos nos últimos dias: Sempre existirá neverland. Afinal, tá na mente.

quarta-feira, 17 de agosto de 2005

O Abusado

Terminei de ler o livro de Caco Barcelos, Abusado, nele é narrada a história de Marcinho V.P., o “dono do Santa Marta”, um dos bandidos mais procurados do Rio de Janeiro.

O livro é ótimo. Um tanto quanto parcial ao não narrar algumas ações do criminoso e dar destaque ao seu interesse “sócio-cultural”. Um dos pontos positivos do livro é a forma que é narrada a vida dentro das favelas, suas conexões e seus moradores (honestos e desonestos).

O grande mérito é a apresentação do cenário do crime carioca e a ação da segurança do estado e município. A qual é motivada unicamente pela imprensa. Ou seja, parece que a segurança só trabalha quando o bandido vira notícia nas capas dos jornais.

segunda-feira, 8 de agosto de 2005

Chega a ser brincadeira...

A capa da Isto É dessa semana foi: “O Drama dos Inocentes. Como vivem os filhos daqueles que viram alvo das CPIs”. Não deveria ser: “O Drama das Vítimas. Como vivem os brasileiros sem a verba desviada em Brasília” ?

E depois a Isto É é uma revista imparcial.

quarta-feira, 3 de agosto de 2005

Atualizando

Muito tempo sem postar e tanta coisa para comentar. Vou fazer aqueles com notícias rápidas.

Cumadi Lol fez aniversário no dia 01 de agosto! Parabéns! As festividades foram ótimas e sempre existirá Neverland (tudo conspira para que dê certo).

Estou conseguindo seguir com as leituras, agora peguei de vez o Abusado e está fenomenal! Melhor do que o Cidade de Deus. Pela favela tema do segundo ser mais afastada da Zona Sul, a integração entre as classes é reduzida. O que é bem claro no caso da história do VP e do Santa Marta.

Vi Sin City. Simplesmente genial. A melhor adaptação de quadrinhos já realizada. Algumas pessoas podem julgar o filme muito violento. De fato é, mas essa é a história de Sin City.

Muito trabalho, mas ainda tenho tempo para aproveitar as noites dos dias da semana. Inclusive, alguém topa um chopp amanhã?

terça-feira, 26 de julho de 2005

O Reich

Quase um mês atrás eu assisti ao filme “A Queda, as últimas horas de Hitler”. Embora a tradução do título tenha sido ingrata, já que de fato o filme o retrata os últimos dias do Reich, ele continua sendo um ótimo filme. Dá a entender que foi todo escrito e produzido em cima de relatórios de alemães que faziam parte da cúpula do partido que sobreviveram a guerra. Minha única questão com o filme é em relação a perspectiva escolhida, no lugar da secretária de Hitler, talvez tivesse sido mais rico em detalhes a visão do soldado da SS que cuidava da segurança dele.

O post sobre esse filme é muito atrasado. Mas não foi o filme que o motivou, foi o término da leitura de Maus, de Art Spiegelman. História em Quadrinhos vencedora do Pulitzer que conta a história do holocausto, em grande parte Auschwitz, pela perspectiva de Vladek e Anja, os pais do autor. A história usa a metáfora de bichos para ser contada, onde os judeus são ratos, alemães gatos, poloneses porcos, americanos cães e franceses sapos. Ainda assim, ela é extremamente humanizada. Para quem não leu, é imprescindível que leia.

Somando “A Queda” e “Maus”, vim a pensar em uma certa banalização do tema. A cada ano uma quantidade impressionante de livros, filmes e seriados saem sobre o holocausto. Isso faz com que histórias mais genéricas perca sua “força”, deixando espaço unicamente para as mais pessoais e humanas. Seja no caso de Maus através da família Spiegelman ou mesmo pela visão humana de Hitler em “A Queda”.

sexta-feira, 22 de julho de 2005

Relação com o trabalho

Sério, amo onde e com o que trabalho. Ainda não faço cem por cento do tempo somente o que gosto de fazer. Passo por momentos estressantes e grandes viradas de projetos. Essas coisas que aumentam a adrenalina de qualquer e por isso muitos se tornam workaholic (ainda não é o meu caso).

Mas infelizmente, hoje sexta-feira, caiu uma ficha. Não vou agüentar esse ritmo por muito mais tempo. As coisas precisam encontrar em um pequeno eixo a seguir para que eu possa aproveitar tudo que planto.

No meu trabalho a única coisa que realmente me desmotiva é quando um cliente confunde um designer com um “usador” de photoshop. Odeio fazer coisas burras só pq o cliente quer, odeio ter que ficar calado pelo simples fato do cliente não reconhecer sua experiência ou expertise. E por um cliente desses estou passando nesse momento. Tudo bem, eles são assim, apenas passam.

quinta-feira, 21 de julho de 2005

E o tempo

Quase um mês sem faculdade e ainda não entendi direito como funciona essa coisa de ter tempo. Quando me imagino chegando em casa, enquanto a Lelê está no trabalho ou fazendo outra atividade, perco a pressa de sair da agência. Quando largo cedo do trabalho, encontro ela e fazemos algo, ainda estranhamos. Não é um hábito comum do ser humano ir ao cinema ou alugar um DVD durante a semana, é?

Com tanto tempo, estou me atrapalhando. Principalmente em relação a leitura. Comecei com Buddha (presente de aniversário do amigo Augustinho), que foi interrompido por Abusado, que foi esquecido na mochila, junto com a vã esperança de leitura no trabalho e substituído por Maus. Espero terminar esse último para retornar aos anteriores, nem que seja na ordem inversa.

Além da leitura preciso manter o foco para começar a executar alguns projetos pessoais (acho que não consigo viver sem ao menos os exercícios de projetos pessoais) e aproveitar mais esse tal tempo. Será mais fácil agora com a Julia passando um tempinho aqui em casa.

Falando em amigos! Ontem foi o dia dos amigos e quero dizer a todos vocês (não preciso citar nomes) que não só amo e admiro vocês, como é muito bom poder ter vocês na minha vida! Valeu!

segunda-feira, 11 de julho de 2005

“Begins”

Ao menos para mim, Batman nunca foi um super-herói. Sempre o vi com a roupagem de um vigilante. Um homem que se colocava acima da lei para fazer justiça. Com o tempo e depois de ler algumas revistas como “A Piada Mortal”, “Asilo Arkhan”, “Cavaleiro das Trevas”, “Messias” e claro “Ano 1”, ele deixou de ser um vigilante comum e passou a ser um psicopata sério, tão doente quanto seus vilões. Uma idéia que antes da justiça, vinha o medo. E é nessa idéia que o filme se baseia e por isso é ótimo.

Já me falaram que o filme não é tão bom quanto o Homem-Aranha. Discordo, Homem-Aranha sempre foi escrito para ser divertido. Batman nem sempre pode ser divertido. E é por isso também que mesmo com algumas adaptações da história do personagem, o filme ainda é ótimo.

sábado, 9 de julho de 2005

Inconscientes

Depois de dois anos e meio, tenho a minha primeira sexta-feira livre a partir das 19h30 com a Lelê (isso costumava acontecer somente após às 22h00). Isso é o resultado do luxo de nossa nova vida, novo emprego + faculdade finalizada. Então, aproveitamos.

Fomos assistir a "Inconscientes", um filme espanhol que se passa da década de 10 do século XX e fala sobre um bando de psicanalistas, sendo que um deles é seguidor do então "polêmico" Freud. O filme é ótimo, com um grande cuidado visual (figurino é muito bom, passagem de cenas são ótimas, a direção de arte nem se comenta). A comédia tem um senso de humor ácido e bem inteligente.

Saí do cinema muito satisfeito e recomendo para todo mundo. Vale a pena.

quinta-feira, 7 de julho de 2005

Sophia

Falando em fim de fases. Hoje acaba minha segunda metade das férias, tirei para poder ter a última semana da faculdade livre e mais outra para ir a BH, rever minha família e conhecer a Sophia, nossa afilhada.

Sophia é ótima. Linda, dengosa e cheia de caras. Falando em cara, ela é a cara do meu irmão, o famoso Simpatia. Demorei um pouco para pegar o jeito de carregá-la no colo, mas assim que peguei ela já dormia no meu colo fácil. Afinal, ela só faz isso, come e dorme. Fiquei impressionado como podemos nos apaixonar tão rápido por alguém inocente.

Sobre posts. A partir do próximo post terá uma chuva de posts cinematográficos. Afinal, agora com as noites livres vou poder voltar a frequentar o cinema.

sábado, 2 de julho de 2005

Então é isso...

Acabou! Depois de dois anos e meio chegando em casa todas as noites após às 22h, acabou! A sensação de ter completado o curso é ótima, tão boa quanto a sensação de liberdade, a de poder fazer coisas no meio da semana e não ter mais que dizer aquelas malditas frases: "não vai dar, tenho trabalho da faculdade para fazer" ou "não dormi essa noite, virei fazendo trabalho de faculdade".

Geral me deu uma força muito boa durante todo esse curso, mas a Lelê foi surreal, ela praticamente fez o projeto de conclusão comigo. Foi muitas vezes meu senso crítico e foi a revisora da minha monografia. Pasmem, cerveja, academicamente falando, foi pauta para 54 páginas, sem repetições.

Agora que acabou (não vou me cansar de repetir isso), voltarei a manter o Edifício atualizado, a ler os Blogs amigos e principalmente a ter vida - no último mês eu praticamente abri mão disso.

Galera, vamos escolher um fim de semana e fazer uma festa em Neverland?

Fasa e Fonta, vamos rolar?

sexta-feira, 3 de junho de 2005

"Disciplina é liberdade"

Não consigo entender muito bem essa frase. Ela parece tão clara, tão óbvia e assim tão simples. Mas pra mim, criado dentro de um paradoxo entre a disciplina e o oposto, não consigo captá-la. Isso porquê não sou disciplinado, aos poucos vou me tornando, mas ainda sou bastante solto, bastante imediato. O Edifício mostra isso, cada post novo não tem regra, não tem disciplina. Quando me empolgo, posts diário. Quando estou perdido ou interessado por outras coisas, posts quando dá.

Ainda sobre a disciplina, tive um insight sobre a minha pessoa do ser interior, como individuo humano e pessoal. O tempo me faz subestimar a tarefa. Se tenho duas semanas para fazer algo, faço devagar, sem me importar. Se tenho um dia, as idéias brotam de forma simples na minha cabeça. É como se no primeiro caso eu sempre soubesse que teria tempo para resolver e por isso relaxo. Será que isso tem cura? Será que quero curar? Pra isso, eu teria que ser disciplinado?

terça-feira, 24 de maio de 2005

Antes das doze badaladas noturnas

Hoje é o aniversário de uma pessoa muito especial para mim. Gostaria muito de ter passado na casa da minha irmã para dar um grande beijo nela e desejar feliz últimos minutos de aniversário. Mas se bem a conheço, nessa altura do campeonato ela está comemorando o seu dia de uma forma que eu não gostaria de interromper!

Mana, eu te amo de uma forma que somente os irmãos compreendem! Parabéns a você que é tão especial, tão especial que nessa fase da vida, você não poderia fazer aniversário em outra lua, né?

quarta-feira, 11 de maio de 2005

Alegria

Alegria (do latim Laetitia) sf. 1. Qualidade de alegre. 2. Contentamento, satisfação.

Pra mim Laetitia. Não é apenas alegria, é quem motiva cada passo, quem me apóia incondicionalmente, me faz ouvir os elogios e as críticas. Me faz sentir homem, maduro e capaz. Me faz sentir completo sem cobrar, sem exigir, apenas por existir ao meu lado. É quem dorme e acorda ao meu lado, quem me faz sorrir ao ver seu sorriso e chorar ao ver suas lágrimas. É quem faz a palavra amor não ser suficiente para descrever o que sinto por ela.

quarta-feira, 4 de maio de 2005

Eu sou brasileiro e não levanto meu traseiro nunca!

Responda com honestidade. Que diferença na sua vida faria se o governo inteiro desaparece exatamente agora? Na minha, nenhuma. Ele deveria me dar segurança, quem me garante isso é o meu condomínio. Saúde, meu plano. Educação, minha universidade particular. Alimentação, restaurantes a quilo (entre outros). Tudo isso é pago pelos impostos? Não, é pago com o meu salário (meu e da minha mulher).

Então o meu governo é o meu emprego? Se fosse, estaria muito feliz. Pois, ele não é democrata, mas se eu fizer tudo como foi combinado lá na frente, no fim do mês pinga o meu salário. Se não fizer eu posso ser demitido. Mas o mesmo vale para a empresa, se ela não fizer sua parte eu posso sair e encontrar outra. Nada me impede. Agora, tenta “deixar” o governo “democrata”.

Desculpem-me meus amigos das ciências políticas, mas o governo pra mim mostrou ser útil apenas para declarações tragicômicas ou morder nossos bolsos com impostos (o que é tragicômico). Faço tudo certo como manda o figurino e ele não. Sendo assim, porque não posso demiti-lo ou mudar de governo? Ah! Alguns vão dizer: “Sai desse país”. Mas não importa se estou na Espanha, Inglaterra ou no Nepal. Sempre serei brasileiro (nos EUA, não. Serei imigrante ilegal ou xicano).

Onde quero chegar com isso? Deveríamos abandonar esse governo e cuidarmos nós mesmos das nossas vidas. Começando pelo condomínio, depois pra rua e até para o bairro. Nós podemos cuidar de programas como Fome Zero, nós podemos garantir educação para aqueles que nos cercam e assim por diante. Claro, que isso seria muito mais verossímil se nossos salários e os lucros das empresas não fossem mordidos pelos impostos. Ou seja, que cai o governo e cresça o corporativismo. É menos hipócrita.

Com isso declaro que me tornei de vez um descrente em qualquer ação governamental. Acho que, independente da possibilidade de prisão, continuarei pagando os impostos para ter o direito de reclamar.

quinta-feira, 21 de abril de 2005

Após as 23h

Estou pasmo. Assisti ao GNT após as 23h. Vi Sue Johansen. Para quem não a conhece, ela é uma senhora de idade, com mais de 76 anos que apresenta um singelo programa chamado Falando Sobre Sexo com Sue Johansen.

Agora tentem imaginar: uma senhora com cara, roupas e voz de vovó recebendo ligações com as perguntas mais absurdas sobre sexo. Perguntas como: “Sue, na última vez que tive relação com o meu namorado, a camisinha escapuliu e ficou dentro de mim, o que eu faço?”, ou “Sue, sou casada há muitos anos e sou feliz. Mas sempre tenho fantasias sexuais com outras mulheres. Sou gay?”, ou “Sue, tenho 40 anos e sou cheia de tesão. Mais do que já tive. Só que meu marido não corresponde, ele não está conseguindo acompanhar. Ele já toma viagra, mas nem sempre resolve. Qual é o meu problema?”, e para completar "Sue, quando faço sexo oral costumo ir até o fim. Ouvi dizer que se eu engolir tudo que sai do meu namorado posso acabar engravidando, é verdade?".

Como se não bastassem as respostas, a vovó mais fofa da tv apresenta um quadro demonstrando como usar, guardar e limpar objetos sexuais. Ela ensina, aparentemente com total conhecimento de causa, como lidar com diversos tipos de consolos.

Sou desbocado, acredito que não sou careta e nem mesmo conservador. Mas Sue Johansen me coloca na posição mais reacionária que já senti.

terça-feira, 12 de abril de 2005

Quase dois irmãos.

Como um tapa na cara, o filme nos desperta do sonho da integração favela-asfalto. Aniquila a ilusão da integração tentada até o momento, onde ela é nada mais do que a imposição da realidade do asfalto no morro. A favela vive outra realidade, temos que primeiro compreender que não podemos definir se é melhor ou pior do que a nossa, aceitar que é diferente e então lutar por uma real integração.

Sempre defendo que o caminho para um povo melhor e uma nação melhor é a educação. Mas como iremos educar pessoas já educadas pela vida? Temos esse poder? Não estaremos mais uma vez impondo a nossa realidade? A educação deve ser aplicada a cada nova geração, esperar que a solução venha em quatro décadas e não em quatro anos.

Retornando ao filme. Ele demonstra o contato dos presos políticos com os presos comuns dentro do presídio de Ilha Grande. Os conflitos desse contato e a troca de experiências e seu reflexo em ambos os mundos. E assim, o nascimento da Falange Vermelha. Além desses pontos, apresenta por várias vezes a base do ser humano, seus ideais e o que acontece quando sua realidade é sobrepujada.

Inspirado no filme, tive o seguinte insight: “Sinto em lhe dizer, caro companheiro, que o comunismo acabou. Morreu pelo tempo, contado por um relógio que foi perdido”.

sexta-feira, 8 de abril de 2005

Contra o modo e o tempo

Perante ele somos fracos. Inadvertidamente tentamos mudá-lo, como se fôssemos capazes. Mas não somos. Usamos o tempo de forma errada, como eternos colonizados queremos apenas explorar o que estiver a nosso alcance, não pensamos no amanhã nem no tempo de cada coisa.

E essa não é a verdade. Podemos viver de outra forma, podemos viver com o tempo e não contra o mesmo. Não precisamos acordar, ir para o trabalho, depois para o nosso curso de extensão ou profissionalizante e assim para a casa. Não precisamos almoçar em quinze minutos para poder voltar ao trabalho ou conseguir ler aquele texto que estava na fila. As coisas que precisam ser feitas para ontem não existem, o ontem já passou e o que vale é o hoje, o agora.

A cada dia tenho me desafiado a lutar contra isso. Luto para acordar com disposição para dizer alguns “nãos”. Luto para respeitar o meu tempo. Mas não é fácil quando o resto do país age de forma contrária e vive explorando. Sendo assim, em um ato rebelde, desafio a todos os outros a lutarem também. No mínimo se pergunte se você é capaz de viver melhor.

quinta-feira, 31 de março de 2005

Na reta final

Finalmente chego a reta final desse curso. Estou fazendo o meu projeto de conclusão. O tema, como se pudesse ser diferente, é cerveja. Algumas pessoas de pouca fé poderão não acreditar na seriedade desse projeto, ainda mais me envolvendo. Podem me acusar de bebum, cachaceiro e pé-inchado. Mas é sério. Estou fazendo uma análise sobre os rótulos de cervejas brasileiras.

Sobre o projeto, estou muito empolgado. É ótimo trabalhar em um tema que você realmente goste (mais uma deixa pra me sacanear). Você trabalha com mais gosto, tem prazer e degusta cada nova informação. Está valendo. Mas para os interessados, vou começar a fase de coleta dos rótulos atuais.

Quero agradecer ao Alexandre Marino, um colecionar de rótulos (onde o que importa são as assinaturas daqueles que beberam com ele e não o rótulo em si). Que se dispos a scannear um material e enviar pra mim. Valeu!

Ah! Para os amigos preocupados com minhas unhas do dedão, saibam que um dos problemas já não existe mais. Pode-se dizer que ela está nadando com os peixes.

segunda-feira, 28 de março de 2005

E então...
Não pude evitar, foi mais forte do que eu.

Eu já mergulhei em Noronha;

Eu já entrei sem ser convidado em um coral, e sou desafinado;

Eu fiz violão por um ano e só aprendi uma música;

Eu já fiz judô, boxe tailandes, karatê e não gostei de nenhum desses;

Eu nunca frequentei uma academia;

Eu já briguei na rua;

Eu já chorei por um amigo e por um amor;

Eu já falei comigo mesmo, e divergi. Mas no final, ganhei;

Eu nunca fiz rapel;

Eu não sei cantar, mas parece que estou aprendendo com os erros;

Eu já chorei em um show;

Eu já tive medo de avião e de barco;

Eu ando de skate, mas nunca consegui descer uma onda;

Eu nunca fui a um show do Iron;

Eu já briguei por birra;

Eu já cantei música do Bon Jovi;

Eu já expus um trabalho e fui muito bom;

Eu já pilotei um kart;

Eu já virei noite e dia jogando video-game e/ou RPG;

Eu já tive uma crise convulsiva, mas foi por falta de alimentação e excesso de adrenalina, nada demais;

Eu nunca fiz curso de mergulho, mas morro de vontade;

Eu nunca fui a Itália, mas vivo com a imagem romantica;

Eu já fui reprovado duas vezes;

Eu já roubei balas nas Americanas e Comandos-em-Ação na Mesbla;

Eu já transei na rua, e recomendo;

Eu já bebi tanto que passei mal no primeiro encontro;

Eu já fumei escondido;

Eu nunca consegui manter um diário;

Eu já invadi um cinema abandonado para usar como base secreta e anos depois para namorar;

Eu já quis pular de bungee-jump, mas não fiz;

Eu nunca saí do país, afinal de Buenos Aires é a nossa capital;

Eu nunca tive saco para ler Tolkien, Anner Rice e Marion Zimmer Bradley;

Eu não sei receber elogios;

Eu já fiz coleção de maços de cigarro, latas, notas (gastei tudo antes que ficassem antigas) e quadrinhos;

Eu já fiz uma corda com maços de Hollywood que tocava o térreo, sendo presa no sétimo andar;

Eu já terminei um jogo após dez horas diretas, sem desligar o video-game;

Eu já terminei um noivado por telefone;

Eu já fingi não ver alguém na rua;

Eu já atropelei um carro;

Eu já fui atacado por um enxame de abelhas e não fui picado;

Eu já tive monstro atrás da cortina e descobri que era meu irmão após bater nele com um cabo de vassoura;

Eu nunca quebrei nenhum osso, mas meu anjo-da-guarda é todo quebrado;

Eu já caí em um arbusto ded cactos;

Eu já andei nas telhas de um prédio de 12 andares;

Eu já tive uma cadela chamada Mimosa;

Eu já cavalguei a beira-mar;

Eu já usei Kilt;

Eu nunca vi "A Noviça Rebelde" inteira;

Eu já andei nú no playground do prédio com todo mundo vendo, eu tinha apenas oito anos;

Eu já joguei kisuco na caixa d'água do colégio;